"Loucura, eu penso, é sempre um extremo de lucidez. Um limite insuportável."
Mais uma de Caio.
As aventuras de Uma Foca em intercâmbio acadêmico no Chile. Vida errante e aprendante pelo mundo.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Madrigal na TV Record News
Saiu o vídeo do programa Educação e Cidadania, da Record News, que teve a belíssima participação do Madrigal UFSC, no dia 22 de setembro. No primeiro bloco, Madrigal canta Climbing up the montain e Me voy quedando.
No terceiro bloco, Madrigal canta Somebody bigger than you and I.
No terceiro bloco, Madrigal canta Somebody bigger than you and I.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Madrigal na RecordNews
Ontem, 22/09, participamos do programa Educação e Cidadania, da RecordNews, ao meio dia. Uma divulgação da Semana Ousada de Artes que tá bombando. Olha que bonitinhos na foto!
Nu na Semana Ousada provoca prisão inadvertida
Estudante que fazia performance nu em homenagem aos indígenas brasileiros foi detido e solto depois de tudo esclarecido
O nu incompreendido de uma performance artística provocou ontem, no horário do almoço, a detenção de um estudante que participava da 3ª Semana Ousada de Arte UFSC & Udesc pela equipe de Segurança da UFSC. Betinho Chaves, estudante do Curso de Artes Cênicas da UFSC, apresentava a performance Na Brasa de Pindorama, às 12 horas, no Restaurante Universitário, quando foi detido por três seguranças e levado a 5ª Delegacia de Polícia, na Trindade. A secretária de Cultura e Arte da UFSC, Maria de Lourdes Borges, que coordena a Semana Ousada ao lado de Cláudia Messores, da Coordenadora de Cultura da Udesc, interveio em favor do estudante que foi solto às 16 horas, depois de prestar depoimento e esclarecer os fatos.
Acionada pelos próprios freqüentadores do RU, a Segurança deteve o jovem por ato obsceno. Durante a performance, ele se enrolava e se desenrolava nu da Bandeira do Brasil, representando a nudez dos índios das terras de Pindorama, sem nenhuma conotação pornográfica, conforme explicou. Um grupo de dez estudantes de artes cênicas, liderados pelo coordenador do Curso, Fábio Salvatti, acompanhou o desdobramento do fato na Delegacia até a soltura de Betinho.
A secretária Maria de Lourdes Borges, lamentou o ocorrido, principalmente a intervenção inadvertida da segurança. Lembrou que a performance tem a intenção de provocar o público e pode chocar, mas acentuou que “o nu artístico já foi desmitificado há pelo menos 50 anos, sobretudo em uma universidade”.
A programação da 3ª. Semana de Arte prossegue nesta quinta-feira, com a apresentação do pianista Alberto Heller, às 21 horas, no Auditório do Centro de Eventos Garapuvu. Entre os grandes eventos, destaca-se a apresentação do pianista Alberto Andrés Heller, no dia 23, às 21 horas, no Garapuvu. Além de composições próprias, Heller executa música erudita de vanguarda, como Erik Satie, Philip Glass, Michael Numan e Yan Tiersen.
O espetáculo recria, em linguagem contemporânea, a atmosfera nostálgica do cinema mudo, com a música do piano dialogando em um mesmo palco com imagens de filme, no caso o belíssimo documentário de Marcelo Massagão, Nós que aqui estamos por vós esperamos, de 1998, que oferece uma visão crítica e poética do século XX, marcado pelas tensões das guerras, industrialização, alienação do homem e banalização da vida e também pelas revoluções. Confira a programação detalhada no site da Semana.
O nu incompreendido de uma performance artística provocou ontem, no horário do almoço, a detenção de um estudante que participava da 3ª Semana Ousada de Arte UFSC & Udesc pela equipe de Segurança da UFSC. Betinho Chaves, estudante do Curso de Artes Cênicas da UFSC, apresentava a performance Na Brasa de Pindorama, às 12 horas, no Restaurante Universitário, quando foi detido por três seguranças e levado a 5ª Delegacia de Polícia, na Trindade. A secretária de Cultura e Arte da UFSC, Maria de Lourdes Borges, que coordena a Semana Ousada ao lado de Cláudia Messores, da Coordenadora de Cultura da Udesc, interveio em favor do estudante que foi solto às 16 horas, depois de prestar depoimento e esclarecer os fatos.
Acionada pelos próprios freqüentadores do RU, a Segurança deteve o jovem por ato obsceno. Durante a performance, ele se enrolava e se desenrolava nu da Bandeira do Brasil, representando a nudez dos índios das terras de Pindorama, sem nenhuma conotação pornográfica, conforme explicou. Um grupo de dez estudantes de artes cênicas, liderados pelo coordenador do Curso, Fábio Salvatti, acompanhou o desdobramento do fato na Delegacia até a soltura de Betinho.
A secretária Maria de Lourdes Borges, lamentou o ocorrido, principalmente a intervenção inadvertida da segurança. Lembrou que a performance tem a intenção de provocar o público e pode chocar, mas acentuou que “o nu artístico já foi desmitificado há pelo menos 50 anos, sobretudo em uma universidade”.
A programação da 3ª. Semana de Arte prossegue nesta quinta-feira, com a apresentação do pianista Alberto Heller, às 21 horas, no Auditório do Centro de Eventos Garapuvu. Entre os grandes eventos, destaca-se a apresentação do pianista Alberto Andrés Heller, no dia 23, às 21 horas, no Garapuvu. Além de composições próprias, Heller executa música erudita de vanguarda, como Erik Satie, Philip Glass, Michael Numan e Yan Tiersen.
O espetáculo recria, em linguagem contemporânea, a atmosfera nostálgica do cinema mudo, com a música do piano dialogando em um mesmo palco com imagens de filme, no caso o belíssimo documentário de Marcelo Massagão, Nós que aqui estamos por vós esperamos, de 1998, que oferece uma visão crítica e poética do século XX, marcado pelas tensões das guerras, industrialização, alienação do homem e banalização da vida e também pelas revoluções. Confira a programação detalhada no site da Semana.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Madrigal amanhã na RIC Record meio dia
Vamos cantar nessa quarta-feira ao meio-dia na TV RecordNews pela Semana Ousada de Artes, uma parceria entre a UFSC e a UDESC.
À tarde, entre 15h e 17h o Madrigal se apresenta no Hospital Universitário. Pelos corredores, segundo disseram em off (heheh).
À tarde, entre 15h e 17h o Madrigal se apresenta no Hospital Universitário. Pelos corredores, segundo disseram em off (heheh).
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Oda al vino
Sim, Pablo Neruda! Esse cara sabia viver. Já postei a Oda a las papas fritas e agora vai a Oda al vino. Esse grande companheiro das melhores e piores horas.
VINO color de día,
vino color de noche,
vino con pies de púrpura
o sangre de topacio,
vino,
estrellado hijo
de la tierra,
vino, liso
como una espada de oro,
suave
como un desordenado terciopelo,
vino encaracolado
y suspendido,
amoroso,
marino,
nunca has cabido en una copa,
en un canto, en un hombre,
coral, gregario eres,
y cuando menos, mutuo.
A veces
te nutres de recuerdos
mortales,
en tu ola
vamos de tumba en tumba,
picapedrero de sepulcro helado,
y lloramos
lágrimas transitorias,
pero
tu hermoso
traje de primavera
es diferente,
el corazón sube a las ramas,
el viento mueve el día,
nada queda
dentro de tu alma inmóvil.
El vino
mueve la primavera,
crece como una planta la alegría,
caen muros,
peñascos,
se cierran los abismos,
nace el canto.
Oh tú, jarra de vino, en el desierto
con la sabrosa que amo,
dijo el viejo poeta.
Que el cántaro de vino
al beso del amor sume su beso.
Amor mio, de pronto
tu cadera
es la curva colmada
de la copa,
tu pecho es el racimo,
la luz del alcohol tu cabellera,
las uvas tus pezones,
tu ombligo sello puro
estampado en tu vientre de vasija,
y tu amor la cascada
de vino inextinguible,
la claridad que cae en mis sentidos,
el esplendor terrestre de la vida.
Pero no sólo amor,
beso quemante
o corazón quemado
eres, vino de vida,
sino
amistad de los seres, transparencia,
coro de disciplina,
abundancia de flores.
Amo sobre una mesa,
cuando se habla,
la luz de una botella
de inteligente vino.
Que lo beban,
que recuerden en cada
gota de oro
o copa de topacio
o cuchara de púrpura
que trabajó el otoño
hasta llenar de vino las vasijas
y aprenda el hombre oscuro,
en el ceremonial de su negocio,
a recordar la tierra y sus deberes,
a propagar el cántico del fruto.
VINO color de día,
vino color de noche,
vino con pies de púrpura
o sangre de topacio,
vino,
estrellado hijo
de la tierra,
vino, liso
como una espada de oro,
suave
como un desordenado terciopelo,
vino encaracolado
y suspendido,
amoroso,
marino,
nunca has cabido en una copa,
en un canto, en un hombre,
coral, gregario eres,
y cuando menos, mutuo.
A veces
te nutres de recuerdos
mortales,
en tu ola
vamos de tumba en tumba,
picapedrero de sepulcro helado,
y lloramos
lágrimas transitorias,
pero
tu hermoso
traje de primavera
es diferente,
el corazón sube a las ramas,
el viento mueve el día,
nada queda
dentro de tu alma inmóvil.
El vino
mueve la primavera,
crece como una planta la alegría,
caen muros,
peñascos,
se cierran los abismos,
nace el canto.
Oh tú, jarra de vino, en el desierto
con la sabrosa que amo,
dijo el viejo poeta.
Que el cántaro de vino
al beso del amor sume su beso.
Amor mio, de pronto
tu cadera
es la curva colmada
de la copa,
tu pecho es el racimo,
la luz del alcohol tu cabellera,
las uvas tus pezones,
tu ombligo sello puro
estampado en tu vientre de vasija,
y tu amor la cascada
de vino inextinguible,
la claridad que cae en mis sentidos,
el esplendor terrestre de la vida.
Pero no sólo amor,
beso quemante
o corazón quemado
eres, vino de vida,
sino
amistad de los seres, transparencia,
coro de disciplina,
abundancia de flores.
Amo sobre una mesa,
cuando se habla,
la luz de una botella
de inteligente vino.
Que lo beban,
que recuerden en cada
gota de oro
o copa de topacio
o cuchara de púrpura
que trabajó el otoño
hasta llenar de vino las vasijas
y aprenda el hombre oscuro,
en el ceremonial de su negocio,
a recordar la tierra y sus deberes,
a propagar el cántico del fruto.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Sem computador
Já é a segunda vez esse ano que fico sem computador. Sem computador parece que a vida pára. Isso que não sou viciada, posso passar dias sem, numa boa. Mas para o jornalista o computador é sua ferramenta de trabalho. Como a massa do padeiro, a moto do motoboy, a tinta do pintor.
E eu aqui, mais uma vez no LabInfo da UFSC, nas máquinas Linux, que são boas e rápidas mas não lêem meu HD e nem editam vídeo. A expressão do dia é: Sei lá...
