sábado, 27 de fevereiro de 2010

Acompanhe a cobertura do terremoto do Chile pela GloboNews:

O terremoto de hoje foi o maior desde o de 1960, de 9, 5 graus, que atingiu a região de Valdívia e vitimou 5 mil pessoas. Mais informações sobre a história dos terremotos no Chile neste site (em espanhol).

Terremoto de 8,8 graus abala o Chile

O terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o Chile na madrugada deste sábado matou pelo menos 122 pessoas e causou sérios danos para a infraestrutura do país, afirmou o presidente eleito Sebastian Piñera.

"Quero compartilhar da dor dos familiares das mais de 122 pessoas que perderam a vida neste terremoto... É provável que este número aumente. Temos também muitos feridos", disse Piñera para jornalistas.

Piñera, que assumirá a presidência do Chile em 11 de março, disse que coordenará com a presidente Michelle Bachelet e sua equipe um plano de reconstrução que será necessário no país, acrescentando que as perdas em infraestrutura foram muito grandes.

"Isso significa um duro golpe para a infraestrutura deste país, há perdas muito importantes em termos de infraestrutura de vias, aeroportos..., portos e também em setores ligados à habitação", acrescentou.

Fonte: MSN


JF: As informações que vi de Santiago é que o aeroporto internacional está fechado com danos na estrutura e há estradas danificadas, pontes e viadutos vieram abaixo. Na cidade muitos prédios históricos ruiram, inclusive igrejas e museus, como o de Bellas Artes, que fica na região central. Edifícios residenciais em vários bairros também estão danificados.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

40 motivos para se casar com um jornalista

Listas são mesmo um sucesso na internet. Não faz muito, li em algum canto que listas são garantia de leitores em blogs. Não acredito muito. O que torna um blog popular ou não é um mistério até para estudiosos. Mas no que toca a listas, eu como leitora adoro.

Essa lista veio da Lista! A lista de emails do JOR UFSC. São 40 motivos para se casar com um jornalista. Estranho como a carapuça serve justinha, heheh. São péssimos em matemática, gostam de mudanças e tudo vira pauta, e nao é que é?

1.. Jornalista geralmente é criativo, ele vai surpreender você quando menos esperar;
2.. São curiosos e antenados, você sempre ficará por dentro de tudo que acontece;

3.. Eles não ganham bem, mas isso é bom porque vocês podem aprender a economizar dinheiro;
4.. No Natal, Ano Novo, Carnaval… eles provavelmente estarão na redação. Mas, pense pelo lado positivo: antes trabalhando do que vagabundando;

5.. E outra! Trabalhando muito, eles não têm tempo de se interessar por outra pessoa;
6.. Eles não são bons de matemática, mal sabem somar e subtrair; mas, para que saber isso se são os mestres da escrita?;

7.. Acostumados com pautas, são bem organizados e planejam bem as coisas antes de fazê-las;
8.. Como é fissurado por fontes, quando você tiver uma ótima ideia, ele não vai dizer aos amigos que foi coisa da cabeça dele. Dará todas as honras para você!;
9.. Como vivem numa rotina corrida, não tem muito tempo para opinar nas coisas da casa. O que você fizer, ele vai achar lindo;

10.. Tudo é um grande brainstorm (tempestade de ideias). Monotonia não vai entrar na sua casa!;
11.. Quando vocês brigarem, ele não vai achar que a opinião dele é a melhor. Tem que ouvir todos os lados de um fato, ele saberá analisar a situação!;
12.. Em coberturas de grandes eventos, você poderá entrar de gaiato. Cada final de semana em um lugar diferente: jogos de futebol, avenida de escola de samba, lançamento de livros…;

13.. Mantêm revistas e jornais no banheiro. Você nunca ficará olhando para o vácuo enquanto faz suas necessidades fisiológicas. Ganhará conhecimento!;
14.. Idolatram pessoas totalmente desconhecidas (o seu Zé, a Dona Maria, o Juquinha…) Todos com ótimas histórias de vida que vocês podem usar no cotidiano também para se tornarem pessoas melhores!;

15.. Não vai faltar café na sua casa. Café e jornalista são praticamente sinônimos;
16.. Ele pode escrever os votos matrimoniais da sua irmã, criar o conteúdo do site de negócios do seu pai, ensinar sua mãe a tirar fotos das amigas nos eventos do bairro. Ele aprende de tudo um pouco e gosta de compartilhar!;
17.. Tudo para o jornalista tem uma explicação. Eles nunca vão se contentar com a primeira versão de um fato. Você sempre terá uma resposta, mesmo que demore;

18.. São ótimos investigadores. Se alguém no trabalho passar a perna em você, rapidinho ele descobre quem é!;
19.. Como trabalham muito, não tem tempo para beber demais, fumar, se envolver com drogas… Você terá um companheiro saudável!;
20.. Tá bom, vai… eles não costumam comer coisas muito saudáveis. Mas se você for legal e fazer comida para ele levar ao trabalho, isso se resolve rapidinho, não é? =);

21.. Suas viagens nunca serão monótonas! Se acontecer qualquer movimento estranho, ele vai logo querer saber o que é e infiltrará você junto para desvendar o problema;
22.. Amam roupas leves e simples no dia a dia. Você não vai gastar muito dinheiro com isso;
23.. Mas também sabem se arrumar bonitinhos para os eventos. Você terá um parceiro que sabe ser simples, mas também sabe arrasar. Tudo vai depender da ocasião;

24.. A agenda é o seu melhor amigo. Mas, não fique com ciúmes! Pense pelo lado positivo, nunca vai esquecer nenhuma data importante, porque tudo fica rigorosamente descrito lá;
25.. Eles não ficam irritados com “nãos”, afinal, estão acostumados com assessorias de imprensa que não querem divulgar os bafões. Você não terá um companheiro irritado, mas, em compensação ele não vai desistir até conseguir o que quer. Mas só de não se grosso já vale, não é!?;

26.. Como são antenados, também sempre ficam sabendo das novidades tecnológicas primeiro. Às vezes, até ganham de presente para testar a ferramenta. Você terá tudo em primeira mão na sua casa;
27.. Eles não se importam com calor, chuva, trovões… afinal, precisam estar onde a notícia está! Você poderá ir na praia com 50 graus tranqüila ou aquela viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo no caos de São Paulo que ele não vai blasfemar. Ainda vai dar risada da situação;

28.. Acham que podem salvar o mundo com uma matéria. Olha que sensibilidade!;
29.. Eles sempre sabem tudo todo o tempo;
30.. Gostam de música para acalmar;
31.. Leem livros raros, histórias para crianças e semiótica… Seus filhos serão super dotados se depender dele;
32.. Sua vida social é infinitamente grande. Você nunca poderá reclamar que não conhece gente nova;

33.. Eles estão acostumados com coisas chatas e sabem contorná-las muito bem. O casamento nunca vai virar algo monótono;
34.. Eles gostam de camisas com estampas de alguma brincadeira sobre algo atual. Suas amigas vão ficar com inveja do seu companheiro inteligente;
35.. Eles sempre têm uma opinião sobre qualquer coisa na face da Terra. Durante uma conversa entre amigos, vocês nunca ficarão apagados;

36.. A maioria gosta de virar psicólogo, técnico de futebol e médico às vezes. Você terá um companheiro mil e uma utilidades;
37.. Por causa da profissão, são forçados a aprender mais de um idioma. Você vai ouvir “Eu te amo” em, pelo menos, umas três línguas diferentes;
38.. A primeira coisa que seu filho vai aprender é que a informação é a alma do negócio. Com dois anos, sua fofurinha vai saber o que é aquecimento global, mercado financeiro e já saberá criticar políticos;

39.. Gostam de mudar de cidade, estado e até de país. Você conhecerá muitos lugares!;
40.. Assistem documentários e vão a museus o tempo todo, não importa o que seja. Ô cultura!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Carnaval!!!

