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sábado, 4 de fevereiro de 2012

sábado, 1 de agosto de 2009

Como é bom estar em casa

Passei a madrugada esperando o voo de Campo Grande a Florianópolis que saiu às 3h50, com conexão em São Paulo. Às 8h20 cheguei em Floripa e vocês sabem, sou uma manteiga derretida e chorei feito um bebê quando vi se aproximar essa ilha que tanto quero. Ainda restava uma preocupação com a mochila despachada, principalmente depois de extraviarem minha mochilinha da Usach em Uyuni.

Para meu alívio foi a terceira bagagem a surgir na esteira e acho que os despachadores de bagagem tiveram dó dela porque veio embaladinha num plástico. Encontrei minha família, mi amor, mas ainda não meu cães porque na segunda já volto prá rotina e não dá tempo de ir a Imbituba. Já matei a saudade da comida de minha mãe, feijão, mandioca, farofa, tudo tem gostinho de casa, mas parece que falta alguma coisa.

Hoje vi no Facebook que muitos da Família El Punto ya estão em casa. Saudades, mesmo. A bandeira chilena llena de firmas está já em um lugar especial na casa, para que sempre recuerde los buenos momentos.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Tren de La Muerte

O trem saiu da Estação de Santa Cruz de la Sierra exatamente às 12 horas de quinta-feira, 29. Primeira viagem de trem e elegi el Tren de La Muerte, na versão full - parando em todas as estações - e atravessa o pantanal para chegar em Puerto Quijarro, perto de Corumbá, Brasil, às nove horas de sexta-feira.

Não foi entediante, como dizem, ouço e vejo tudo e vou aprendendo sobre as pessoas e as coisas da Bolívia, este país tão diferente. Além de ver o sol se pôr com os belíssimos pássaros pantaneiros se recolhendo em seus ninhos, ver também o sol nascer em um colorido fantástico nessas terras.

A ferrovia que leva el Tren de la Muerte matou muitos trabalhadores para que ficasse pronta e daí traz seu nome. Assim como a Madeira-Mamoré no Brasil, as doenças endêmicas foram as principais responsáveis pelas mortes.

Durante a viagem, entram bolivianas e bolivianos vendendo comida, refresco, quinquilharias, algumas crianças também. Café brasilero, salteña boliviana, limonada, empanada de pollo, pollo asado, al horno, tudo o que se imaginar de comida e quitutes.

De vez em quando o trem pára, dá um tranco, incorpora ou deixa um vagão, troca de locomotiva. É uma serpente em trilhos que vai marcando a vida de los pueblos que se espalham pela ferrovia.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Tour Salar de Uyuni - três dias no meio do nada

Quando saímos de San Pedro, no sábado, dia 25, estávamos em 28 turistas pela Agência Atacama Mística. Saímos em um microônibus enquanto toda a bagagem ía em uma van. Paramos na aduana chilena, onde encontrei um grupo de uns 30 brasileiros que viajavam juntos. A bandeira de Santa Catarina colada no abrigo que usavam como uniforme me animou a perguntar se eram de Floripa. Eu puxei assunto em português e parecia que há séculos não falava.

É uma sensação muito estranha. Fui falando devagar, entranhando minha própria língua, tinha de pensar para encontrar as palavras. O grupo era de Joinville e estava na estrada percorrendo de ônibus vários países da América do Sul. Cada país que visitavam ganhava uma bandeirinha nos abrigos.

Os trâmites chilenos foram demorados. Apresentei meus papéis e meu RUT com o passaporte e como meu visto ainda tinha validade para mais três semanas, foi carimbado de forma a permitir minha volta. Fiquei imaginando como seria voltar, mas naquele instante era eu e eu mesma e não podia ficar alimentando sonhos. Voltei rápido para o micro, sempre preocupada com minha bagagem composta de três mochilas que carregavam tudo de mais importante que eu podia ter.

Seguimos para a aduana boliviana, sempre subindo por cerca de uma hora e meia. São Pedro e as paisagens incríveis íam ficando para trás. Os chilenos do micro conversavam animados, parecia um grupo grande de amigos viajando juntos. Sem vontade de puxar papo, botei meu MP3 e fui escutando a trilha sonora da minha despedida: The Call, de Regina Spektor, e This Is Home, da banda Switchfoot.

A letra de The Call diz: "Você vai voltar, quando eu te chamar. Não precisa dizer adeus". E a de This Is Home: "Eu procurei por um lugar para mim. Agora eu o encontrei. Este é meu lar... Isto ainda não acabou. Nós somos um milagre e não estamos sozinhos".