E eu aqui, mais uma vez no LabInfo da UFSC, nas máquinas Linux, que são boas e rápidas mas não lêem meu HD e nem editam vídeo. A expressão do dia é: Sei lá...
domingo, 12 de setembro de 2010
Mais gordos, mais celibatários, mais insones
Meu título tá comportado, porque a pesquisa da FAPESP foi divulgada pela imprensa com o destaque para a falta de sexo. Teve até um "Dormir mal pode causar impotência" (aqui). Tudo bem, a pesquisadora disse que essa é a linha da pesquisa dela. Em ratos. Daí, os caras que escrevem a matéria deduzem que do rato pro homem a diferença é pouca e você vê no que dá.
Leia a entrevista completa: Menos sono, menos sexo (Agência FAPESP)
Os trechos que achei mais interessantes colei abaixo:
Leia a entrevista completa: Menos sono, menos sexo (Agência FAPESP)
Os trechos que achei mais interessantes colei abaixo:
Agência FAPESP – Estamos dormindo menos do que as gerações anteriores?
Monica Andersen – Nossa sociedade é cronicamente privada de sono. Há uma denominação nos Estados Unidos que é sintomática, da “sociedade 24 por 7”, isto é, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana. Que não para jamais. E isso traduz muito bem o que vivemos atualmente. Nós queremos a sociedade 24 por 7, principalmente nas grandes cidades. Nós participamos dessa autoprivação de sono. Queremos fazer mais um curso, terminar mais um trabalho e tudo o mais que conseguirmos encaixar em nosso dia e quem paga por tudo isso é o sono. Por que simplesmente não vamos dormir e deixamos as tarefas para o dia seguinte? Isso é cada vez mais impensável.
Agência FAPESP – Que problemas essa privação pode causar?
Monica Andersen – Um deles é o acúmulo de gordura em nosso corpo. A privação de sono aumenta o apetite por comidas calóricas, estimula o hormônio da fome (grelina) e reduz o hormônio da saciedade (leptina). Pouco sono também afeta o desempenho no trabalho ou estudo e provoca pequenos deslizes que afetam nosso rendimento. Há algumas profissões em que deslizes são particularmente perigosos, como aquelas ligadas à segurança ou à saúde pública.
Agência FAPESP – A quantidade de sono também afeta a reprodução e o desempenho sexual?
Monica Andersen – Essa é a minha principal linha de pesquisa. O que observamos até agora em ratos é que uma privação de sono pontual provoca uma excitação sexual nos machos. Isso ocorre na privação de sono REM [sigla em inglês para “movimentos oculares rápidos”], quando ocorrem os sonhos. No entanto, apesar de apresentarem desejo, pois os ratos chegam a montar a fêmea, eles não conseguem fazer a penetração. Em outras palavras, eles têm desejo, mas não têm a função erétil adequada.
"Não existe nada de mais esterilizante do que a perfeição de não se querer nada além do que está à nossa volta."
Mais uma de Caio.
Mais uma de Caio.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Filme sobre Facebook é um dos mais aguardados nos EUA
As "mídias sociais" estão entre as expressões mais populares da atualidade graças ao sucesso, entre outros, do site de relacionamentos Facebook, o meio favorito para a juventude de hoje se comunicar mundialmente.
Agora, o Facebook é o assunto do que deve ser o filme mais esperado do outono norte-americano (primavera no Brasil), chamado "The Social Network", que está entre as muitas produções para a temporada, incluindo "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme" e "Hereafter", dirigido por Clint Eastwood, que Hollywood levará aos cinemas.
Leia tudo no Estadao.com.br
Agora, o Facebook é o assunto do que deve ser o filme mais esperado do outono norte-americano (primavera no Brasil), chamado "The Social Network", que está entre as muitas produções para a temporada, incluindo "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme" e "Hereafter", dirigido por Clint Eastwood, que Hollywood levará aos cinemas.
Leia tudo no Estadao.com.br
terça-feira, 7 de setembro de 2010
O povo contra os jornalistas
Dunga era o vilão nacional. Mas aí ele brigou com a Globo e virou herói. Por que todo mundo ficou do lado dele?
Por Rafael Antonio, Super Interessante
Todo mundo soube. Era o assunto na padaria, na corrida do táxi, nas mesas de bar. Durante a Copa do Mundo, o (então) técnico da seleção brasileira resolveu enfrentar a maior emissora de TV do país, que detém os direitos de transmissão dos jogos, fechando os treinos e proibindo entrevistas. Dunga e Globo entraram em um embate público. O treinador xingou um jornalista.
A emissora usou seus programas para criticar o técnico. O público acabou escolhendo seu lado - e ficou com Dunga, que até então era um dos treinadores mais impopulares que a seleção já teve. No mesmo dia em que o Brasil jogou as quartas de final, logo depois da briga com a Globo, foi publicada uma pesquisa com o mais alto índice de aprovação do técnico: 69% dos brasileiros apoiavam o trabalho de Dunga - 20 pontos a mais do que quando ele convocou a seleção.
Mas por que a opinião pública preferiu ficar do lado do técnico controverso em vez do da emissora? Bem, porque poucas coisas despertam tanta desconfiança quanto a imprensa. Um levantamento da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, divulgado no fim de junho, mostra que apenas 18% dos brasileiros acreditam na mídia e que 72% creem muito pouco naquilo que é veiculado nos meios de comunicação.
E é um sentimento mundial: nos EUA, uma pesquisa de 2007 da Universidade Sacred Heart, de Connecticut, mostra que só 24% dos entrevistados confiam nas informações veiculadas na mídia. A maioria dos americanos acredita apenas em algumas notícias. Mesmo nós, aqui da SUPER, constantemente recebemos cartas nos acusando de manipuladores, mentirosos ou tendenciosos.
O motivo para tanta raiva pode ser, bem, porque às vezes realmente a imprensa publica notícias um tanto... discutíveis. Exemplos não faltam. Apenas 3 dias depois da eliminação do Brasil da copa, diversos veículos publicavam manchetes na linha: "Apontado como um dos culpados pelo fracasso da seleção brasileira, o volante Felipe Melo pede para não ser responsabilizado". Quem disse que Felipe Melo foi mesmo o vilão? Ele foi expulso aos 28 minutos do 2º tempo, quando o jogo já estava 2 a 1 para a Holanda. Ele conseguiria reverter essa situação se não tivesse sido expulso?
São exemplos como esse que tornam difícil tirar a pulga de trás da orelha dos leitores - mesmo quando os jornalistas fazem tudo certo. Somos cada vez mais questionados. E, com 73 milhões de brasileiros na internet, ficou mais fácil os questionamentos encontrarem público. Fóruns de discussão, blogs de análise, leitores atentos: todo mundo agora consegue apontar o dedo para o que a imprensa tem feito de errado. "A internet coloca em diálogo pessoas que antes estavam confinadas na condição de receptoras", diz Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e ex-presidente da Radiobrás. E sim, quando essas pessoas se juntam, muitas vezes é para falar mal de nós.
A internet também deu aos leitores muito mais opção na hora de se informar. Para acontecimentos em qualquer canto do planeta, já é possível acessar um site local ou conversar com alguém que mora perto do que está acontecendo. Qualquer um pode virar distribuidor de informação. Um cálculo feito pela revista americana Seed mostra que, hoje em dia, 0,1% da população pode ser considerada produtor de conteúdo (escritores, blogueiros ou autores de twitters com mais de 100 seguidores, por exemplo).
E esse número está aumentando 10 vezes ao ano. Em dois anos, calcula-se que teremos 10% da população produzindo informação. "Antes, os jornalistas tinham o monopólio da produção de conteúdo. Agora perderam isso", afirma Ricardo Noblat, colunista de O Globo e autor de um dos blogs de política mais acessados do país. Isso é bom para o leitor - mas também deixa a imprensa mais vulnerável a críticas ou informações imprecisas.
Com tanta gente produzindo informação, é natural também que mais pessoas se incomodem com o que está sendo veiculado: estamos pisando no calo de mais gente. "As pessoas perceberam que há um poder excessivo de construir ou destruir na comunicação. E todo poder gigantesco acaba questionado. O Dunga foi na contramão da Globo e incitou grande parte da opinião pública que questionava esse poder", diz Bob Fernandes, editor do Terra Magazine. E foi isso que o caso Dunga x Globo despertou: a possibilidade de se voltar contra o grande poder que a mídia tem.
Por Rafael Antonio, Super Interessante
Todo mundo soube. Era o assunto na padaria, na corrida do táxi, nas mesas de bar. Durante a Copa do Mundo, o (então) técnico da seleção brasileira resolveu enfrentar a maior emissora de TV do país, que detém os direitos de transmissão dos jogos, fechando os treinos e proibindo entrevistas. Dunga e Globo entraram em um embate público. O treinador xingou um jornalista.
A emissora usou seus programas para criticar o técnico. O público acabou escolhendo seu lado - e ficou com Dunga, que até então era um dos treinadores mais impopulares que a seleção já teve. No mesmo dia em que o Brasil jogou as quartas de final, logo depois da briga com a Globo, foi publicada uma pesquisa com o mais alto índice de aprovação do técnico: 69% dos brasileiros apoiavam o trabalho de Dunga - 20 pontos a mais do que quando ele convocou a seleção.
Mas por que a opinião pública preferiu ficar do lado do técnico controverso em vez do da emissora? Bem, porque poucas coisas despertam tanta desconfiança quanto a imprensa. Um levantamento da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, divulgado no fim de junho, mostra que apenas 18% dos brasileiros acreditam na mídia e que 72% creem muito pouco naquilo que é veiculado nos meios de comunicação.
E é um sentimento mundial: nos EUA, uma pesquisa de 2007 da Universidade Sacred Heart, de Connecticut, mostra que só 24% dos entrevistados confiam nas informações veiculadas na mídia. A maioria dos americanos acredita apenas em algumas notícias. Mesmo nós, aqui da SUPER, constantemente recebemos cartas nos acusando de manipuladores, mentirosos ou tendenciosos.
O motivo para tanta raiva pode ser, bem, porque às vezes realmente a imprensa publica notícias um tanto... discutíveis. Exemplos não faltam. Apenas 3 dias depois da eliminação do Brasil da copa, diversos veículos publicavam manchetes na linha: "Apontado como um dos culpados pelo fracasso da seleção brasileira, o volante Felipe Melo pede para não ser responsabilizado". Quem disse que Felipe Melo foi mesmo o vilão? Ele foi expulso aos 28 minutos do 2º tempo, quando o jogo já estava 2 a 1 para a Holanda. Ele conseguiria reverter essa situação se não tivesse sido expulso?
São exemplos como esse que tornam difícil tirar a pulga de trás da orelha dos leitores - mesmo quando os jornalistas fazem tudo certo. Somos cada vez mais questionados. E, com 73 milhões de brasileiros na internet, ficou mais fácil os questionamentos encontrarem público. Fóruns de discussão, blogs de análise, leitores atentos: todo mundo agora consegue apontar o dedo para o que a imprensa tem feito de errado. "A internet coloca em diálogo pessoas que antes estavam confinadas na condição de receptoras", diz Eugênio Bucci, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e ex-presidente da Radiobrás. E sim, quando essas pessoas se juntam, muitas vezes é para falar mal de nós.