Depois de uma temporada fora do Brasil, voltei ainda mais brasileira e nesse ano resolvi curtir o Carnaval com tudo que tinha direito, até um bloco. A idéia surgiu meio atrasada num dos últimos ensaios da Escola de Samba da Vila Nova, bairro que a gente mora aqui em Imbituba.

Eu tava lá com a Mah, o Lucas, a mãe e o pai tentando decorar a letra do samba-enredo e sugeri, meio de brincadeira: Vamos montar o bloco dos sem-bloco!

Não lembro se fui eu ou a Mah, minha irmã, mas bem na hora as puxadoras do samba estavam cantando: "Sua faísca de amor está solta no ar" e aí surgiu espontaneamente o nome Faísca Atrasada. E como a gente tava atrasado mesmo prá criar um bloco, o nome pegou e o bloco surgiu com nove integrantes e abadás laranja e dourado, feitos no improviso.

A proposta era pegar a rabeira de todos os blocos que saíssem na rua aqui na Vila Nova. Começamos com o Bloco da Eskina no sábado à tarde e à noite saímos atrás da Escola de Samba da Vila Nova que desfilou no centro. Na segunda, saímos no meio do Bloco dos Sujos, eleito pela galera do bloco o mais legal.

No ano que vem tem mais bloco e pelo jeito ele vai crescer, porque muita gente pediu prá entrar. Quem sabe a gente não consegue um trio elétrico ou um carrinho de supermercado prá botar som? Vale tudo prá curtir o carnaval!!!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Folha e suas análises pseudo-culturais

A Folha de S. Paulo publicou hoje uma matéria na Folha Ilustrada sobre o reggaeton. O repórter Silas Martí escreveu de Nova York sobre o reggaeton latino que terá shows no Brasil. Boa coisa não ía ser, né? A começar pelo título. Confira a matéria na íntegra:

Escracho latino

Gênero que conquistou o continente americano, reggaeton chega com força aos Grammy, vira tema de livros e terá shows no Brasil

Na música que fez explodir o reggaeton, garotas pediam gasolina. E ele dava. Cinco anos após "Gasolina", de Daddy Yankee, o estilo surgido nos quintais de Porto Rico chega ao "mainstream" de tanque cheio.

Vieram na esteira Calle 13, Wisin y Yandel e outros nomes que desmentem a cada dia a morte do estilo, mistura de reggae com gêneros latinos -cumbia, tango, entre outros- e rap.

René Pérez e Eduardo Cabra, ou Residente e Visitante, do Calle 13, acabam de vencer cinco troféus no Grammy Latino, entre eles melhor disco, "Los de Atrás Vienen Conmigo", agora indicado como melhor álbum de música urbana no Grammy mundial, que ocorre no fim do mês. Dá para entender melhor isso digitando nomes das canções "No Hay Nadie Como Tu" e, clássico deles, "Se Vale Toto", no YouTube.

Disputam o prêmio com Wisin y Yandel, do hit "Abusadora", outra dupla que despontou nas cinzas prematuras do reggaeton, e que fará os primeiros shows no país neste ano. Chega tarde, já que nas baladas descoladas e também nos camelôs e rádios dos taxistas em Caracas, Buenos Aires, Bogotá, Cidade do México e Nova York, rola solta há tempos essa música que mistura testosterona, ativismo político e mulheres chacoalhando frenéticas. "É mais do que um ritmo", diz Residente, do Calle 13. "Acaba sendo um conceito, algo capaz de representar a festa."

Nessa celebração, garotos com cordões de ouro e carros importados se engraçam para um coro de garotas -o macho afirma, elas confirmam. Na estrutura clássica do reggaeton, canções falam de sexo e pedem uma dança chamada "perreo".

"Tem gente que assume uma pose feminista sem entender", diz Residente. "Temos quatro irmãs, então não temos esse lado machista, é só um conceito", acrescenta o irmão Visitante.
"É tão machista quanto a salsa, mas o reggaeton se permite ser mais vulgar", diz Raquel Rivera, autora do primeiro livro sobre o estilo, que se encontrou com a reportagem num café do East Harlem, em Nova York.

Umas 60 quadras abaixo dali, a rádio La Kalle irradia os versos reggaetoneros por Manhattan e tem pares espalhados pelo mundo. "A indústria musical viu que isso poderia ser uma mina de ouro", conta Rivera.

É dinheiro que financia também posições políticas. Além de "chupar o umbigo" de garotas "que abrem Heineken com a boca", o Calle 13 defende a independência da ilha onde nasceram. "Posso viver de música na cena internacional, então falo o que quero em Porto Rico", diz Residente. "Lá tem os que preferem a bandeira gringa e os que querem ser Estado, os 5% que eu represento -é um sacrifício que eu escolho fazer."

"Querido FBI", manifesto político da dupla, chegou a embalar até comícios na ilha, Estado associado aos Estados Unidos. "Corazones", de Daddy Yankee, fala da violência e de problemas de saúde em Porto Rico -o cantor, com uma bala alojada na perna desde jovem, também faz campanha.

Mas importa mais dividir o palco com Beyoncé e Lady Gaga, como já fizeram Wisin y Yandel. Turbinaram a mina de ouro do reggaeton e elevaram o "spanglish" à última potência.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O novo presidente do Chile é Piñera

O direitista Sebastián Piñera está confirmado oficialmente como presidente eleito do Chile, ao obter 51,6% dos votos válidos deste domingo, contra 48,4% de seu adversário governista, o ex-mandatário Eduardo Frei, segundo o resultado oficial de 99% dos votos apurados.

Esse resultado foi anunciado pelo subsecretário do Interior, Patricio Rosende. Pouco antes, o candidato Frei já havia reconhecido a sua derrota e a presidenta Michelle Bachelet havia ligado para Piñera para felicitá-lo.

Mais notícias aqui

UF: Eu torcia para o Frei. Piñera é Pinochetista convertido, ou seja, mudou de lado só prá ganhar mais votos. Duas caras, eu diria.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Enríquez-Ominami anuncia apoio a Frei no segundo turno

Ex-candidato independente à Presidência do Chile votará no aspirante da coalizão governante Concertação
O ex-candidato independente à Presidência do Chile, Marco Enríquez-Ominami anunciou nesta quarta, 13, que no próximo domingo votará pelo aspirante da coalizão governante Concertação, o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz-Tagle.