El Punto representa mais que uma moradia temporária, representa a casa da nossa família, de brasileiros, espanhóis, vascos, chilenos, argentinos, paraguaios, alemães, franceses, venezuelanos, panamenhos. Meus irmãos e minha família para sempre.


Enquanto via o deserto sem fim do Atacama e escutava as músicas, ía lembrando os momentos incríveis e as pessoas especiais que fizeram parte da minha estadia no Chile. Não há palavras que definam o que foi tudo isso.

Bolívia nas alturas
A burocracia na boliviana foi mais rápida. Ao chegar peguei os papéis com o guia do agência e fui prá casinha da aduana rapidinho para não ficar muito atrás na fila. Os oficiais mal olhavam os papéis, carimbavam e passavam para o próximo.

Com os papéis carimbados, fui para o lugar onde estavam estacionados os quatro jeeps da agência. Tentei resgatar minha mochila grande que estava afogada em meio às outras bagagens e tudo o que consegui foi estourar um dos cabos, tão facilmente que parecia que estava podre. Puta la wea, chinguei. E com ajuda de outro brasileiro que estava no grupo, consegui abrir espaço para puxar o mochilão. Felizmente tinha fita silver tape e vedei o buraco do jeito que dava.

Dei por falta da mochilinha da Usach - parecia uma premonição - e fui encontrá-la ainda dentro da van. Quase que levam ela de volta a San Pedro porque estava camuflada com uma capa de chuva preta toda empoeirada. Tomei café com pão redondo chileno - aquele que parece um pão sírio - e queijo. Comi bastante sem nem me preocupar com a puna. Já eram 11 horas da manhã e pelo jeito o almoço não seria pontual.

Na aduana boliviana já ficaram três, pela puna, o mal da altitude. Eram justamente três brasileiros. Assim, seguimos em 25 mais os motoristas em quatro jeeps Toyota 4X4. E logo eu ía entender porque eram necessários os 4X4.

O grupo era formado por 16 chilenos, duas alemãs, duas holandesas, três ingleses, uma australiana e euzinha que sobrei de brasileña. A mim me tocou ficar em um jeep com mais cinco chilenos. Melhor assim, porque se eu fosse com os gringos, não ía ter muito o que conversar já que meu inglês se encontra um tanto enferrujado.

No meio do nada e sem estrada
No início do tour, a gente passa por lagunas e um geiser com piscinas de águas termais. Vai se passando uma sucessão de paisagens, uma mais incrível que a outra e estrada? Nenhuma. Se os motoristas não conhecem o trecho se perdem no meio do nada. Porque na maior parte do caminho nao tem ruta.

E tem trechos que eu sinceramente pensava que o nosso motorista, um boliviano muy buena onda chamado Agapi, estava equivocado em tentar passar. Mas, a gente seguia, ouvindo música boliviana de duas fitas cassete, que junto com outra de música anos oitenta eram as únicas disponíveis.

A primeira parada é na Laguna Blanca. Vejo as fotos que tirei e penso que realmente não fazem jus ao espetáculo que é aquele lugar. A laguna é branca por causa dos minérios que descem das montanhas e pelo gelo que se forma na superfície. Dá prá caminhar por sobre a laguna nos trechos congelados. Escorregadio, mas muito interessante ver o movimento de ondinhas congelado e com um pozinho do deserto grudaod na parte mais superficial do gelo.

Havia muito animais em volta do lago, flamingos, llamas, pássaros. Cliquei todos eles exaustivamente até ver que todos já estavam indo para os jeeps.

Muita gente foi sucumbindo à puna ao longo do primeiro dia e às cinco da tarde quando chegamos ao primeiro hostal, um alojamento em frente à laguna colorada, para almoçar e jantar em um intervalo de três horas (houve um ´pequeno´atraso no almoço), alguns preferiram dormir a comer.

Eu tava bem, minha puna foi toda no dia das Lagunas Altiplânicas e já estava acostumada à altitude, apesar de me faltar fôlego para dar dois passos. A primeira noite foi sem banho, não tinha água quente no hostal, e enfrentamos temperatura de -20 graus. Eu que não tinha saco de dormir, fiquei preocupada, mas aí os que não precisavam, me passaram seus cobertores, vesti toda a roupa de frio que tinha e fui dormir sem poder me mover, de tanta roupa, e com a respiração ofegante porque faltava ar até prá dormir.