A internet também deu aos leitores muito mais opção na hora de se informar. Para acontecimentos em qualquer canto do planeta, já é possível acessar um site local ou conversar com alguém que mora perto do que está acontecendo. Qualquer um pode virar distribuidor de informação. Um cálculo feito pela revista americana Seed mostra que, hoje em dia, 0,1% da população pode ser considerada produtor de conteúdo (escritores, blogueiros ou autores de twitters com mais de 100 seguidores, por exemplo).
E esse número está aumentando 10 vezes ao ano. Em dois anos, calcula-se que teremos 10% da população produzindo informação. "Antes, os jornalistas tinham o monopólio da produção de conteúdo. Agora perderam isso", afirma Ricardo Noblat, colunista de O Globo e autor de um dos blogs de política mais acessados do país. Isso é bom para o leitor - mas também deixa a imprensa mais vulnerável a críticas ou informações imprecisas.
Com tanta gente produzindo informação, é natural também que mais pessoas se incomodem com o que está sendo veiculado: estamos pisando no calo de mais gente. "As pessoas perceberam que há um poder excessivo de construir ou destruir na comunicação. E todo poder gigantesco acaba questionado. O Dunga foi na contramão da Globo e incitou grande parte da opinião pública que questionava esse poder", diz Bob Fernandes, editor do Terra Magazine. E foi isso que o caso Dunga x Globo despertou: a possibilidade de se voltar contra o grande poder que a mídia tem.
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#UmaFocadiz: É a profissão que todo mundo fala mal, uns com razão, outros sem argumentos, mas meter o pau na imprensa, como diz uma professora-pesquisadora do nosso Depto.JOR UFSC, "já é manjado". Criatividade, digo eu. Quem está disposto a criticar deve estar apto a fazer ou pelo menos sugerir coisas melhores. E conhecer melhor o objeto da crítica.
domingo, 5 de setembro de 2010
Artistas...
2. Jesu Meine Freude - Johan Sebastian Bach
3. Climbin´up the Mountain - Negro spiritual
4. Somebody Bigger than you and I - Johnny Lange & Hy Heath & Sonny Hurki
5. Me Voy quedando - Gustavo Leguizamón. Arr: Julio césar Reynaga
6. Adios Nonino - Astor Piazolla. Arr: Liliana Cangiano
7. S’Wonderful - George e Ira Gershiwn
Orquestra
1. Suite Nº1 - George Philipp Telemann (Rejouissance/Rondeau/Minuett/Air, Gigue
2. La Villageoise - Jean Philippe Rameau
3. Merceditas - Belmonte e Amarai
4. Encontros e despedidas - Milton Nascimento e Fernando Brant. Arr: Eunice Rangel
5. Quarteto Nº1 - Villa Lobos. 1º e 2º Movimentos
Orquestra e Madrigal
6. Rancho de amor a Ilha: Zininho
7. Lagoa da Conceição: Neco. Arr: Carlos Besen
Em breve, teremos vídeos do Madrigal em cena.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Como elas foram parar ali?
Estava lendo o site 20minutes online e na sessão Les images du jour...
São duas cabras encolhidinhas no vão externo de um viaduto nos Estados Unidos. Como é que elas chegaram ali? Sei lá, mas elas foram salvas depois dessa foto. Mais fotos aqui no portal G1.
São duas cabras encolhidinhas no vão externo de um viaduto nos Estados Unidos. Como é que elas chegaram ali? Sei lá, mas elas foram salvas depois dessa foto. Mais fotos aqui no portal G1.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Dia do Blog hoje!!!
Esse bloguin aqui é novato, tem só um ano e meio de vida na blogosfera, mas UmaFoca comemora pois tem pedigree prá blog. Vamos fazer umas focarias por aí, e prá logo, logo, vamos dar um tapa no visual aqui da casinha.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Último dia da Semana
Hoje pela manhã, cuidei das entrevistas que faltavam para minha matéria e parti para a Galeria do Rock, no centrão de São Paulo. Desci na estação República e fui caminhando na Av. Ipiranga em direção à 24 de maio. Região feia e suja, fedor de urina e pichação nas paredes.
Segui caminhando tentando não dar banda de forasteira, o que prejudicou a minha leitura das placas de ruas. Resultado: percebi que havia me perdido (natural para UmaFoca) quando topei com o famoso verso da música de Caetano: Só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João. Confesso que olhei bem ao redor para gravar aquela esquina que não era nada além de feia e suja, mas o fato de ter um verso dedicado a ela me deu uma sensação diferente.
Dobrei a São João, decidida a encontrar mais adiante a tal galeria, depois de pedir informação em algumas lojas, encontrei finalmente, meio acanhada, fachada decepcionante, entrei. No primeiro piso, camelôs de loja tentando te vender "SuperStar" ao invés de "All Star". "Agora tá vindo assim da fábrica da All Star mesmo - disse a vendedora". Sim, nasci ontem, pensei sarcasticamente.
Nos andares de cima, rock, metal, skate e tudo o que compõe uma aparência das tribos afins. Depois de umas voltas meio acanhada me senti em casa. Comprei o All Star que eu queria e fui sentido Teatro Municipal, sabendo que não ía ter tampo nem de entrar e nem de almoçar. Mas eu só queria dar uma olhadinha por fora mesmo. Só que ele está sendo reformado e não deu prá curtir direito então fui prá um shopping perto, pensando em almoçar qualquer coisa, depois de quase me perder lá dentro, almocei um sorvete e sai correndo para a estação de metrô mais próxima, Anhanguera.
Últimas da Semana
Cheguei no auditório do Estadão bem na hora e a palstra era com o jornalista do Estado de São Paulo, Roberto Godoy e o diretor do curso Abril de Jornalismo, Edward Pimenta. Godoy disse uma coisa que me fez lembrar do UmaFoca no mesmo instante: "Temos que ser focas o tempo todo, até depois de veteranos na carreira. Porque o foca tem esse espírito de correr atrás, essa empolgação com as coisas".
Ao final, fotografei o famoso vitral do Estadão, com aquela frase de Rui Barbosa:
"E jornalista é que eu nasci, jornalista é que sou, de jornalista é que não me hão de demitir, enquanto houver imprensa, a imprensa for livre e este resto de liberdade nos indicar que a pátria respira”
Daí você imagina a pilha que a gente sai. Adorei a Semana Estado de Jornalismo.
Segui caminhando tentando não dar banda de forasteira, o que prejudicou a minha leitura das placas de ruas. Resultado: percebi que havia me perdido (natural para UmaFoca) quando topei com o famoso verso da música de Caetano: Só quando cruza a Ipiranga e a Avenida São João. Confesso que olhei bem ao redor para gravar aquela esquina que não era nada além de feia e suja, mas o fato de ter um verso dedicado a ela me deu uma sensação diferente.
Dobrei a São João, decidida a encontrar mais adiante a tal galeria, depois de pedir informação em algumas lojas, encontrei finalmente, meio acanhada, fachada decepcionante, entrei. No primeiro piso, camelôs de loja tentando te vender "SuperStar" ao invés de "All Star". "Agora tá vindo assim da fábrica da All Star mesmo - disse a vendedora". Sim, nasci ontem, pensei sarcasticamente.
Nos andares de cima, rock, metal, skate e tudo o que compõe uma aparência das tribos afins. Depois de umas voltas meio acanhada me senti em casa. Comprei o All Star que eu queria e fui sentido Teatro Municipal, sabendo que não ía ter tampo nem de entrar e nem de almoçar. Mas eu só queria dar uma olhadinha por fora mesmo. Só que ele está sendo reformado e não deu prá curtir direito então fui prá um shopping perto, pensando em almoçar qualquer coisa, depois de quase me perder lá dentro, almocei um sorvete e sai correndo para a estação de metrô mais próxima, Anhanguera.
Últimas da Semana
Cheguei no auditório do Estadão bem na hora e a palstra era com o jornalista do Estado de São Paulo, Roberto Godoy e o diretor do curso Abril de Jornalismo, Edward Pimenta. Godoy disse uma coisa que me fez lembrar do UmaFoca no mesmo instante: "Temos que ser focas o tempo todo, até depois de veteranos na carreira. Porque o foca tem esse espírito de correr atrás, essa empolgação com as coisas". Ao final, fotografei o famoso vitral do Estadão, com aquela frase de Rui Barbosa:
"E jornalista é que eu nasci, jornalista é que sou, de jornalista é que não me hão de demitir, enquanto houver imprensa, a imprensa for livre e este resto de liberdade nos indicar que a pátria respira”
Daí você imagina a pilha que a gente sai. Adorei a Semana Estado de Jornalismo.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Pescoções e masoquismo
Ah vai, jornalista é masoquista por natureza. No terceiro dia da Semana Estado de Jornalismo, deu prá notar que virar a noite não só é uma tendência natural, como é comum nas redações. E ainda não só é comum como no final todo mundo acha divertido! Vou confessar que fiquei empolgada. Aliás sempre soube que estava na profissão certa: durmo pouco, só trabalho com o que gosto, e mergulho de cabeça no meu trabalho bem por isso.
Hoje a palestra foi com Fabio Sales, diretor de Arte do Grupo Estado. Ele mostrou como foi a evolução em arte e infografia no Grupo Estado e mostrou o novo projeto gráfico do Estadão, explicando como foi o processo. A foto ao lado é da palestra de hoje, no Auditório do Estadão.
No final, eu denovo tava no bolinho dos curiosos e perguntei quantos jornalistas trabalhavam na diagramação e infografia. "Nenhum", ele disse. São todos do desenho industrial, designers, essas áreas da arte. E é uma equipe grande, tipo, uns 30 diagramadores, e mais 30 infografistas. (Mais ou menos, não anotei o número exato)
Assim como os palestrantes dos outros dias, ele também contou suas histórias de "pescoções", o jargão jornalístico para varar a noite fechando jornal.
E todo mundo mete pau no Jornalismo
Pois é. Essa Semana tem sido muito importante para conhecer como acontecem as coisas realmente, não pela visão de quem está de fora, mas pela visão de quem está lá, trabalha na grande imprensa e critica o próprio trabalho, a própria imprensa, o próprio meio, só que COM propriedade e com idéias para melhorar, para construir.
Ao contrário da maioria que critica e nem é jornalista e, muitas vezes, nem sequer conhece um jornalista. Às vezes surpreendo essas pessoas falando mal da imprensa com a seguinte frase: Sim, mas você conhece isso? Você sabe do que está falando? Quando elas se tocam que tão falando besteira pelo menos calam a boca. Senão continuam sua ladainha de acusações sem crédito.
Eles criticam porque é fácil e não precisa inteligência prá isso (e eu já escrevi isso aqui antes). Muito fácil falar mal com base na própria imaginação, quero ver ir lá conhecer como é, conversar com as pessoas que trabalham nisso, entender como funciona.
Hoje a palestra foi com Fabio Sales, diretor de Arte do Grupo Estado. Ele mostrou como foi a evolução em arte e infografia no Grupo Estado e mostrou o novo projeto gráfico do Estadão, explicando como foi o processo. A foto ao lado é da palestra de hoje, no Auditório do Estadão.