"Declaro formalmente minha decisão de apoiar o candidato deste povo e de 29% dos chilenos que votaram em 13 de dezembro", disse em alusão à porcentagem obtida no primeiro turno pelo senador Frei. Piñera, da Coalizão pela Mudança, obteve 44%, o que significa uma diferença de 14% entre Frei e Piñera.

Leia mais

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Terremoto no Haiti

Bom, quem é ligado nas notícias já está sabendo da destruição e mortes causadas pelo terremoto no Haiti. Fico pensando que carma tem aquele país para sofrer tanto. O que me deixou triste, apesar de tudo foi saber da morte da médica Zilda Arns. Uma pessoa que não se restringiu a sua profissão. Podia ser uma senhora tranquila e caseira mas foi lá e fez a diferença. Merecia o Nobel da Paz muito mais que Obama e com certeza mais que muitos que já o receberam.

Mas prêmios não poderiam medir sua capacidade. É uma perda irreparável. E fico revoltada de ver gente como o Arruda, Sarney, que recebem votos de cidadãos para trabalhar pelo bem público e só pensam no próprio umbigo. E acabam ganhando mais manchetes por suas falcatruas vergonhosas que pessoas como Zilda Arns com seu trabalho de imensa solidariedade e humanidade.

Espero que seu exemplo continue vivendo e que tire os acomodados de sua passividade.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano novo

2010. Outra década. Toda a família Frandoloso se reuniu aqui em Imbituba para passar o reveillón. Vieram em uma vã, daquelas maiores e a tia Dite de carro com o tio Henrique e a Sofia. Hoje cedinho todos foram de volta a Erechim e a Frida foi com eles. A Frida é filha da Nina e irmã do Fritz e ela morava aqui, um dos seis cães que vieram de Botucatu para Imbituba com a gente. Ela e a Nina são as cachorras da tia Dite, depois que a Nina se foi, a tia ficou aflita para levar a Frida. Perder um serzinho querido assim de longe não é fácil.

Agora são só duas cachorras, a Soninha e a Laila. A casa ficou calada depois que a família partiu. E mais calada ainda quando eu olho pela janela do meu quarto e não vejo mais minhas seis crianças sapecas. Hoje já volto a Floripa, problemas da República a resolver, mas pretendo voltar logo, ainda essa semana talvez. Gostaria de ficar bem longe daquele trânsito e calor infernal, pelo menos no verão.

Ontem fomos nas dunas da Ribanceira e brincamos na praia logo em frente às dunas. Gosto daquela praia e quero começar a surfar lá, que forma ondas melhores que na Vila Nova. A Vila ultimamente tem tido mar muito mexido, bravo, perigoso. Dá praia, mas cada vez menos surfista.

Isso aí, 2010! Logo mando noticia do Marco e cia. que estão de pedal pela Argentina.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Preparativos para o fim

Temos a necessidade de enxergar um ciclo em tudo. É natural. O minuto, a hora, o dia, a semana, o mês, o ano. O começo e o fim começando e terminando constantemente. Nos preparativos para o fim, sempre preparamos o começo também. E pensamos na nossa família no início e no fim. É com ela que nascemos e com ela que queremos morrer, natural que estejam presentes nos ciclos entre esses dois acontecimentos.

Estou filosófica hoje. Mas, é só prá lembrar tudo o que a gente faz em fim de ano e essa sensação de começar de novo. Já comecei a preparar os reveses de ano-novo no Universo Bizarro. É bem divertido, uma forma de rir disso tudo. As dicas tão no blog, e se vocês quiser, faça seus reveses.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Encontramos o culpado!

Na manhã desta sexta, 11/12, o culpado pelo plágio nas provas da Alesc foi revelado. Após se esquivar de declarações alegando crise nervosa, o professor de renome do Departamento de Jornalismo da UFSC foi encontrado apitando loucamente em um escaninho de nome não revelado. Nada mais, nada menos que... Tamagochi!

Em seus arquivos ainda constava a treta feita para a prova do concurso da Alesc e o meliante foi preso em flagrante.


No momento da prisão em flagrante o Tamagochi em questão disse não ser capaz de tal ato. "Sou um Tamagochi, não um Ifone", alegou em sua defesa. "Mas isso não importa, o que importa é que encontramos o culpado", disse a autoridade.

Caso encerrado, vamos voltar à árvore de natal.

Suspeitas, bolão e fogo ardendo na fogueira das vaimaldades

A coisa tá pegando fogo no departamento de Jornalismo da UFSC

Saiu no clicRBS:
Todas as provas do concurso da Assembleia Legislativa de Santa Catarina foram anuladas ontem (09/12) por causa da denúncia de que 43 questões referentes a três cargos foram copiadas de outros exames. [...] O superintendente da Fepese afirmou que toda a banca foi mantida com exceção do professor que elaborou as 43 questões que teriam sido copiadas. A identidade dele não foi revelada, mas a comissão informou que é um profissional renomado do Curso de Jornalismo da UFSC.

O professor foi chamado para dar explicações, mas alegou uma crise nervosa que o obrigou a ser internado. Altair declarou que vai entrar com uma ação criminal e civil.


JK

Tem gente fazendo bolão no curso prá adivinhar quem é. O que eu acho? Acompanhem meu twitter: twitter.com/jfrandalozo
E vejam no próximo post!!! UAHAHAHAHA!!!

sábado, 28 de novembro de 2009

Li e gostei

O sociólogo Pedro Guareschi no artigo Mídia e democracia: O quarto poder versus o quinto poder [+], dá um tapa na cara de quem ainda acredita que o poder da mídia é absoluto e manipulante. Tem gente que precisa atualizar seus discursos. Trecho a seguir:

O jornalista Luis Nassif (2006) escreveu que "ao adotar um pensamento único, elitista e anti-Lula, a mídia entrou numa rota suicida. Um suicídio editorial. Jornalistas com 40 anos de carreira, com 365 artigos por ano, um por dia, sobre o mesmo assunto, todo dia pedindo a cabeça do Lula. Uma guerra santa, inconcebível com o papel da mídia, capitaneada por Veja, Folha de S. Paulo, Estadão, Globo, na imprensa, e pela própria Globo, na TV".

E no que deu tudo isso? Apesar do suposto poderio arrasador da mídia, não conseguiram seu intento. Como explicar? Essa é mais uma rachadura nas teorias. Precisamos de teorias que fechem essas brechas.
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Ou seja, a casa caiu.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Quando se trata de futebol, o Chile é rapidinho

26/11/2009 - 21h26
Fifa ameaça tirar Chile da Copa do Mundo-2010
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) deu um prazo de 72 horas à Associação de Futebol Profissional (ANFP) do Chile para que solucione a questão envolvendo o clube Rangers, que recorreu à justiça comum após ser punido pela justiça desportiva, sob pena de tirar a seleção chilena da Copa do Mundo de 2010.