Nos próximos posts, ponho as fotos que não estou conseguindo baixar nessa lan house e conto mais detalhes.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Em Uyuni

Chegamos em Uyuni com algum atraso, porque o nosso jeep teve que parar em Colchani para comprar combustível, já que os outros jeeps tomaram emprestado do nosso e agente ficou sem. Mas, tudo certo, o tour foi sensacional, o salar, as lagunas, o deserto, tudo incrível! Bom, agora vou a Sucre, saio as 19 horas daqui de Uyuni. Detalhes do tour e fotos depois.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Geiseres del Tatio

Nos levantamos as 3h30 da manhã para esperar o micro da agência para ir até os Geiseres del Tatio. Não tinha água e a cozinha estava trancada. Tivemos que escovar os dentes com água mineral na canequinha. Mais tarde já no bus, soubemos que isso se passou com todos, porque a água em San Pedro é cortada às 10h da noite.

Tava muito, mas muito frio, e mesmo com a calefação do ônibus ligada a gente sentia os pés congelados. Para minorar os efeitos da altitude, o guia nos recomendou dormir até chegar ao Geiser. Não consegui sono e no início da subida já comecei a sentir o mal da puna. Nem pensei duas vezes, peguei as oito folhinhas de coca e botei no fundo da bochecha, revirando de vez em quando para extrair o sumo.


Assim, quando chegamos ao geiser do vulcão Tatio, a 4300 metros de altura (San Pedro está a 2300m), estava bem. Ao amanhecer que percebi que o suor das janelas do ônibus estava congelado e isso com a calefação ligada! Chegamos com o sol já de pé, porque o ônibus era muito grande para a estrada que estava toda ondulada e além disso, teve problema com os amortecedores.

Pelo menos o guia compensava com bom humor e explicou tudo sobre as fumarolas, a formação dos Geiseres, teorias a respeito, acidentes que aconteceram ali, as cordilheiras que cercam o campo geotérmico, animais que vivem por ali. Mesmo assim, tivemos só 20 minutos para nos banhar na piscina de água quente ou recorrer as fumarolas maiores.
Eu queria fazer os dois, mas não dava tempo. Me chamou atenção que pelo frio intenso, a água que sai fervendo das crateras, congela poucos metros depois. É lindo de se ver, mas eu nem sentia mais meus dedos de tanto frio.

Ao sair do parque, passamos por vicuñas, que são como veados, animais silvestres dessa região. Também encontramos outros bichos no caminho do pueblo de Machuca, que vive ali há 4 mil anos. Na volta mais vicuñas e o cardone, um cactus gigante que era usado como madeira. De fato o teto da Igreja de Toconao e a portinhola do campanário da vila são feitos com cardone. Hoje o cactus é protegido, mas foi quase extinto.

Dessa vez eu me senti bem o passeio todo, mas muita gente se sentiu mal pela altitude e se notava pela palidez. Ofereci minhas folhinhas de coca, mas não adiantou muito. Belén e Mariano decidiram mudar suas passagens e ir embora hoje, porque Belén está com sinusite e não se sente bem. Eu sigo até Bolívia e depois Brasil. Hasta!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Laguna Cejar

Fomos ao Tour Laguna Cejar, onde se pode ver as lagunas mais próximas de San Pedro. Antes de vir a San Pedro, queria fazer esse tour de bicicleta. Mas, quando contratamos o tour, ficava mais barato fazer um pacote de quatro tours que contratar só dois e alugar bicicletas.

Bom, e depois do mal da altitude - chamado aqui de mal da puna -, achei que foi melhor contratar mesmo, porque a cada dia é a vez de um não se sentir bem e assim a gente não ía ter pique de pedalar 20 Km com frio e vento intenso.


Saímos em direção à primeira laguna do tour e logo vi que o passeio não tava prá mim. Quando chegamos à última, a Cejar, a confirmação, o guia disse que eram 20 minutos para fotos e depois tomar um Pisco Sour ao pôr do sol. Ora, troquei o Pisco por mais fotos, por supuesto, e acabei atolando meu pé na lama salgada do lago.





O que não gosto nesses tours é bem isso, você não pode ficar o quanto quiser, tem que respeitar a porcaria do horário. Afora que a natureza aqui não nos está favorecendo, muito vento, muita neve, sem nuvem no céu. Ou seja, as famosas fotos de reflexo na água ficam prá próxima. Mas, mesmo assim tá dando prá fazer um álbum legal.

De deserto nao tem nada

O Atacama é um deserto muito diferente. Riquíssimo em paisagens impressionantes. Chamar simplesmente de deserto, do jeito que imaginamos, é um reducionismo porque tem de tudo aqui. Há lagunas, salares, montanhas imensas e até neve.

Ontem fomos ao Salar de Atacama e íamos as Laguna Altiplanicas. Digo íamos, porque a neve nos impediu de seguir o caminho até lá, faltando 25 Km para chegar.