No final, eu denovo tava no bolinho dos curiosos e perguntei quantos jornalistas trabalhavam na diagramação e infografia. "Nenhum", ele disse. São todos do desenho industrial, designers, essas áreas da arte. E é uma equipe grande, tipo, uns 30 diagramadores, e mais 30 infografistas. (Mais ou menos, não anotei o número exato)
Assim como os palestrantes dos outros dias, ele também contou suas histórias de "pescoções", o jargão jornalístico para varar a noite fechando jornal.
E todo mundo mete pau no Jornalismo
Pois é. Essa Semana tem sido muito importante para conhecer como acontecem as coisas realmente, não pela visão de quem está de fora, mas pela visão de quem está lá, trabalha na grande imprensa e critica o próprio trabalho, a própria imprensa, o próprio meio, só que COM propriedade e com idéias para melhorar, para construir.
Ao contrário da maioria que critica e nem é jornalista e, muitas vezes, nem sequer conhece um jornalista. Às vezes surpreendo essas pessoas falando mal da imprensa com a seguinte frase: Sim, mas você conhece isso? Você sabe do que está falando? Quando elas se tocam que tão falando besteira pelo menos calam a boca. Senão continuam sua ladainha de acusações sem crédito.
Eles criticam porque é fácil e não precisa inteligência prá isso (e eu já escrevi isso aqui antes). Muito fácil falar mal com base na própria imaginação, quero ver ir lá conhecer como é, conversar com as pessoas que trabalham nisso, entender como funciona.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Semana Estado de Jornalismo: Segundo dia
Hoje tivemos palestra com três jornalistas que passaram pela Semana Estado de Jornalismo e tiveram suas matérias premiadas. São: Renata Deos, Editora-chefe do portal M de Mulher, da editora Abril; André Luiz Costa, diretor de Jornalismo da BandNews FM e Carla Miranda, editora do caderno de Turismo do jornal Estado de S. Paulo.
Eles falaram de suas experiências desde a faculdade de Jornalismo até chegar ao trabalho que têm hoje. O coordenador da Semana Estado de Jornalismo, Francisco Ornellas, emendava uma e outra colocação entre as perguntas dos participantes e as respostas dos palestrantes e numa dessas disse uma épica: "O jornalismo é a indústria do erro". Foi ao comentar um dos erros mais comuns do jornalista: esquecer que é o excelentíssimo (o leitor).
Ao final do dia, depois do tradicional chá, um dos colegas da UFSC que veio para a Semana e uma colega quase-jornalista da Univali - Itajaí, que conhecemos aqui, foram ainda conversar com Carla Miranda com mais questionamentos sobre a área dela. Conversa vai e vem e eu e mais outras duas participantes nos agregamos fazendo outras perguntas e ela nos perguntou: Vocês querem subir?
Ora, subir era na redação do Estado de S. Paulo! É claro que aceitamos. E fomos lá, contentes da vida, muito a fim de ver a redação. Confesso que até esqueci meu medo de elevadores, tão empolgada fiquei. Ela mostrou onde trabalha a galera do soft news e do hard news. As redações do Jornal da Tarde e do Estado de S. Paulo trabalham juntas. E a TV Estadão com o estúdio bem no meio da redação das hard, que é a maior, bem como aquelas que a gente vê nos filmes, cheias de mesinhas com divisórias baixas.
Saímos com a certeza de que, pelo menos, queremos trabalhar numa empresa como essa.
Eles falaram de suas experiências desde a faculdade de Jornalismo até chegar ao trabalho que têm hoje. O coordenador da Semana Estado de Jornalismo, Francisco Ornellas, emendava uma e outra colocação entre as perguntas dos participantes e as respostas dos palestrantes e numa dessas disse uma épica: "O jornalismo é a indústria do erro". Foi ao comentar um dos erros mais comuns do jornalista: esquecer que é o excelentíssimo (o leitor).
Ao final do dia, depois do tradicional chá, um dos colegas da UFSC que veio para a Semana e uma colega quase-jornalista da Univali - Itajaí, que conhecemos aqui, foram ainda conversar com Carla Miranda com mais questionamentos sobre a área dela. Conversa vai e vem e eu e mais outras duas participantes nos agregamos fazendo outras perguntas e ela nos perguntou: Vocês querem subir?
Ora, subir era na redação do Estado de S. Paulo! É claro que aceitamos. E fomos lá, contentes da vida, muito a fim de ver a redação. Confesso que até esqueci meu medo de elevadores, tão empolgada fiquei. Ela mostrou onde trabalha a galera do soft news e do hard news. As redações do Jornal da Tarde e do Estado de S. Paulo trabalham juntas. E a TV Estadão com o estúdio bem no meio da redação das hard, que é a maior, bem como aquelas que a gente vê nos filmes, cheias de mesinhas com divisórias baixas.
Saímos com a certeza de que, pelo menos, queremos trabalhar numa empresa como essa.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
As pessoas se acostumam com o pior
Ouvi essa frase de uma colega da UFSC que nasceu aqui em São Paulo e veio para a Semana de Jornalismo. Porque prá onde você olha, nessa cidade, é sujeira, poluição, lixo, mais poluição, fumaça, trânsito. É horrível e as pessoas seguem sua vida acomodadas porque se acostumam a viver no meio desse lixo.
Cheguei à conclusão óbvia que o problema de São Paulo é o transporte. De acordo com o economista que deu a palestra de hoje lá no auditório do Estadão, Hugo Penteado, 95% da cidade é feita para os carros. Prá onde você olha é asfalto, concreto, estacionamento, avenidas e trânsito. Trânsito intenso.
Não dá prá ver o azul do céu, porque a fumaça encobre. Os prédios são cinza por causa da poluição do ar. E as pessoas são mal humoradas, apressadas, pouco dadas a gentilezas. Tudo por causa do trânsito. Prá mim um dia feliz seria o dia em que o lobby das automobilísticas não fosse o patrão dos políticos em suas campanhas e governos.
Cheguei a outras conclusões quanto a isso. Além do lobby, as autoridades não resolvem o problema do trânsito porque:
- Não tomam transporte público a menos que seja para posar em foto de campanha;
- Não tem imaginação;
- Não tem competência;
- Se resolverem o problema não terão mais problemas para atacar nas campanhas.
Desafio os nossos ilustres candidatos não a apresentar propostas, porque essas já sabemos e conhecemos de cor pois são feitas por especialistas e usuários inteligentes do trânsito. Os desafio a se locomoverem pela cidade SOMENTE usando transporte público.
Cheguei à conclusão óbvia que o problema de São Paulo é o transporte. De acordo com o economista que deu a palestra de hoje lá no auditório do Estadão, Hugo Penteado, 95% da cidade é feita para os carros. Prá onde você olha é asfalto, concreto, estacionamento, avenidas e trânsito. Trânsito intenso.
Não dá prá ver o azul do céu, porque a fumaça encobre. Os prédios são cinza por causa da poluição do ar. E as pessoas são mal humoradas, apressadas, pouco dadas a gentilezas. Tudo por causa do trânsito. Prá mim um dia feliz seria o dia em que o lobby das automobilísticas não fosse o patrão dos políticos em suas campanhas e governos.
Cheguei a outras conclusões quanto a isso. Além do lobby, as autoridades não resolvem o problema do trânsito porque:
- Não tomam transporte público a menos que seja para posar em foto de campanha;
- Não tem imaginação;
- Não tem competência;
- Se resolverem o problema não terão mais problemas para atacar nas campanhas.
Desafio os nossos ilustres candidatos não a apresentar propostas, porque essas já sabemos e conhecemos de cor pois são feitas por especialistas e usuários inteligentes do trânsito. Os desafio a se locomoverem pela cidade SOMENTE usando transporte público.
UmaFoca em São Paulo
UmaFoca veio a São Paulo para participar da Semana Estado de Jornalismo que começa hoje e vai até sexta-feira. Nem chegou na rodoviária e já pegou 2 horas de congestionamento. Já morei em São Paulo e já vim aqui outras vezes, mas dessa vez é diferente. Tenho esse olhar jornalístico-blogueiro-literário que não tinha antes. E vi a cidade que me pareceu o tempo todo cinza, apesar do sol e do calor que espanta o frio da noite.
Estou ho hostel Vergueiro, na Av. Vergueiro, Bairro Liberdade. Um dos que tinham melhor acesso ao metrô dos oito que pesquisei. Telefone: 11 3399 3084 (viu mãe?). O lugar é legal, tranquilo, café da manhã farto e variado. Achei que por ficar na avenida ía ter mais barulho, mas até que não. Chega a lembrar o barulho incessante do mar em Imbituba, só que não é tão bonito, óbvio.
Essa primeira (re) impressão me fez questionar: Será possível uma cidade com tanto concreto e fumaça e pessoas mal humoradas, paredes pichadas grotescamente, ter espaço para a arte e a poesia?
Penso que São Paulo não se entende assim à primeira vista. Tem de ler nas entrelinhas e vou buscá-las. Até sexta-feira vou observá-las por aí e conto a vocês o que há por trás da primeira vista.
Estou ho hostel Vergueiro, na Av. Vergueiro, Bairro Liberdade. Um dos que tinham melhor acesso ao metrô dos oito que pesquisei. Telefone: 11 3399 3084 (viu mãe?). O lugar é legal, tranquilo, café da manhã farto e variado. Achei que por ficar na avenida ía ter mais barulho, mas até que não. Chega a lembrar o barulho incessante do mar em Imbituba, só que não é tão bonito, óbvio.
Essa primeira (re) impressão me fez questionar: Será possível uma cidade com tanto concreto e fumaça e pessoas mal humoradas, paredes pichadas grotescamente, ter espaço para a arte e a poesia?
Penso que São Paulo não se entende assim à primeira vista. Tem de ler nas entrelinhas e vou buscá-las. Até sexta-feira vou observá-las por aí e conto a vocês o que há por trás da primeira vista.
sábado, 21 de agosto de 2010
Sympathique
Arte vicia. Quem viveu a arte à flor da pele, a emoção do palco, da estréia, o frenesi da criação que te abduz por completo, sabe que sim. Então às vezes me vicio em certas músicas como essa canção francesa, qui s'appelle Sympathique, original da década de 50, mundialmente famosa na voz de Edith Piaf.
Cette chanson traz uma frase chave, essencial, crucial e filosoficamente rebelde: Je ne veux pas travailler (Eu não quero mais trabalhar)
Cantada por Pink Martini no vídeo abaixo - que aliás, devia ir para o Universo Bizarro, porque faz jus ao tema do blog - muito educativo.
jk
Cette chanson traz uma frase chave, essencial, crucial e filosoficamente rebelde: Je ne veux pas travailler (Eu não quero mais trabalhar)
Cantada por Pink Martini no vídeo abaixo - que aliás, devia ir para o Universo Bizarro, porque faz jus ao tema do blog - muito educativo.
jk
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Olá foqueiros de plantão
Trabalhando muito? É, eu também. Às vezes penso que é o começo do fim, mas aí percebo que é o só o princípio do começo, então me acostumo com esse princípio-fim que faz a roda da vida girar o tempo todo. Hoje tô filosofando héin? Devem ser os códigos HTML que estão me fazendo pirar, hehe.