"Se a associação (chilena) não adotar as medidas necessárias, o caso será submetido ao Comitê Executivo da Fifa, para que o órgão considere a suspensão da Federação de Futebol do Chile", adverte uma carta enviada à ANFP pela máxima entidade do futebol.

Em aberto desafio à Fifa, que proíbe qualquer recurso à justiça comum para decidir questões desportivas, o Rangers apresentou um recurso judicial contra a perda de três pontos no Campeonato Chileno por escalar seis jogadores estrangeiros, um a mais que o permitido.

"Pedimos à ANFP que convença o clube em questão a retirar o recurso apresentado à justiça comum do Chile no prazo de 72 horas, do contrário, a federação chilena deve sancionar o clube afiliado", destaca a carta assinada pelo subsecretário-geral da Fifa, Markus Katthner.

Fonte: AFP / Lusa



Ontem, 26/11/2009 - 22h54
Chile afasta ameaça de não disputar a Copa do Mundo
A Associação Nacional do Futebol Profissional do Chile (ANFP) informou na noite desta quinta-feira que o clube Rangers retirou sua ação na justiça comum contra uma decisão da justiça desportiva, afastando assim a ameaça da Fifa de impedir a seleção chilena de disputar a Copa do Mundo de 2010.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) tinha estabelecido um prazo de 72 horas para que a (ANFP) solucionasse a questão envolvendo o Rangers, que recorreu à justiça comum após ser punido pela justiça desportiva no Campeonato Chileno.

"É lógico que não vamos colocar em risco a seleção chilena e o futebol chileno em relação à Copa do Mundo", disse o gerente do Rangers, Cristián Herrera, à Rádio Bío Bío, garantindo que a ação na justiça comum será retirada na manhã de sexta-feira.

Em aberto desafio à Fifa, que proíbe qualquer ação na justiça comum para decidir questões desportivas, o Rangers apresentou um recurso judicial contra a perda de três pontos no Campeonato Chileno por escalar seis jogadores estrangeiros, um a mais que o permitido.

"A única solução era desistir (da ação). Foi tudo bastante determinante, a atuação do diretório (da ANFP) foi muito firme...", destacou Carlos Morales, gerente-geral da ANFP. "A desclassificação do Chile foi citada pela Fifa e era real, mas isto não entrava na cabeça do pessoal do Rangers", disse Morales.

Fonte: AFP / Lusa


JK: Quanta eficiência! Quando ameaça o futebol, o problema nem chega a repercutir. Lembram que eu disse que os chilenos são fanáticos por futebol?

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Zero com Pinochet

A edição de novembro do Zero, nosso jornal-laboratório do JOR UFSC, está na área.

Dá pra ler ele todinho aqui no Blog do Zero. Minha matéria nessa edição foi sobre mais uma chilenidade: o amor e o ódio do povo chileno com Pinochet. A página está neste link do Scrib.

Eu já falei sobre isso aqui no blog e, inclusive, coloquei umas fotos que foram aproveitadas na matéria. Tá tudo aí embaixo.

¿Gracias Pinochet?

Chilenos e Pinochet: uma história complicada





terça-feira, 17 de novembro de 2009

sábado, 14 de novembro de 2009

Sábado a noite

Tem um vizinho francês promovendo um sarau para uma criança autista que se assusta com a animação levada por duas bandas, uma das quais canta em espanhol com castanholas. O microfone não poupa a rua de saber o que se passa. A psicóloga do garoto explica com sotaque de Porto Alegre o que é autismo. A criança chora em frente ao portão da minha casa. Pensei que fosse um cão ganindo. Um grupo de dança meio árabe, meio cigana, meio espanhola da Andaluzia se apresenta agora. Isso é Floripa.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

El Punto na tele

Saiu matéria sobre intercâmbio no Chile no programa Globo Universidade. Link aqui e aqui direto. O repórter fez a matéria com uma das intercambistas da AUGM nesse semestre. Aparece a Usach, El Punto, nossos lugares queridos... Meio total cuica a menina, mas fazer o que, repórter dããã.

A música que introduz El Punto na matéria é Pose, do Daddy Yankee, uma das favoritas da galera. Da nossa galera, porque a que tá lá agora é outra. Só o Jaime de conhecido. A reação do Punto G, nosso grupo de e-mails exclusivo de moradores 2009/1 do El Punto, foi alérgica: O que eles estão fazendo na nossa casa? Hehehe, faz parte.

sábado, 31 de outubro de 2009

Mais sobre arte e jornalismo

No post anterior tem um comentário muito interessante que fala que a mesma mesquinharia que descrevi na arte ocorre no jornalismo. Sem dúvida ocorre não só nessa mas em todas as profissões, porque as pessoas são humanas, tem defeitos e virtudes e frequentemente se acham mais do que são e pensam que podem pisar nos outros por isso.

Mas o jornalismo é feito de realidade, independente das pessoas que o fazem, se você não calca seu trabalho no real, logo alguém vai perceber que isso não é jornalismo. E nem entro aqui na pretensa questão da objetividade e da isenção que já são muito questionados, mas que nem mesmo se forem abolidos livram o jornalismo do compromisso com o real.

A arte é feita de idéias, palcos, personagens, ficção, montagens. E esse é um mundo onde é fácil perder a noção do que é real quando se vive muito dentro desse círculo. É diferente de você estar na rua falando com pessoas reais para sacar informações sobre uma realidade dentre as tantas que existem.

Na arte você inventa, cria, porque esse é o trabalho. Você cria uma ilusão para as pessoas que estão naquele momento em frente à sua arte. É ótimo quando os artistas saem desse mundo de ilusão e se enchem de realidade para fazer algo por sua comunidade, para agir ao invés de só criticar. Mas infelizmente isso não é comum.

Assim como não é comum no jornalismo o envolvimento, o ativismo, aliás isso não é comum em lugar nenhum, profissão nenhuma. Os profissionais que fogem disso são realmente pessoas incomuns, protagonistas num mundo de passivos, acomodados que no máximo dizem "fiz a minha parte".

Não acredito que "fiz a minha parte" vai melhorar alguma coisa. É preciso mais que umbiguismo para consertar, é preciso envolvimento e solidariedade. Uma coisa muito, muito rara que me surpreende quando aparece mas que me estimula a continuar me metendo em confusoes.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A arte é um entorpecente

Eu já disse isso algumas vezes e agora que estou quase me formando em Jornalismo, isso faz cada vez mais sentido. Eu era musicista, tocava viola clássica, cantava, me apresentei muito com o Jupem, a Orquestra de Erechim e outros grupos. Também fui poeta, ganhei um concurso, fui jurada de outro. Mas, na hora de decidir a profissão eu abandonei a arte. Sabe porque?

A arte nos deixa egoístas. Nos faz ver um mundo fictício, egocêntrico, mesquinho, fechado. Eu abandonei a arte porque tinha medo de virar algo como eram meus professores de música, os spallas convidados que vinham tocar na nossa orquestra, mesmo os músicos mais medíocres que se enchiam de impáfia e arrogância mesmo sendo um nada. Tive medo de me fechar nesse mundo e deixar de perceber a realidade.