Isso a uns 3500 metros de altitude. Sobre o tour completo falo depois, porque já escrevi tudo, só que nao tenho aqui agora para postar.

O Salar é incrível e eu queria ficar lá mais tempo, mas tour pago é isso, um pouquinho em cada lugar e nao tem conversa. Já no pueblo de Socaire, onde paramos antes de seguir para a laguna, comecei a me sentir mal, a altitude, acho. Fiquei mal até a volta e quando fomos visitar as lojas de San Pedro, depois que voltamos, comprei umas folhas de coca e a dona da tenda me ensinou a usá-las.

Foi o melhor remédio, em minutos estava bem. A folha de coca é um remédio aqui, muito usado para os males da altitude e ao contrário do que pensam os preconceituosos, nao dá barato nao.

Hoje vamos a Laguna Cejar, onde espero finalmente ver uma laguna de perto, hehe.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

San Pedro con harta arena!

Chegamos en San Pedro ontem a noite enos alojamos na Casa del Sol Naciente, um hostal muito rústico, que vi nas indicaçoes dos mochileiros.com.

Gostei do lugar, mas é pra gente sem frescura, porque nao tem luxo, só mesmo uma cama pra dormir, tres banheiros compartilhados com água quente (até que se corte a água e a luz - o que ocorre em toda a cidade, numa espécie de racionamento) e uma cozinha chiquita.

Hoje levantamos as oito horas, desayunamos e saímos a recorrer el pueblo. O objetivo central era pesquisar passeios nas agencias de turismo e aluguel de bicicletas para os lugares mais perto. Pesquisamos e negociamos harto e fechamos um pacote de quatro tours com a Atacama Connect, que saiu por $55.000 chilenos.

Assim saímos as tres da tarde para o Valle de La luna, Valle de La Muerte, Tres cuevas e outras coisas no caminho. Tava ventando muito e ao final estavamos com areia até o pensamento. Minha camera deu uma travada básica devido a areia, mas acho que se recupera, mas devido a isso, hoje nao tem fotos.

Na subida da duna central para ver o por do sol no Valle de La Luna, quase que nao chego. Era tanta areia que nao conseguia deixar os olhos abertos, e andava um pouco parava e cobria o rosto com o casaco. Bom, o casaco de snowboard provou sua força e protegeu bem.

Uma Foca foi comigo, mas nem quis tirá-la do casaco. Fiquei com medo de que voasse. Aqui en San Pedro as coisas sao muito caras. A internet é $800 a hora.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

En La Serena

Estou em La Serena em uma Lan House na calle Cienfuegos, por isso nao reparem na falta de pontuaçao nas palavras. Chegamos hoje bem cedinho, as 6 da manha, tomamos café com o bolo que o Eduardo fez ontem e esperamos até as sete e meia para guardar a bagagem no guarda-volume.

Saímos com destino ao centro, porque nao havia serviço de informaçoes funcionando na rodoviaria. A cidade é bem pequena e tres quadras depois encontramos um mapa.

Tirei foto dele e fomos nos guiando pela Plaza de Armas, Centro Histórico, Faro Monumental, onde molhamos o pé na água mega gelada do Pacífico, e depois voltamos até o Mercado Central, esse aí da foto (as moedeiras que tenho na mao dizem: La Serena. A Belén e o Mariano compraram empanadas, e procuramos uma praça prá almoçar.

Depois fomos ao Museu Arqueológico - super legal - e ao Mirador Santa Lucia. Agora vamos comprar comida no supermercado, porque pegamos o ônibus para Antofagasta as 21 horas e devemos chegar amanha lá pelas 11 horas. Assim é melhor nos abastecer para a viagem de 14 horas. Ufa!

O dia foi cansativo porque a gente tá aproveitando muito!!! Tá super frio, nao tirei meu casaco de snowboard todo o dia, mesmo caminhando muito. A cidade nos encantou, é tranquila e cheia de edifícios históricos.

Próxima parada: Antofagasta e para o norte e além!!!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Roteiro de viagem na Bolívia

Depois de deixar San Pedro, sigo para Uyuni na Bolívia com agência. São três dias de tour pelo salar, 25, 26 e 27 de julio. Depois de Uyuni a ordem é a seguinte:

1. Potosí - 27 de julio, martes
Uyuni a Potosí, salida el 27 de julio por la noche de Uyuni a Potosí, de bus (6 a 8h de viaje).
Potosí é uma das maiores cidades da Bolívia e é Patrimônio Histórico da Humanidade.
Paseo: Centro histórico
Comprar passagem para Sucre ou direto a Santa Cruz de la Sierra.