Prá não deixar de focarias, deixo com vocês uma matéria interessante sobre a novidade do Facebook: localizador de pessoas.
¿Dónde están los 500 millones de usuarios de Facebook?
La nueva aplicación de la red social permitirá compartir los lugares donde te encuentras en cada momento
Facebook ha anunciado a través de su blog el lanzamiento de Places, su aplicación de geolocalización con la que pretende competir con los principales servicios que actualmente operan en el mercado como Foursquare o Gowalla.
Leia tudinho aqui.
Prá não deixar de focarias, deixo com vocês uma matéria interessante sobre a novidade do Facebook: localizador de pessoas.
¿Dónde están los 500 millones de usuarios de Facebook?
La nueva aplicación de la red social permitirá compartir los lugares donde te encuentras en cada momento
Facebook ha anunciado a través de su blog el lanzamiento de Places, su aplicación de geolocalización con la que pretende competir con los principales servicios que actualmente operan en el mercado como Foursquare o Gowalla.
Leia tudinho aqui.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Dilemas da vida
No outro blog, o Universo Bizarro, eu já postei sobre o Pergunte ao Polvo, que tem resolvido os dilemas de muita gente. Resolveu um nosso, aqui na República, escolheu entre duas candidatas e uma vaga e nós achamos que a escolha foi acertada. Mas, pergunto a você, nobre leitor foquístico, e as perguntas mais complexas do Universo (não o Bizarro)?
Perguntei ao polvo e analisei suas sábias respostas dos dilemas comuns à vida cotidiana. Entre parênteses meus comentários.
1. Mal humor na segunda ou na terça-feira?
Segunda (concordo 100%)
2. Azul ou amarelo?
Azul (Tô afinada com o polvo)
3. TV ou Internet?
TV (Ai meu TCC!)
4. Ópera ou rock`n roll?
Ópera (Na dúvida, fiquei com Mozart L`Ópera Rock)
5. Aceito o convite do chileno para a sexta à noite?
Aceito (Mas o polvo escreveu açeito, assim com cedilha! Sei não, o que vcs acham?)
Perguntei ao polvo e analisei suas sábias respostas dos dilemas comuns à vida cotidiana. Entre parênteses meus comentários.
1. Mal humor na segunda ou na terça-feira?
Segunda (concordo 100%)
2. Azul ou amarelo?
Azul (Tô afinada com o polvo)
3. TV ou Internet?
TV (Ai meu TCC!)
4. Ópera ou rock`n roll?
Ópera (Na dúvida, fiquei com Mozart L`Ópera Rock)
5. Aceito o convite do chileno para a sexta à noite?
Aceito (Mas o polvo escreveu açeito, assim com cedilha! Sei não, o que vcs acham?)
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
"Mas eu não podia, ou podia mas não devia, ou podia mas não queria ou não sabia mais como se parava ou voltava atrás, eu tinha que continuar."
Mais uma de Caio.
Mais uma de Caio.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Atacama sin termoeléctricas
Não só no Brasil, o grupo empresarial de Eike Batista causa revolta (o estaleiro da OSX em Biguaçu, SC). Grupos de ativistas chilenos estão lutando para impedir a instalação da termelétrica de Castilla, do grupo MPX no deserto de Atacama, Chile.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Chilenos protestam contra termelétrica de Eike Batista
Grupos de ativistas chilenos estão lutando para impedir a instalação de uma termelétrica do grupo MPX, de Eike Batista, no deserto de Atacama. A usina, chamada Castilla, tinha recebido a classificação de “contaminante” por uma agência ambiental, o que estava emperrando as obras.
A MPX recorreu e conseguiu uma nova avaliação, que passou a qualificar o projeto apenas como “molesto” (nocivo). Isso podia permitir o andamento das obras. Mas os opositores ao projeto conseguiram suspender, na Justiça, a avaliação ambiental do projeto. É negócio grande, de US$ 4,4 bilhões. A imprensa chilena vem acompanhando.

Fonte: Juliano Machado e Alexandre Mansur, do Blog do Planeta - Época
A MPX recorreu e conseguiu uma nova avaliação, que passou a qualificar o projeto apenas como “molesto” (nocivo). Isso podia permitir o andamento das obras. Mas os opositores ao projeto conseguiram suspender, na Justiça, a avaliação ambiental do projeto. É negócio grande, de US$ 4,4 bilhões. A imprensa chilena vem acompanhando.
Fonte: Juliano Machado e Alexandre Mansur, do Blog do Planeta - Época
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Sobre a música
"...é difícil obter um conceito sobre o que é a música"
(Wikipédia)
"Música é uma combinação de barulhinhos chatos que você gosta de ouvir, e às vezes paga para ouvir."
(Desciclopédia)
"Música é aquele negócio... quando você percebe já tá cantando"
(Tio Zé da Esquina)
"La musique ne vous quitte jamais, elle vous rattrape toujours"
(A música nunca te abandona, ela sempre te agarra, Maeva Méline, cantora francesa)
"Miauuuuu"
(G. A. Rossini, no Duetto buffo di due gatti - séc. XIX)
"Que que faz esse monte de bolinha aqui?"
(Miguxu)
"Música é música, se não fosse, não seria, oras!"
(Minhassanta Pacientium)
(Wikipédia)
"Música é uma combinação de barulhinhos chatos que você gosta de ouvir, e às vezes paga para ouvir."
(Desciclopédia)
"Música é aquele negócio... quando você percebe já tá cantando"
(Tio Zé da Esquina)
"La musique ne vous quitte jamais, elle vous rattrape toujours"
(A música nunca te abandona, ela sempre te agarra, Maeva Méline, cantora francesa)
"Miauuuuu"
(G. A. Rossini, no Duetto buffo di due gatti - séc. XIX)
"Que que faz esse monte de bolinha aqui?"
(Miguxu)
"Música é música, se não fosse, não seria, oras!"
(Minhassanta Pacientium)
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Quem parte sempre deixa algo em nossos corações
Soube há pouco da morte do professor Sérgio Mattos do nosso curso de Jornalismo / UFSC. Fiz a disciplina de Telejornalismo em 2007/2 e fui uma das últimas alunas dele, na disciplina de Grande Reportagem para Vídeo, no semestre que passou. Ele teve problemas de saúde já na metade do semestre, e como a disciplina era mais prática que aula, seguiu com outro professor no lugar.
O último contato que tive com ele foi quando entreguei o DVD de um TCC sobre o deserto do Atacama. Me lembro de ter perguntado onde estava o aluno que fez as imagens do TCC, que eram primorosas, de uma qualidade fora de série.
- Está nos Estados Unidos – disse Serginho – trabalhando com George Lucas. Recordo que fiquei impressionada.
O professor Serginho tinha esses momentos. Suas aulas não eram exatamente acadêmicas. Não no sentido de serem metódicas e sistematizadas. Ele simplesmente propunha o trabalho que tinha de ser feito e ficava disponível para dúvidas, conversas, bate-papos. Uma liberdade que não combina com todo tipo de aluno. Foi por isso que me matriculei em Grande Reportagem.
Disse a ele que queria trabalhar dentro do meu projeto de TCC, ele me deu idéias e foi trazendo e me emprestando alguns dos melhores TCCs documentários do Depto, de seu arquivo pessoal.
O dia que começou ameno e ensolarado, com músicas ao piano, agora está silencioso e o sol não tem mais o mesmo calor. Já é a segunda vez nesse ano que uma morte abala o Depto.JOR. E será sentida por todos.
O último contato que tive com ele foi quando entreguei o DVD de um TCC sobre o deserto do Atacama. Me lembro de ter perguntado onde estava o aluno que fez as imagens do TCC, que eram primorosas, de uma qualidade fora de série.
- Está nos Estados Unidos – disse Serginho – trabalhando com George Lucas. Recordo que fiquei impressionada.
O professor Serginho tinha esses momentos. Suas aulas não eram exatamente acadêmicas. Não no sentido de serem metódicas e sistematizadas. Ele simplesmente propunha o trabalho que tinha de ser feito e ficava disponível para dúvidas, conversas, bate-papos. Uma liberdade que não combina com todo tipo de aluno. Foi por isso que me matriculei em Grande Reportagem.
Disse a ele que queria trabalhar dentro do meu projeto de TCC, ele me deu idéias e foi trazendo e me emprestando alguns dos melhores TCCs documentários do Depto, de seu arquivo pessoal.
O dia que começou ameno e ensolarado, com músicas ao piano, agora está silencioso e o sol não tem mais o mesmo calor. Já é a segunda vez nesse ano que uma morte abala o Depto.JOR. E será sentida por todos.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Clip de notícias internêuticas no mundo
MySpace va viser un public plus jeune
Le groupe de médias News Corporation a annoncé vendredi qu'il entendait relancer le site de socialisation sur internet MySpace, désormais lointain second de Facebook, en visant un public plus jeune.
Prá saber porque os donos do MySpace estão visando o público jovem, lê aqui no 20min em francês.
Facebook Is to Power Company as...
It was a typically vexing week for Facebook. On the one hand, the social-networking service signed up its 500 millionth active user. On the other hand, it was found to be one of the least popular private-sector companies in the United States by the American Customer Satisfaction Index. Apparently, Americans were more satisfied filing their taxes online than they were posting updates on their Facebook page.
Leia toda a matéria detonando o Facebook aqui no site do New York Times em inglês.
El complicado ingreso de Facebook en Asia
Con 500 millones de miembros en todo el mundo, la expansión global de la compañía enfrenta dificultades en el Lejano Oriente, ante una mayor presencia de las redes sociales locales entre los usuarios de China, Corea del Sur y Japón.
Quer saber porque o Facebook empaca na Ásia, acesse tudinho aqui no La Nacion em espanhol.
Quem lê UmaFoca, ou enrola a língua ou aprende várias ^^
Le groupe de médias News Corporation a annoncé vendredi qu'il entendait relancer le site de socialisation sur internet MySpace, désormais lointain second de Facebook, en visant un public plus jeune.
Prá saber porque os donos do MySpace estão visando o público jovem, lê aqui no 20min em francês.
Facebook Is to Power Company as...
It was a typically vexing week for Facebook. On the one hand, the social-networking service signed up its 500 millionth active user. On the other hand, it was found to be one of the least popular private-sector companies in the United States by the American Customer Satisfaction Index. Apparently, Americans were more satisfied filing their taxes online than they were posting updates on their Facebook page.
Leia toda a matéria detonando o Facebook aqui no site do New York Times em inglês.
El complicado ingreso de Facebook en Asia
Con 500 millones de miembros en todo el mundo, la expansión global de la compañía enfrenta dificultades en el Lejano Oriente, ante una mayor presencia de las redes sociales locales entre los usuarios de China, Corea del Sur y Japón.
Quer saber porque o Facebook empaca na Ásia, acesse tudinho aqui no La Nacion em espanhol.