Por isso escolhi ser jornalista, porque a realidade é mais dura, é mais difícil, mas eu sempre tive aquela noção de responsabilidade para com o mundo. Aquela noção que me faz entrar em encrencas para defender animais, lutar por respeito a toda forma de vida. A mesma noção que me faz encher de compromissos para dar um retorno à sociedade por estar estudando numa faculdade pública.

Ser jornalista para mim é mais que ter um emprego, uma profissão. É ter uma missão, uma tarefa a cumprir, uma responsabilidade com a informação que é o que movimenta o mundo. A arte faz parte das nossa vidas, é inevitável. Mas sem ilusão, porque é do real que eu vivo.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Metade

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

(Oswaldo Montenegro)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Outra vez...

Não sei se um dia vou me acostumar com a morte. Não sei se alguém consegue isso. Eu costumava cuidar de meus seis filhotes com alegria e dedicação. Orelhas, patas, unhas, dentes, olhos, pêlo, banho, comida, água, remédios, vitaminas, e carinho, muito carinho.

Conhecia cada um com sua personalidade - sim, cães tem personalidade -, sua teimosia, hiperatividade, brincadeiras, mau humor - sim, eles também ficam mau humorados -, brigas e cenas impagáveis que vivi com eles.

Se eu tentar explicar como eles transformaram a minha vida, tudo o que aprendi, a forma como esse bichinhos me tornaram mais humana, me deram um objetivo, um sentido para sair daquela posição egoísta que a gente assume quando é adolescente, eu poderia falar um monte, mas não daria prá fazer alguém entender o que eles significam prá mim.

Hoje eu trago um buraco no coração. Da minha família canina, metade já se foi, cedo demais prá mim. Uma lição de finitude que dói muito aprender.


"Não, não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões,
a única conclusão é morrer"

(Fernando Pessoa)

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nina...

Vamos embora companheiro, vamos
Eles estão por fora do que eu sinto por você

Me dê sua pata peluda, vamos passear
Sentindo o cheiro da rua

Me lamba o rosto, meu querido, lamba
E diga que também você me ama

Eu quero ver seu rabo abanando
Vamos ficar sem coleira

Vamos ter cinco lindos cachorrinhos
Até que a morte nos separe, meu amor!

(Letra da música Vida de cachorro, da banda Pato Fu)

domingo, 11 de outubro de 2009

O tempo cansa

Ela já fez de tudo nessa vida. Anda com dificuldade e já não pula muros nem corre para advertir a chegada de visitas. Treze anos de cachorrice, 91 na comparação com a idade humana ( x 7). Nina morou na rua, num carro, numa mecânica, teve doença do carrapato, bernes na testa, nove filhos, que eu saiba. Hoje vejo a Nina e entendo que o tempo cansa. Os treze anos intensos de sua vidinha lhe pesam nas patas já cansadas.

O pêlo caramelo está todo ponteado de branco, os enormes olhos de amêndoa sempre vivos, sempre alertas, apesar do cansaço. Para facilitar sua locomoção, Nina e Frida, sua filhota e companheira de canil, foram passadas para a parte da frente da casa. Antes isso não era possível porque as duas brigavam com a Laila, nossa boxer, mesmo através das grades. Agora isso não acontece mais.

Laila olha silenciosa o caminhar lento da Nina. Parece também entender que o tempo cansa. De dentro de seu canil ela acompanha os meus passos estimulando a Nina a se movimentar, o grande olhar tristonho, num silêncio incomum. Frida parece não entender a fragilidade da mãe, parece esperar que a qualquer momento ela volte a corre e pular, cavar os túneis pelo canil. Ela só percebe que não é bem assim quando dá o alarme, latindo, para avisar que a mãe caiu em um de seus túneis.

Nina é forte, tem um espírito jovem, livre, audaz. Um dos cães mais inteligentes que já vi. Passa pelo cansaço do tempo sem se queixar, com aquela capacidade que admiro tanto nos cães, o estoicismo, ignorar a dor e as condições adversas como se fossem insignificantes perto da alegria de viver, de estar ao lado de sua família.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

80 anos

Nesse fim de semana minha nona cumpriu seus 80 anos de vida em uma big festa de dois dias em Erechim, RS, para todos os amigos e nossa família. A nona Amalia exigia a presença de todos, é claro, não é sempre que se comemora 80 anos de vida, e eu fui. Disse que se precisasse largava a monitoria no Jornalismo On Line para ir (eu larguei sim, mas outros motivos pesaram junto), mas uma das coisas que aprendi nessa temporada fora é que família é sempre mais importante que qualquer outra coisa.

Sim porque sua família não é a dos outros. Sua vida pessoal só você pode cuidar, não tem como mandar outra pessoa no seu lugar.

No Chile tomei parte de outra família con hermanos en todo o mundo. De tudo o que vivi e aprendi lá, essa noção de valores foi com certeza uma das coisas mais importantes, uma experiência única que nem todo intercambista tem.

sábado, 26 de setembro de 2009

Uma parte da nossa grande família

Saudade desse povo...
Família El Punto!!!

Malhando o pau

O pessoal do JorUFSC malhou pau na entrevista que o DC fez com o jornalista Cassiano Machado, convidado da Semana do Jornalismo na mesa de jornalismo-literário. De cara dois erros indefensáveis:

Primeiro: Cassiano não é formado em Ciências Sociais, ele corrigiu isso durante a mesa na segunda-feira, o que prova que a repórter, já experiente no DC, nem sequer acompanhou a discussão ou mesmo confirmou a bio com o entrevistado.
Segundo erro: A apresentação do entrevistado na matéria foi copiada da assessoria da Semana do Jornalismo sem os devidos créditos.

Coisa feia, tsc, tsc...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A suuuper VIII Semana do Jornalismo UFSC

Só coisa boa, quem não aproveitou perdeu. Se der sorte pode ser que haja alguma coisa armazenada no acervo do Estúdio de Videoconferência que transmitiu a Semana toda ao vivo pela internet.

Parabéns à organização, tudo funcionando muito bem, convidados muito bons, cartas na manga para resolver os pepinos. E vou dizer prá quem ainda não sabe, há oito anos a Semana é organizada sempre por estudantes de Jornalismo da UFSC, nossos nobres colegas. Não tem segredo nem ajuda de professores ou QIs, é só trabalho e insistência. Isso aí pessoal, suuuper!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Brasil não é mais terra da bunda

O povo reclamou e a propaganda da Havaianas na qual a velhinha fala em sexo foi tirada da TV. O professor Nilson Lage twittou que o Brasil tá ficando puritano. É o que parece. Estamos ficando sem graça igual os europeus e perdendo nossa latinidade.

Prá quem quer rever a propaganda, taí:

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Semana do Jornalismo - conclusões até agora

Até agora a conclusão que se chega ao ouvir os convidados e as mesas de discussão é que o Jornalismo é péssimo e tá tudo indo muito mal, a grande mídia é malvada e a mídia alternativa é pobre e por isso não dá conta do recado mas é boazinha. Ora, não gosto de maniqueísmo e prá mim o que falta é os jornalistas da `mídia alternativa`, tentarem fazer algo que não seja reclamar.

Porque eles não tentam entrar na grande mídia para melhorar algo? Nem que seja prá chutar o balde mas, pelo menos, que deixem de ser demagogos. Ou isso é impossível? Se ninguém me convencer do contrário, vou achar que aquilo que ouço pelo curso tem sentido também nesse caso: Quem muito fala, pouco sabe fazer. Ou na verdade não querem fazer porque não tem coragem.

Porque aí não adianta vim dizer que não entra na grande mídia prá `não se vender ao capital`. Que essa história já cansou. Mesmo.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Narrativas do Fato, mesa de livro-reportagem

Estou acompanhando a mesa de discussão Narrativas do fato: crescimento do mercado de livros-reportagem, com Klester Cavalcanti, Sérgio Vilas Boas e Cassiano Machado, que começou às 17h30 no auditório do CCE. É a VIII Semana do Jornalismo, gente! Transmissão online pelo site da Semana.

Destaques:


- Sérgio Villas Boas

As tendências atuais de consumo de livros estão para a não ficção. As pessoas estão percebendo o quanto é insuportável a quantidade de coisa irreal que se publica, de ficção, por isso se agarram em coisas reais.

- Minha pergunta para o Sérgio: A que você atribui essa busca do público por publicações mais realistas ao invés da ficção?
Só posso estimar que acho que hoje em dia tá muito difícil a gente ser a gente mesmo, há uma homogeneização de consumo, de cultura. Se incentiva o consumo mais do que você pode consumir. É muito mais difícil achar gente que diga: Chute o balde. A ficção deixou de ter apelo forte, porque as pessoas estão procurando o que explique o real.

O Brasil ainda está ruim no quesito livro de viagem. Falta aquela forma antropológica, cultural de se descrever os lugares.

Para se fazer bom jornalismo literário:
1. É preciso selecionar os personagens que tem conteúdo. Pessoas que pensam e agem diferente da multidão. Elas precisam ter uma atitude diferente em relação às outras pessoas.
2. Tem de ter um senso de síntese. Não há espaço ilimitado para escrever nem mesmo no jornalismo literário.
3. Valorizar sua presença em campo. Se você está em campo, tem de ter diferencial. Sua matéria não pode ser como se fosse feita por telefone. O tratamento literário dá prá se trabalhar, mas a falta de boa apuração em campo não dá prá trabalhar.


-
Klester Cavalcanti
Eu tenho uma tendência a não me acomodar, quando vejo que tá bom demais, eu procuro mudar.
Um trabalho prá ter esse carimbo de livro-reportagem tem que ter nomes reais e datas. Se o leitor não puder, ele próprio, checar o conteúdo do livro, prá mim não vale. É uma negociação dura com os entrevistados. (Klester escreveu o livro O nome da morte, sobre a vida de um assassino profissional que em 35 anos de carreira matou 493 pessoas)
Citando Garcia-Márquez: "A boa reportagem coloca o leitor no local dos fatos". Tem de ser tudo muito bem checado e apurado, nem um grau fora da verdade.

Não fui parcial ao escrever o livro (O nome da morte), eu botei tudo como era, a frieza dos assassinatos e o assassino como pessoa, homem de família. As pessoas se confundem ao ver que o assassino também tem sentimentos, chora, reza, o Júlio Santana matava friamente, mas ele se sentia um instrumento. Se não fosse ele seria outro pistoleito.

Dica para os iniciantes: Ler coisa boa. Como tudo na vida, você só consegue escrever bem se for um bom leitor. Se você não tem curiosidade em saber como é o outro, o que ele sente, não dá.

Klester chutou o balde: Kapuszinski é picareta. Seu livro, O Império, que é considerado referência em livro-reportagem, tem coisa inventada, é mal escrito. Mas, como ele vem de fora, todo mundo acha bom.


- Cassiano Machado
No mercado editorial, um dos fatores positivos para a publicação de livros-reportagem aconteceu em 2002 quando a Cia das Letras lançou uma série. Outro fator foi a criação da Academia Brasileira de Jornalismo Literário e a fundação da revista Piauí em outubro de 2006. Eu sinto que o livro-reportagem, em geral, são muito pouco inventivos.

Os temas são repetitivos. Interessa mais como a pessoa contou a história, não o tema. Ele cita O livro amarelo do terminal de Vanessa Bárbara, e Santo sujo de Nélson Werneck, como exemplos de bom livro.

As pessoas acabam trabalhando mais por paixão que por dinheiro porque nosso mercado não tem capacidade de bancar esse tipo de jornalismo.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Semana do Jornalismo UFSC

Próxima semana é só Jornalismo aqui na UFSC. É a nossa VIII Semana do Jornalismo. Acreditem, organizada pelos alunos. Nesse ano temos a Revista da Semana, mini-cursos, palestras, mesas de discussão e tudo recheado de convidados legais. E é claro o tradicional Churrasco do Dalton, com opção vegan! Mais info no site da Semana.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Zero na área

Saiu a primeira edição do nosso Zero - o jornal-laboratório. Nas bancas para quem puder alcançar um, hehe.

O Universo Bizarro cumple seis anos hoje! Seis anos de um tempo tão legal!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Pauta sem retranca

Retranca no jargão jornalístico é um gancho que prende uma matéria à atualidade. Pauta é aquilo que vem antes da matéria, ou seja, organiza as idéias, sugere fontes, dá um resumo do que o repórter precisa desenvolver na matéria.

A rigor, toda pauta, tem de ter retranca. Mas, como volta e meia somos um ultraje ao rigor (trocadalho do carilho!), volta e meia sai uma pauta sem retranca. Não que elas não existam. Existem sim nas revistas especializadas, grandes reportagens, publicações ou produtos de fundo informativo mais frio (quer dizer não muito atual). Mas num jornal a retranca é sempre exigida.

No Zero não é diferente. A gente até tenta passar umas pautas desretrancadas mas aí o repórter reclama. Como é que sai um lead sem retranca? Só o Scotto - professor - prá salvar. Isso me leva a pensar como a gente é refém do retranquismo. Quer dizer que se algum dia eu não tiver uma retranca e quiser escrever mesmo assim, vou estar pisando num terreno pantanoso, no qual não domino meu texto?

Seria assim se eu levasse muito a sério meus professores, ou, a maioria deles. Eu os respeito muito, mas não dá prá confiar em todo mundo. Meu critério para uma pauta não é se tem ou não retranca e sim se outras pessoas gostariam de ler. Tem coisas muito interessantes que acabam perdendo lugar para fatos idiotas simplesmente porque não tem retranca.

E assim não adianta reclamar que as pessoas não lêem mais porque são ignorantes e preguiçosas. Com essa quantidade de leitura ruim que um jornal proporciona, que vai culpá-las?

sábado, 12 de setembro de 2009

Novelas e nossa brasilidade

A novela Caminho da Índias marcou minha estadia no Chile. Eu gostava um pouco da novela antes de ir para Santiago, mas lá o sentimento de pertencimento que a novela dava amenizava a saudade da terrinha. Tinha vezes que a TV da sala era disputada a tapa para que pudéssemos ver a novela no horário da Globo Internacional.