Quem lê UmaFoca, ou enrola a língua ou aprende várias ^^
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Madrigal no Teatro da UFSC
Madrigal no projeto 12:30 da UFSC cantando Climbing up the Montain. O vídeo abaixo foi feito pelo professor Alceu, que canta no Coral da UFSC.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Cicloativismo por uma cidade melhor
Depois de um dia inteiro tentando baixar o vídeo da matéria sobre cicloativismo, aí está. Espero que gostem, porque deu trabalho prá fazer, uma boa dose de paciência e de sorte de encontrar essas pessoas legais que me indicaram essas que eu entrevistei. A partir de hoje inauguro oficialmente meu TCC, no blog ecoativista.blogspot.com. Logo, logo, posto lá os detalhes da produção, making of e mais informações sobre as matérias, o projeto e tudo o que envolve essa doideira toda. Com vocês, meu filhote mais novo:
"Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado"
Mais uma de Caio.
Mais uma de Caio.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O mundo é um ovo
Quem diria. A fonte atrasou e saí para a ciclovia para gravar as passagens da matéria sobre cicloativismo com minha colega Joana Caldas. Estávamos ali combinando a melhor forma de fazer a passagem quando um ciclista parou para alongar. Ficou olhando e então disse em voz alta: Juliana Frandalozo!
Olhei para ele. Sabem que não sou boa fisionomista. Mas reconheci, só errei o nome na primeira. Normal, acertei na segunda. Era o Bernardo, colega violinista da Orquestra de Concertos de Erechim, onde eu tocava quando era estudante de viola clássica lá no norte gaúcho. Gente, fiquei passada com a coincidência, esse mundo não é mais que um ovo mesmo.
Olhei para ele. Sabem que não sou boa fisionomista. Mas reconheci, só errei o nome na primeira. Normal, acertei na segunda. Era o Bernardo, colega violinista da Orquestra de Concertos de Erechim, onde eu tocava quando era estudante de viola clássica lá no norte gaúcho. Gente, fiquei passada com a coincidência, esse mundo não é mais que um ovo mesmo.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Ok, você venceu. Batata frita.
Quem me conhece bem de perto (isso não é muita gente) sabe que quando me enervo a energia extravasa no que está perto de quebrável e, de preferência, não muito caro. No bug que meu computador deu na sexta feira sobrou para o mouse e a parte inferior da escrivaninha. Também quase sobrou para o celular - por sorte eu o atirei em cima da cama e ele afundou nas cobertas e lá ficou.
Mas, com certeza sobrou para quem estava do outro lado da linha, que não tinha nada a ver com a história e queria só comentar que o Brasil tinha saído da copa - na verdade nesse momento eu tava me lixando prá copa como vocês devem imaginar. Era minha mãe. Pô, coisa horrível gritar com qualquer pessoa e quem me conhece menos de perto sabe que eu não grito com as pessoas e nem gosto de falar no telefone. E ainda fui gritar com a mãe, que é mil vezes mais, muito mais feio.
Pô mãe, desculpae, você sabe que eu te amo, e eu não estava brava contigo, estava brava comigo mesma, com o mundo, com a tecnologia que nessas horas só atrapalha. Na verdade foi um azar muito grande ela ter ligado bem naquele momento em que olhei pro meu computador e ele disse: Adeus mundo cruel! E apagou.
Sim, eu estava intratável, mas foi só por uns instantes, porque pelo menos eu tenho um senso de desafio que não me deixa imóvel diante das situações e imediatamente arrumei meu material para ir trabalhar nos computadores da UFSC.
Mas, o fato é que não foi só o computador que me tirou do sério na sexta. Uma das fontes da minha matéria me deu bolo pela segunda vez, sabendo do meu deadline espremidíssimo. Fui pegar a câmera para o fim de semana e o labtele estava trancado, sem técnicos, nem bolsistas, ou seja, sem câmera. Enfim, faltou muito pouco para eu desistir de tudo e mandar tudo à, traduzindo para o "bom" português, merdolândia!
Mas, lá no finzinho sempre tem uma estradinha que vai além da Merdolândia. Normalmente ela é ativada com música ensurdecedora nos meus ouvidos, um hábito que adquiri e me ajuda a pensar melhor. Lá no labinfo da BU, admirando a velocidade das máquinas Linux, comecei a contactar fontes para outra matéria e elas foram me respondendo tão instantaneamente que rapidinho eu já tinha uma nova pauta com entrevistas marcadas para a segunda-feira.
O fim de semana foi lento e eu tive de escrever toda a pauta e os textos à mão. E um amigo da República começou a tarefa de preparar meu computador para a formatação. Confesso que sou conservadora, detesto formatar. Mas, não havia jeito, era isso ou nada. Isso, né? Felizmente que existem amigos assim, senão eu teria de voltar à máquina de escrever. Sentei-me resoluta na tradicional poltrona laranja da sala com minhas pilhas de papéis, editando o possível à mão.
Vou gostar de encerrar esse semestre. Foi o mais cheio de crises até agora. Mas tudo está se encaminhando para o fim agora (uh que frase trágica!). O próximo é o último e, não fosse pela consideração com minha família, eu nem esperava a formatura e ganhava o mundo no dia seguinte à banca do TCC.
E a batata frita do título é só porque depois de tanto enervamento, saí da minha dieta e hoje inaugurei minha primeira enchaqueca pós-dieta. Duds...
Mas, com certeza sobrou para quem estava do outro lado da linha, que não tinha nada a ver com a história e queria só comentar que o Brasil tinha saído da copa - na verdade nesse momento eu tava me lixando prá copa como vocês devem imaginar. Era minha mãe. Pô, coisa horrível gritar com qualquer pessoa e quem me conhece menos de perto sabe que eu não grito com as pessoas e nem gosto de falar no telefone. E ainda fui gritar com a mãe, que é mil vezes mais, muito mais feio.
Pô mãe, desculpae, você sabe que eu te amo, e eu não estava brava contigo, estava brava comigo mesma, com o mundo, com a tecnologia que nessas horas só atrapalha. Na verdade foi um azar muito grande ela ter ligado bem naquele momento em que olhei pro meu computador e ele disse: Adeus mundo cruel! E apagou.
Sim, eu estava intratável, mas foi só por uns instantes, porque pelo menos eu tenho um senso de desafio que não me deixa imóvel diante das situações e imediatamente arrumei meu material para ir trabalhar nos computadores da UFSC.
Mas, o fato é que não foi só o computador que me tirou do sério na sexta. Uma das fontes da minha matéria me deu bolo pela segunda vez, sabendo do meu deadline espremidíssimo. Fui pegar a câmera para o fim de semana e o labtele estava trancado, sem técnicos, nem bolsistas, ou seja, sem câmera. Enfim, faltou muito pouco para eu desistir de tudo e mandar tudo à, traduzindo para o "bom" português, merdolândia!
Mas, lá no finzinho sempre tem uma estradinha que vai além da Merdolândia. Normalmente ela é ativada com música ensurdecedora nos meus ouvidos, um hábito que adquiri e me ajuda a pensar melhor. Lá no labinfo da BU, admirando a velocidade das máquinas Linux, comecei a contactar fontes para outra matéria e elas foram me respondendo tão instantaneamente que rapidinho eu já tinha uma nova pauta com entrevistas marcadas para a segunda-feira.
O fim de semana foi lento e eu tive de escrever toda a pauta e os textos à mão. E um amigo da República começou a tarefa de preparar meu computador para a formatação. Confesso que sou conservadora, detesto formatar. Mas, não havia jeito, era isso ou nada. Isso, né? Felizmente que existem amigos assim, senão eu teria de voltar à máquina de escrever. Sentei-me resoluta na tradicional poltrona laranja da sala com minhas pilhas de papéis, editando o possível à mão.
Vou gostar de encerrar esse semestre. Foi o mais cheio de crises até agora. Mas tudo está se encaminhando para o fim agora (uh que frase trágica!). O próximo é o último e, não fosse pela consideração com minha família, eu nem esperava a formatura e ganhava o mundo no dia seguinte à banca do TCC.
E a batata frita do título é só porque depois de tanto enervamento, saí da minha dieta e hoje inaugurei minha primeira enchaqueca pós-dieta. Duds...
segunda-feira, 5 de julho de 2010
"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Mais uma de Caio.
Mais uma de Caio.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Tem vezes que só a música salva
Porque a sanidade só se mantêm quando encontra o limite da loucura.
A letra e a tradução completa você pode ver aqui no site do Terra. O momento na peça é esse do vídeo abaixo.
S’il faut mourir
Autant vivre à en crever
Tout retenir pour tout immoler
S’il faut mourir
Sur nos stèles, je veux graver
Que nos rires
Ont berné
La mort et le temps
Trecho da música Vivre a en crever, do musical francês Mozart Opera Rock. A música é o diálogo final cantado pelos personagens Mozart e Salieri. A tradução - feita por mim, portanto não reparem os possíveis erros - é essa aí embaixo.
Se vamos morrer
Que se viva ao extremo
Tudo lembrar para valer qualquer sacrifício
Se vamos morrer
Em nossas lápides, quero gravar
Que nossos risos
Enganaram
A morte e o tempo
A letra e a tradução completa você pode ver aqui no site do Terra. O momento na peça é esse do vídeo abaixo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Facebook: o maaaal está à solta!!!
Estou mesmo estudando francês, gente, sério mesmo! Então vocês que aguentem, haha, porque volta e meia vou colocar alguma coisa em francês aqui. Esse blog tá multimundo, ou multicultural, algo assim. Vou até estrear uma tag nova: parlez, porque hablando é só pra espanhol, né?
Dessa vez é uma matéria sobre o Facebook do site 20min.ch: A morte da esfera privada. Uhh, catastrófico não? Se quiserem ler completo, é bem aqui no site. Aqui vai um trechinho:
Facebook: La mort de la sphère privée
Dessa vez é uma matéria sobre o Facebook do site 20min.ch: A morte da esfera privada. Uhh, catastrófico não? Se quiserem ler completo, é bem aqui no site. Aqui vai um trechinho:
Facebook: La mort de la sphère privée
«Facebook, la mort de la sphère privée»
Le préposé fédéral à la protection des données s'inquiète d'une possible fin de la sphère privée, avec l'explosion des réseaux sociaux. Il veut durcir la loi.
L'exploitation des données de millions d'utilisateurs de Facebook, Google et autre Twitter est une «véritable manne pour les géants de la Toile». Hanspeter Thür, préposé fédéral à la protection des données, exige un durcissement de la loi.
Le législateur doit savoir que toutes les offres Internet ont pour objectif premier de rassembler un maximum de données personnelles, afin de générer des recettes publicitaires, a noté le préposé fédéral lundi devant la presse en présentant son rapport d'activités annuel.
Dans l'optique d'une protection de la personnalité bien pensée, «on ne peut arriver à la situation dans laquelle la personne souhaitant protéger sa sphère privée doit se protéger elle-même». C'est le contraire qui doit être vrai, a dit M.Thür.
Les fournisseurs devraient être tenus de choisir la technologie et les fonctions qui garantissent au mieux la sphère privée. L'usager qui ne veut pas de cette protection serait libre d'y renoncer, mais devrait faire lui-même la démarche.
La loi doit être révisée, a exigé le préposé fédéral. Le Conseil fédéral attend un rapport d'experts pour la fin de l'année, selon lui. Mais les réglementations nationales ne suffiront pas à résoudre le problème, des mesures à l'échelon international s'imposent également.