Tem muita gente que reclama das novelas da Globo, mas a qualidade não tem comparação. As novelas chilenas nem podem ser comparadas de tão ruins. O povo de lá sabe e elogia muito as nossas produções. Os chilenos sempre elogiam o fato de as novelas brasileiras sempre tratarem de assuntos de interesse público, lidam com informações reais para desmistificar tabus e informam a população em verdadeiras campanhas, como a luta antimanicomial, defesa do estatuto do idoso, direito dos homossexuais, entre muitos outros.

Além disso a qualidade técnica das produções é de alto nível. Os atores tem melhor preparação, as equipes são mais profissionais.

Eu já disse aqui que a gente aprende muito sobre o lugar de onde veio quando vai viver em outro lugar. Eu aprendi a dar valor até mesmo para nossa novelas, que apesar de tudo, são boas sim e prova disso é que são produto de exportação para todo o mundo. Brasil não é fraco!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Musiquinha vasca

Bom, para relembrar, aí vai a musiquinha que a Aitziber me ensinou:

Oso ongi egiten duzulako
Mugitu besoak olatuak bezala
Xuabe-xuabe xu-xu-xuabe
Eh! Aitziber! Hasi datzatzen!

Abaixo tem um vídeo, não é nosso mas dá prá aprender a musiquinha.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Agora com Twiter!

Prá que serve? Ainda não sei, a ver...
Tá nesse endereço: twitter.com/jfrandalozo

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Zeroooo!!!!

Na reta final para fechar o Zero (sem brincadeiras!), nosso jornal laboratório aqui do JOR-UFSC, a Ligia, uma das monitoras, me disse que se percebe de longe qual é o meu texto no meio de todos os outros. Ora porque? Porque tenho estilo de blog até escrevendo pro jornal, ela disse.

Não sei se isso é bom, ruim ou bizarro - afinal o UniB tá completando seis anos no dia 17 de setembro (preparem-se para a festa!!!) -, mas fiquei um pouco preocupada e um pouco feliz. Feliz porque aparentemente meu texto não está tão travado pelas técnicas jornalísticas e nisso as aulas do professor Scotto estão ajudando. Preocupada porque a matéria fica meio parecida com um artigo e isso soa estranho em um jornal.

Por outro lado, o Zero não é um jornal convencional. É mensal e com textos grandes, não necessariamente factuais. Isso quer dizer que se o texto rolar mais solto fica mais agradável prá ler, óbvio. Não é aquela coisa toda dura - da 'teoria do duro e mole' do professor Scotto - que caracteriza o miolo de um jornal convencional.

Para o duro ou para o mole, sigo estudando e em sérias dúvidas sobre se adio meu projeto e, consequentemente, meu TCC, para o próximo semestre. O que vocês acham? Me formo no inverno congelante ou no verão escaldante de Florianópolis?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

El país más grande del mundo

No Chile ouvíamos sempre essa frase, dita num tom irônico. "Eres del país más grande del mundo?" Sem entender muito bem´, perguntei a Belén, mi hermana porque diziam isso. "É que o Brasil é mesmo grande", ela disse. Desconfiei porque ela disse isso e desconversou, acho que não queria contar a origem da broma.

Resolvi perguntar a outras pessoas e procurar na web alguma explicação. Ora o Brasil é um país grande mas não é o maior do mundo. Encontrei algumas que contavam de uma entrevista de Pelé, na qual ele dizia que "o Brasil era o país com o “estádio más grande del mundo” e não sei o quê “más grande del mundo” e aquilo outro “más grande del mundo”. [+]

A partir de então toda latinoamérica de habla espanhola sacaneia os brasileiros soltando a ironia: “Brasil, país más grande del mundo!

Para completar encontrei um multimídia do Clarin.com: Brasil petrolero. E adivinha o subtítulo? "O país mais grande do mundo", em português mesmo, ou melhor, castelhanês.

E a gente aqui nem desconfia que somos el país más grande. Não falei que o Brasil é o país menos latinoamericano da Latinoamérica?

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Quarta-feira

~Despertei decidida a não ir à aula. Deu certo! Não teve aula e a professora não havia avisado. Pelo menos uma coisa boa essa semana. Não tô animada com esse novo trabalho. Sinto falta de trabalhar na Sala Verde, onde eu trabalhava muito mas me sentia feliz com o que eu fazia. Que diferença faz trabalhar menos ou ganhar mais se você não é feliz?

Bom, por enquanto é um desafio, mas a partir do momento que deixar de ser, caio fora, não devo nada a ninguém.

O que eu mais gostava na Sala Verde era que as pessoas faziam acontecer, realizavam, ao invés de ficar teorizando em suas pesquisas intermináveis e excessivamente acadêmicas - no sentido de serem burocráticas e não práticas - que nem contribuem para a prática, nem para o ensino. Isso porque os professores estão preocupados só em aumentar seu currículo Lattes e se esquecem que a função do professor é de dar aula e não se atualizam, nem se qualificam para dar aulas.

Essa falácia toda me cansa.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Servidores técnicos X Bolsistas

O problema não é novo e não existe só na UFSC. Muitos monitores-bolsistas desempenham as funções de um técnico concursado, às vezes tem a mesma carga horária e até mais responsabilidades que muitos técnicos. E recebem menos que um salário-mínimo, não tem benefícios, nem carteira assinada, tem de prestar contas de tudo o que faz e muitas vezes é exigido além de sua qualificação.

Quando eu trabalhava no Projeto Sala Verde tinha uma carga horária de 20 horas semanais, assim como os outros sete monitores, mas muitas vezes trabalhávamos bem mais que isso enquanto víamos técnicos chegando com horas de atraso, saindo com horas de antescedência, tirando licenças e mais licenças enquanto a gente tinha que barganhar uma semana de férias para passar com a família, enfim, trabalho que é bom nada.

Não acho ruim, porque aprendi muito mais na Sala Verde que em qualquer outro lugar que já trabalhei e nossas funções lá eram sempre dentro de nossas áreas de conhecimento, uma extensão de saberes, realmente. Fora que a gente podia ser protagonista, tinha contato com pessoas interessantes e podia fazer muitas coisas construtivas.

O que achava e ainda acho injusto é que com essa disparidade, os funcionários concursados achem que trabalhar oito horas diárias é muito. O sindicato está encabeçando uma luta para que se reduza a jornada para seis horas. São 30 horas semanais, com o mesmo salário. E nós que chegávamos a trabalhar esse mesmo tanto sem receber nem hora extra e nem sequer um salário mínimo, não podemos nem reclamar, porque afinal, as bolsas são 'benefícios'.

Também sei que tem muito bolsista picareta que só preenche a vaga e não trabalha nada. E mesmo entre as bolsas há diferença de carga horária. Agora eu estou em uma de 12 horas semanais, recebendo o mesmo tanto que recebia na Sala Verde. Só que agora tenho que cumprir funções que estão mais para um serviço de técnico que de um monitor de Jornalismo.

Não acho ruim novamente, porque é interessante para mim trabalhar com Flash e vou aprender mais se precisar dar aulas, só que dar aulas de flash não seria uma função técnica ou obrigação do professor? Mesmo porque requer um conhecimento que não possuo, uma vez que só aprendi o que precisava para meus trabalhos finais. Se querem um técnico porque não contratam um técnico?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Volta ao RU

Hoje fui almoçar no RU, Restaurante Universitário, pela primeira vez desde que voltei. Tava com saudade do feijão com arroz e agora tem até novidade: suquinho na máquina! Dá prá escolher o sabor e tomar o quanto quiser. E o bom é o precinho camarada pro universitário ferrado, continua R$1,50. Lá na Universidad de Santiago a gente não pagava porque era bolsista, mas para o estudante não-bolsista o valor era de $1500 chilenos (R$6). No Brasil, a gente come bem...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que há por trás da gripe suína



Documentário argentino. Paulada.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

E a Porcina continua...


Do The Clinic, meu periódico chileno favorito.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Produción na Usach

Resolvi botar essas fotos aqui. É do último programa que apresentei com a turma de Produción para televisión na Usach. O programa era o Made in Chile.

Observem que Uma Foca está muito a vontade na mesa de luz ali do lado. Minha função era a iluminação, inclusive para o "show" no final. Na Usach também faltavam técnicos e os alunos tinham que aprender a lidar com tudo para botar o programa no ar.

Na UFSC, temos os técnicos no estúdio de TV, que fazem a luz e o som, assim nos preocupamos mais com o conteúdo.

domingo, 9 de agosto de 2009

Mudanças

Depois de cinco meses fora, algumas coisas permanecem exatamente do jeito que você deixou, outras mudaram, algumas muito. Preparei uma listinha das coisas que mudaram, algumas afetam só a mim, outras afetam mais gente. A ver.

- Derrubaram o ´muro de Berlin´. Era uma parede que separava o curso de Jornalismo dos outros cursos do CCE na UFSC. Até então estávamos isolados e só se podia entrar e sair do curso por uma porta. Foi uma decisão da chefia do CCE e a chefia do Jornalismo não gostou porque o controle fica mais difícil e o curso tem equipamentos caros para cuidar.

- Quando fui pro Chile minha irmã estava grávida, agora ela é mãe. Isso muda muita coisa!

- As paredes do meu quarto estão brancas. Antes eram metade rosa (argh), metade bege. Nem preciso dizer que ficou melhor assim.

- A antiga república agora virou casa de família. Agora moro com minhas irmãs, Lu e Má, o Rafa, marido da Lu, e meu sobrinho Ernesto de três meses.

- Minha velha cama comprada num brik, logo que eu mudei prá Floripa, deu lugar a uma cama box. Tô chique até prá dormir!

- Minha cachorra Nininha morreu e agora, a Soninha, sua irmã e parceira desde que eram zigotos dentro da mamãe parece estar ficando doida. Quase não me reconheceu quando cheguei.

-As duas cachorras de minha tia vão embora. Agora serão só duas cachorras problemáticas e um gato. Minha mãe já pensa em mudar prá uma casa menor.

- A Sala Verde tá diferente, a Clarice passou num concurso e foi prá Porto Alegre e eu não sei onde vou trabalhar agora.

- Tô tendo que me virar sem meu computador até resolver o caso da mochila extraviada em Uyuni. O computador tá comigo, mas a fonte de alimentação tá lá na mochilinha da Usach.

- O Restaurante Universitário foi alvo de protestos liderados pelo DCE e está melhorando o cardápio com boas chances de incluir opções vegetarianas até o ano que vem. Só porque eu tô saindo...

- O UFSCão mais famoso, Catatau, morreu. Ele tinha até uma coluna no Canudo, o jornal do DCE. O movimento estudantil fica mais triste sem ele.

- A pizzaria que era referência de onde moro em Floripa mudou de nome! De Chico Toucinho para Chico Trindade. Ainda não sei o motivo. Mas, talvez o dono tenha se desiludido com o Francis Bacon...

- Sinto falta do wireless e da água quente na torneira da cozinha. Essa mordomias só no El Punto.

- Uma Foca sente falta da agitação da galera do El Punto. Eu também, disse a ela, mas ela não me ouve mais, só fica cantando: Hago este llamado para que tu vuelvas...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Feliz!!!

Eu pensei que fosse estranhar mais as coisas na volta à ' vida real'. Que fosse achar entediante, chato, monótono, mas não. Tô feliz.

Feliz de andar na rua sem que fiquem me olhando como um animal de zoológico, feliz de encontrar papel higiênico no banheiro da universidade, feliz de poder tocar os livros na estante da biblioteca, feliz de respirar ar puro e fresco do litoral, feliz de entender tudo o que me dizem, feliz de me sentir mais um na multidão. Nunca pensei que fosse ser tão feliz por essas coisas tão simples!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

De volta à rotina: primeiro dia de aula na UFSC

Hoje à tarde tive minha primeira aula: Jornal Laboratório Zero, com o professor Jorge Ijuim. A disciplina é pesada, temos que produzir quatro edições do jornal em quatro meses fazendo de tudo, reportagem, edição, editoração e diagramação. De quebra a distribuição também, porque isso nunca é levado em consideração pelo edital de contratação da gráfica que imprime o jornal, então sobra para quem quer ajudar.

Depois da aula passeei pela UFSC, revendo meus lugares favoritos e redescobrindo mudanças em outros. A biblioteca com os livros ali à disposição de dedos curiosos, coisa que na Universidad de Santiago é simplesmente impossível. Os jardins e as praças amplas em frente ao CCE, o departamento de Jornalismo, com os colegas, os professores, as paredes brancas e os barracos de sempre.

Estar de volta é muito bom!

sábado, 1 de agosto de 2009

Uyuni, terceiro dia em meio ao salar


Ao lado Uma Foca na ilha de Incahuasi, 'morada inca', bem no meio do salar de Uyuni.

Como é bom estar em casa

Passei a madrugada esperando o voo de Campo Grande a Florianópolis que saiu às 3h50, com conexão em São Paulo. Às 8h20 cheguei em Floripa e vocês sabem, sou uma manteiga derretida e chorei feito um bebê quando vi se aproximar essa ilha que tanto quero. Ainda restava uma preocupação com a mochila despachada, principalmente depois de extraviarem minha mochilinha da Usach em Uyuni.

Para meu alívio foi a terceira bagagem a surgir na esteira e acho que os despachadores de bagagem tiveram dó dela porque veio embaladinha num plástico. Encontrei minha família, mi amor, mas ainda não meu cães porque na segunda já volto prá rotina e não dá tempo de ir a Imbituba. Já matei a saudade da comida de minha mãe, feijão, mandioca, farofa, tudo tem gostinho de casa, mas parece que falta alguma coisa.

Hoje vi no Facebook que muitos da Família El Punto ya estão em casa. Saudades, mesmo. A bandeira chilena llena de firmas está já em um lugar especial na casa, para que sempre recuerde los buenos momentos.