Leia o resto bem aqui
terça-feira, 29 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Rainha da noite?
Depois de um ano e meio, voltei a estudar francês e espero ser perseverante agora. Aí, eu estava buscando notícias em sites franceses, quando vi uma entrevista no site 20minutes com um dos cantores do Mozart Opera Rock, daquele vídeo que postei aqui há alguns dias. Fui ler, óbvio.
A entrevista é com Florent Mothe, que interpreta o compositor Salieri na comédia musical sobre a vida de Wolfgang Amadeus Mozart. Uma produção grandiosa, com canções marcantes e um elenco muito bom de cantores, bailarinos, músicos e humoristas. Tem mais sobre a peça aqui na wiki.
Tudo bem, tudo certo, com ajuda do google translator para as palavras mais difíceis e então me deparo com a seguinte pergunta: Avez-vous jamais rêvé être une «Reine de la nuit» dans la vie?
Devo ter entendido mal, porque o jornalista pergunta se o cara já sonhou em ser uma "rainha da noite" na vida? Ok, ok, talvez seja só uma expressão que eu desconheço. Ou é pelo fato do jornalista citar obras de Mozart como forma de comparação nas perguntas (cult engraçadinho). Mesmo assim, sei lá, meio estranho.
A matéria taí do jeito que saiu no site, com fotinho, prá quem quiser conferir, me ajudar na tradução, achar bizarro ou ignorar.
Je suis un coer à prendre
Florent Mothe joue Salieri dans l’opéra rock «Mozart». (Photo: dr)«Mozart, l’opéra rock» s’installe à l’Arena de Genève pour 9 représentations du 16 au 25 avril.
Tudo bem, tudo certo, com ajuda do google translator para as palavras mais difíceis e então me deparo com a seguinte pergunta: Avez-vous jamais rêvé être une «Reine de la nuit» dans la vie?
Devo ter entendido mal, porque o jornalista pergunta se o cara já sonhou em ser uma "rainha da noite" na vida? Ok, ok, talvez seja só uma expressão que eu desconheço. Ou é pelo fato do jornalista citar obras de Mozart como forma de comparação nas perguntas (cult engraçadinho). Mesmo assim, sei lá, meio estranho.
A matéria taí do jeito que saiu no site, com fotinho, prá quem quiser conferir, me ajudar na tradução, achar bizarro ou ignorar.
Je suis un coer à prendre
par Ludovic Jaccard - L’interprète de Salieri dans l’opéra rock «Mozart», qui s’installe du 16 au 25 avril à l’Arena, confie à «20 minutes» qu’il apprécie le célibat.
20 minutes online: Florent Mothe, quelle petite musique de nuit écoutez-vous pour vous endormir?
Florent Mothe: Il fut un temps où j’écoutais du hard rock metal dans mon lit. C’était du gros son mais j’arrivais m’endormir avec!
Florent Mothe: Il fut un temps où j’écoutais du hard rock metal dans mon lit. C’était du gros son mais j’arrivais m’endormir avec!
Avez-vous jamais rêvé être une «Reine de la nuit» dans la vie?
Non, je suis un garçon assez simple. Même si j’aime la mode, je ne m’habille pas de façon extravagante et je ne me maquille pas comme je le suis sur scène. Mais je rêve d’aller au Carnaval de Rio. Quand j’était petit, je me déguisais en Spiderman!
Non, je suis un garçon assez simple. Même si j’aime la mode, je ne m’habille pas de façon extravagante et je ne me maquille pas comme je le suis sur scène. Mais je rêve d’aller au Carnaval de Rio. Quand j’était petit, je me déguisais en Spiderman!
Dans la comédie musicale, vous êtes Salieri, le rival de Mozart. Quels sont vos rapports avec son interprète, Mikelangelo Loconte, en réalité?
On s’est rencontrés pendant les castings et par la suite, quand on s’est revus dans la troupe, on est devenu amis très vite. Il n’y a pas de jalousie entre nous.
On s’est rencontrés pendant les castings et par la suite, quand on s’est revus dans la troupe, on est devenu amis très vite. Il n’y a pas de jalousie entre nous.
Les NRJ Music Awards ont été votre «messe du Couronnement». Est-ce à dire que la révélation masculine de 2010 rêve d’une carrière en solo après «Mozart»?
Oui je l’espère car je faisais déjà de la musique avant, du hard rock, de la pop, du jazz.
Oui je l’espère car je faisais déjà de la musique avant, du hard rock, de la pop, du jazz.
Dans votre vie privée, avez-vous comme Mozart, une Constance?
Non, je suis célibataire, mais ça ne me dérange pas. J’ai cru à un moment que le fait d’avoir quelqu’un dans ma vie me rendrait heureux, mais c’est faux. Il faut d’abord trouver le bonheur en soi avant de pouvoir le donner aux autres.
Non, je suis célibataire, mais ça ne me dérange pas. J’ai cru à un moment que le fait d’avoir quelqu’un dans ma vie me rendrait heureux, mais c’est faux. Il faut d’abord trouver le bonheur en soi avant de pouvoir le donner aux autres.
Quelles qualités recherchez-vous chez une femme?
Qu’elle soit capable de supporter tous mes défauts, dont mon impatience!
Qu’elle soit capable de supporter tous mes défauts, dont mon impatience!
Avez-vous le temps pour l’amour avec votre vie d’artiste, souvent sur les routes?
C’est en effet difficile de concilier les deux. Mais ces temps, j’ai l’esprit complètement occupé par mon travail dans «Mozart». Ça ne me laisse donc pas beaucoup de temps pour penser à autre chose!
C’est en effet difficile de concilier les deux. Mais ces temps, j’ai l’esprit complètement occupé par mon travail dans «Mozart». Ça ne me laisse donc pas beaucoup de temps pour penser à autre chose!
Rêvez-vous de noces, comme Figaro? L’amour se traduit-il logiquement par un mariage, selon vous?
Non, pas forcément. J’ai 28 ans et je fais partie d’une génération qui ne se sent plus obligée de se marier pour former un couple.
Non, pas forcément. J’ai 28 ans et je fais partie d’une génération qui ne se sent plus obligée de se marier pour former un couple.
Et l’envie de fonder une famille, ça vous titille?
Oui mais je ne suis pas pressé. Les hommes peuvent procréer jusqu’à 60 ans environ, non? Donc ça me laisse du temps (rires)!
Oui mais je ne suis pas pressé. Les hommes peuvent procréer jusqu’à 60 ans environ, non? Donc ça me laisse du temps (rires)!
Croyez-vous en Dieu et priez-vous avant d’entrer en scène?
Non, je suis agnostique. Je ne crois qu’en moi-même. Avant de monter sur scène, il faut avoir bien dormi, bien mangé. C’est surtout une question de mental et de physique. Mais ça ne m’empêche pas d’avoir le trac à chaque fois!
Non, je suis agnostique. Je ne crois qu’en moi-même. Avant de monter sur scène, il faut avoir bien dormi, bien mangé. C’est surtout une question de mental et de physique. Mais ça ne m’empêche pas d’avoir le trac à chaque fois!
Est-ce la première fois que vous venez en Suisse?
Je ne suis venu que deux fois à Genève. En fait, je ne connais pas bien la Suisse. Sur ce pays, j’ai donc une opinion neutre, comme sa politique (rires)! Mais j’aime beaucoup l’accent suisse, je le trouve charmant.
Je ne suis venu que deux fois à Genève. En fait, je ne connais pas bien la Suisse. Sur ce pays, j’ai donc une opinion neutre, comme sa politique (rires)! Mais j’aime beaucoup l’accent suisse, je le trouve charmant.
domingo, 27 de junho de 2010
"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"
Mais uma de Caio.
Mais uma de Caio.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Mozart Opera Rock
Pregou na minha cabeça desde que ouvi, por acaso, pela primeira vez. Mozart, l'opéra rock é uma ópera rock francesa sobre a vida do compositor Wolfgang Amadeus Mozart. O espetáculo musical é dirigido por Olivier Dahan e conta com cinqüenta artistas no palco entre músicos, cantores, atores e bailarinos.
Se quiser saber mais, vai no site oficial, em francês.
Se quiser saber mais, vai no site oficial, em francês.
domingo, 20 de junho de 2010
Sea Shepherd liberta 800 atuns-azul de gaiolas flutuantes na Líbia
A tripulação do navio Steve Irwin da Ong ativista Sea Shepherd Conservation Society libertou atuns azuis de uma gaiola de pesca na última quinta, 17/06. Segundo o site da Ong, a captura dos peixes foi feita fora da temporada e em quantidade além do permitido. A espécie atum azul está em sério risco de extinção e tem sido alvo de campanhas de diversos grupos ambientalistas na Europa.
De acordo com material publicado no site, "é a nossa posição de que havia um grande número de atuns jovens dentre os que foram libertados, e que os peixes foram capturados após o encerramento oficial da temporada. É também a nossa posição de que o peixe que libertamos ultrapassava a cota".
Leia tudo aqui no site do Sea Shepherd Brasil.
De acordo com material publicado no site, "é a nossa posição de que havia um grande número de atuns jovens dentre os que foram libertados, e que os peixes foram capturados após o encerramento oficial da temporada. É também a nossa posição de que o peixe que libertamos ultrapassava a cota".
Leia tudo aqui no site do Sea Shepherd Brasil.
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Já deu sua desacatadinha hoje?
Vídeo sobre as manifestações contra o aumento da tarifa de ônibus em Florianópolis. O final é o melhor. Sarcástico. Mesmo. Deu até vontade de dar uma desacatadinha.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Sea Shepherd no Zero Hora
Ativistas barrados na costa dos EUA
Leia tudo no site da Zero Hora ou abaixo
Esse grito do canadense Watson, 59 anos, foi ouvido com exclusividade por Zero Hora, na forma de uma entrevista por e-mail que ele concedeu no meio da tarde de sexta-feira.
– Enquanto estamos barrados por questões burocráticas (especialmente problemas com visto), o petróleo já afetou, de forma irreparável, grande número de aves e outros animais marinhos – queixou-se, contando que ativistas não conseguem chegar à costa americana para ajudar a atenuar o derramamento de óleo que provoca o maior desastre ecológico americano.
Os ativistas tiveram de seguir até a costa de Cuba, onde têm encontrado guarida. Watson não revela onde está neste momento com seu barco, o Ocean Warrior (Guerreiro do Mar, em inglês).
Perguntado sobre os motivos que provocaram tal e tamanho desastre, Watson culpou o governo americano que, segundo ele, não deu incentivo a um fiscal que investigava a gigante petroleira BP, a proprietária da plataforma que despencou no Golfo do México na madrugada de 21 de abril, para inundar as águas e envenenar a fauna.
O derrame de petróleo devastador no Golfo do México poderia ter sido evitado se um ex-agente federal da Agência de Proteção Ambiental (EPA) tivesse sido autorizado a fazer seu trabalho. Scott West, que agora trabalha para a Sea Shepherd, aposentou-se da EPA após o governo terminar com sua investigação sobre a negligência da BP no Alasca em 2006. West enviaria executivos da BP para a prisão. A BP se confessou culpada. Se West tivesse completasse a investigação, alguns executivos da BP teriam tomado mais precauções.
Definido pela revista Time como um dos 21 principais heróis ambientalistas do século 20 e tido como “radical” e “terrorista” por muitos, Watson evita o rótulo de radical. Explica que saiu do Greenpeace por discordar dos seus métodos. Erguer faixas e usar máscaras, segundo ele, de nada adianta. Watson defende ações ambientalistas mais arrojadas. E, em suas palavras, mostra um lado propositivo ao rejeitar o protesto pelo protesto. Pede mais ação, vislumbra aprendizado em meio ao caos, enaltece a atuação proativa.
O mundo aprende, com este episódio, que as autoridades locais estão despreparadas. Além disso, encontramos a maioria das principais organizações de conservação ambiental mais preocupadas em boicotar as empresas petrolíferas, pendurando faixas de protesto, do que em sujar suas mãos na limpeza de aves atingidas pelo petróleo.
Protestar contra as empresas petrolíferas não ajuda a intimidá-las?
Protestar contra as companhias petrolíferas não vai resolver o problema. Este mundo é depende do petróleo, e protestos não vão interromper o fluxo do petróleo. Enquanto o mundo está economicamente dependente do petróleo, derramamentos de óleo serão inevitáveis. O objetivo não é atacar as empresas, mas criar uma coalizão de organizações ambientalistas e produtores de petróleo.
Watson quer chegar à costa americana para se juntar à BP, ao governo americano e aos pescadores locais. Objetivo: limpar os animais, varrer o óleo. Olhar para frente. Evitar que a situação se torne ainda mais grave.
A Sea Shepherd e outras organizações têm navios. Esses grupos, assim como governos e empresas, têm recursos. Precisamos mobilizar esses recursos agora. Este vai ser um processo longo, sujo e cansativo, mas temos de agir e devemos agir agora.
Dez anos atrás, Watson inaugurou em Porto Alegre o escritório que representa sua organização no Brasil. Com o nome de Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), o grupo diz já ter capacitado mais de 3 mil voluntários para atuar na contenção de derramamentos como o que ocorre na costa americana.
– Recebemos solicitação direta do capitão Paul Watson para treinarmos as equipes de salvamento – comenta Daniel Vairo, diretor-geral voluntário do ISSB, citando os ativistas brasileiros como especialmente preparados.
Por LÉO GERCHMANN, Zero Hora, 13 de junho de 2010
Leia tudo no site da Zero Hora ou abaixo
Líder do Sea Shepherd relata tentativa de amenizar tragédia americana
O homem que já se colocou entre uma baleia e um arpão e que já pintou focas com tinta inofensiva apenas para a pele do animal perder seu valor pecuniário está, neste momento, vivendo uma das suas mais dramáticas aventuras em alto-mar. Paul Watson, fundador do Greenpeace que se tornou dissidente e criou o Sea Shepherd Conservation Society em 1977, lançou um grito na última sexta-feira, reclamando de barreiras burocráticas para os ativistas chegarem à costa americana, onde um derrame de óleo provoca o maior desastre ambiental já vivido pelos Estados Unidos.Esse grito do canadense Watson, 59 anos, foi ouvido com exclusividade por Zero Hora, na forma de uma entrevista por e-mail que ele concedeu no meio da tarde de sexta-feira.
– Enquanto estamos barrados por questões burocráticas (especialmente problemas com visto), o petróleo já afetou, de forma irreparável, grande número de aves e outros animais marinhos – queixou-se, contando que ativistas não conseguem chegar à costa americana para ajudar a atenuar o derramamento de óleo que provoca o maior desastre ecológico americano.
Os ativistas tiveram de seguir até a costa de Cuba, onde têm encontrado guarida. Watson não revela onde está neste momento com seu barco, o Ocean Warrior (Guerreiro do Mar, em inglês).
Perguntado sobre os motivos que provocaram tal e tamanho desastre, Watson culpou o governo americano que, segundo ele, não deu incentivo a um fiscal que investigava a gigante petroleira BP, a proprietária da plataforma que despencou no Golfo do México na madrugada de 21 de abril, para inundar as águas e envenenar a fauna.
O derrame de petróleo devastador no Golfo do México poderia ter sido evitado se um ex-agente federal da Agência de Proteção Ambiental (EPA) tivesse sido autorizado a fazer seu trabalho. Scott West, que agora trabalha para a Sea Shepherd, aposentou-se da EPA após o governo terminar com sua investigação sobre a negligência da BP no Alasca em 2006. West enviaria executivos da BP para a prisão. A BP se confessou culpada. Se West tivesse completasse a investigação, alguns executivos da BP teriam tomado mais precauções.
Definido pela revista Time como um dos 21 principais heróis ambientalistas do século 20 e tido como “radical” e “terrorista” por muitos, Watson evita o rótulo de radical. Explica que saiu do Greenpeace por discordar dos seus métodos. Erguer faixas e usar máscaras, segundo ele, de nada adianta. Watson defende ações ambientalistas mais arrojadas. E, em suas palavras, mostra um lado propositivo ao rejeitar o protesto pelo protesto. Pede mais ação, vislumbra aprendizado em meio ao caos, enaltece a atuação proativa.
O mundo aprende, com este episódio, que as autoridades locais estão despreparadas. Além disso, encontramos a maioria das principais organizações de conservação ambiental mais preocupadas em boicotar as empresas petrolíferas, pendurando faixas de protesto, do que em sujar suas mãos na limpeza de aves atingidas pelo petróleo.
Protestar contra as empresas petrolíferas não ajuda a intimidá-las?
Protestar contra as companhias petrolíferas não vai resolver o problema. Este mundo é depende do petróleo, e protestos não vão interromper o fluxo do petróleo. Enquanto o mundo está economicamente dependente do petróleo, derramamentos de óleo serão inevitáveis. O objetivo não é atacar as empresas, mas criar uma coalizão de organizações ambientalistas e produtores de petróleo.
Watson quer chegar à costa americana para se juntar à BP, ao governo americano e aos pescadores locais. Objetivo: limpar os animais, varrer o óleo. Olhar para frente. Evitar que a situação se torne ainda mais grave.
A Sea Shepherd e outras organizações têm navios. Esses grupos, assim como governos e empresas, têm recursos. Precisamos mobilizar esses recursos agora. Este vai ser um processo longo, sujo e cansativo, mas temos de agir e devemos agir agora.
Dez anos atrás, Watson inaugurou em Porto Alegre o escritório que representa sua organização no Brasil. Com o nome de Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), o grupo diz já ter capacitado mais de 3 mil voluntários para atuar na contenção de derramamentos como o que ocorre na costa americana.
– Recebemos solicitação direta do capitão Paul Watson para treinarmos as equipes de salvamento – comenta Daniel Vairo, diretor-geral voluntário do ISSB, citando os ativistas brasileiros como especialmente preparados.
Por LÉO GERCHMANN, Zero Hora, 13 de junho de 2010
Instituto ambiental federal não autoriza instalação de estaleiro em Biguaçu
Na última sexta-feira (11), o Instituto Chico Mendes (ICMBio), órgão ligado ao Ministério do Meio Ambiente, enviou à Fundação do Meio Ambiente do estado de Santa Catarina (Fatma) e à empresa OSX, do empresário Eike Batista, seu parecer definitivo contrário à instalação do estaleiro na baía norte, com localização prevista entre três unidades federais de conservação.
Segundo Leandro Zago da Silva, chefe de Unidade Reserva Biológica Marinha do Arvoredo do ICMBio, o posicionamento do Instituto foi tomado com base no parecer dos técnicos sobre os estudos complementares realizados pela empresa OSX. “Em relação ao posicionamento do ICMBio quanto ao empreendimento proposto pela OSX no município de Biguaçu, confirmo a informação de que o ICMBio manteve seu posicionamento inicial, não autorizando a implantação do referido empreendimento na alternativa locacional proposta”.
As complementações apresentadas aos estudos iniciais, revela Silva, não tiveram alterações significativas, o que levou os técnicos a reiterarem a decisão inicial do Instituto contrária ao projeto.
Com esse parecer, o processo está encerrado pelos trâmites legais previstos na instrução normativa 05/2009 do ICMBio. “Teoricamente para ter uma nova análise seria necessária a tramitação de um novo processo com alternativa alocacional”, afirma.
Fonte: PortoGente
Segundo Leandro Zago da Silva, chefe de Unidade Reserva Biológica Marinha do Arvoredo do ICMBio, o posicionamento do Instituto foi tomado com base no parecer dos técnicos sobre os estudos complementares realizados pela empresa OSX. “Em relação ao posicionamento do ICMBio quanto ao empreendimento proposto pela OSX no município de Biguaçu, confirmo a informação de que o ICMBio manteve seu posicionamento inicial, não autorizando a implantação do referido empreendimento na alternativa locacional proposta”.
As complementações apresentadas aos estudos iniciais, revela Silva, não tiveram alterações significativas, o que levou os técnicos a reiterarem a decisão inicial do Instituto contrária ao projeto.
Com esse parecer, o processo está encerrado pelos trâmites legais previstos na instrução normativa 05/2009 do ICMBio. “Teoricamente para ter uma nova análise seria necessária a tramitação de um novo processo com alternativa alocacional”, afirma.
Fonte: PortoGente
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Madrigal no Galileu
Esse final de semana foi o último desta temporada da peça As Luas de Galileu Galilei, na Igrejinha da UFSC.Madrigal na foto ao lado: Vicente (tenor), Lucas (tenor), Thai (soprano), Charles (baixo), Maíra (contralto), Míriam Moritz (maestrina), Denise (soprano), Narjara (soprano), Eu mesma (contralto) e Fábio (baixo).
Segundo os cantores do Madrigal UFSC e a própria diretora da peça, Carmen Fossari, sábado, 12, e domingo, 13, foram os melhores dias do Madrigal durante a temporada.Eu acho que o que conta muito na qualidade da apresentação é a energia da galera. Quando a gente tá na pilha boa, canta melhor, afinal, cantar reflete a nossa energia interna, nosso humor, enfim o nosso estado emocional.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
"Continuo a pensar que quando tudo parece sem saída, sempre se pode cantar. Por essa razão escrevo."
Mais uma de Caio.
Mais uma de Caio.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
sábado, 5 de junho de 2010
#contraoaumento
O colunista Fábio Brüggemann publicou no DC e em seu blog o texto: Direitos de ir e vir, sobre o abuso policial cometido na UDESC com a permissão do infame governados de Santa Catarina, Leonel Pavan.
Seria muito bom que o projeto Ficha Limpa limpasse a política de gente como esse Pavan. Além de péssimo mentiroso,ainda mobiliza a força policial para defender interesses privados. É demais impedir que um ser dessa enorme sapiência fique inelegível?
Confere o texto aqui. Muito bom!
Seria muito bom que o projeto Ficha Limpa limpasse a política de gente como esse Pavan. Além de péssimo mentiroso,ainda mobiliza a força policial para defender interesses privados. É demais impedir que um ser dessa enorme sapiência fique inelegível?
Confere o texto aqui. Muito bom!
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