Hostal se for necessário:
Casa de Huéspedes Maria Victoria, C. Chuquisaca 148.
Hotel San Antonio, C. Oruro 136, fone 6223.566.
Hostal Felimar, C. Junin 14, fone 6224.357


2. Sucre - Dia 28 de julio - miércoles
Sucre é vista como a cidade mais bonita do país.
Paseo: Casa de la Libertad, donde se firmó el acta de Independencia de Bolivia el 1825, la catedral Metropolitana construida el siglo XVII que alberga la famosa Virgen de Guadalupe. Museo de Tejidos Indígenas ASUR, recuperando el rico legado de las culturas Jalq'a y Tarabuco. Iglesia-museo de La Recoleta, con una linda vista de la ciudad.

Se for necessário hostal:
Hostal San Francisco, Av. Aniceto Acre, 191, fone 6452.117
Salir por la noche, 28, de Sucre a Santa Cruz (14 horas de viaje)


3. Sucre a Santa Cruz - Dia 29 de julio – jueves
Llegada en Santa Cruz de La Sierra por la mañana del jueves, 29 de julio. Comprar pasage del tren de La Muerte ya.

Noche, 29 de julio, en Santa Cruz:
Hostal Ambar Backpackers
Mercado # 554, entre av. Cañoto e Isoso, Santa Cruz
site

Backpackers Santa Cruz Hostel
Calle Monseñor Salvatierra # 555, Santa Cruz de la Sierra, Bolivia
Tel.: +591 3 3120033
Fax: +591 4 6440889
site

Paseos:
- La Plaza Metropolitana 24 de septiembre: Alrededor de la plaza principal 24 de septiembre se levantan edificaciones de estilo colonial. Allí se encuentra la Casa de la Cultura, la Prefectura Departamental, la Alcaldía Municipal, la Catedral Metropolitana, museos y salones de exposición.
- El Museo Etnofolklórico: Ubicado en el Parque El Arenal, es una colección que contiene valiosas muestras del folclore local.


4. Santa Cruz de la Sierra a Puerto Quijarro (Tren de la muerte - 17 horas de viaje)
Dia 30 de julio – jueves, 16h30
Tren de la muerte: EXPRESO ORIENTAL - Sale en martes, jueves y domingo a las 16h30 - Súper-Pullman - (127 bolivianos - uns 40 reais) llegada: 8h40min de viernes, 31 de julio en Puerto Quijarro. De Puerto Quijarro a Corumbá es muy cerca, se puede tomar un bus o taxi.


5. Corumbá - Campo Grande - 427 km (aprox. 6 horas)
Em Corumbá comprar passagem para Campo Grande. Se tiver um restaurante com um feijãozinho bem brasileiro, almoço bem em Corumbá e compro a passagem prá sair às 13 horas.
Os horários são esses: 06:30 08:00 11:00 13:00 15:00 18:00 23:00 23:30 23:59
Corumbá de ônibus Andorinha até Campo Grande

6. Campo Grande, MS
Chego na rodoviária de Campo Grande às 19 horas do dia 31 de julho.
Andorinha Estação Rodoviária
Rua Joaquim Nabuco, 200 - Amambaí
Campo Grande - MS, 79008900
(0xx) 67 3382-3710

Rota de carro da Rodoviária para Aeroporto, Campo Grande - MS
8,1 km – aprox. 18 minutos

7. De Campo Grande a Floripa: Voo 1219 até São Paulo (Congonhas), sai de Campo Grande às 3h50min do dia 1 de agosto. Conexão em São Paulo, Voo 1284 até Floripa. Chego às 8h10min do sábado, 1 de agosto.

Roteiro de viagem rumo ao norte do Chile e Bolívia

SALIDA: 16 DE JULIO, jueves 23h20min

1. Santiago - La Serena - 444 Km (8h30 de viaje) - Tur Bus
Sai de Santiago 23h20min, chega na manhã de 17 de julio em La Serena
Um dia em La Serena
El centro urbano de La Serena cuenta con interesantes atractivos de índole cultural, arquitectónico, artístico y de esparcimiento. Un city tour por la ciudad transporta a sus visitantes a través del tiempo al visitar su Plaza de Armas, iglesia catedral, museos, iglesias, parques y su Faro Monumental – ícono indiscutido de La Serena.
Sai de La Serena a noite, 17 de julio, chega de manha em Antofagasta, 18 de julio


2. La Serena - Antofagasta - 830 Km (15 horas) Pulmman Bus
Chega na manhã de 18 de julio em Antofagasta
Hostal Casa El Mosaico
Padre Hurtado C-18, Antofagasta
Paseos: Ruinas Huanchaca, Oficinas Salitreras e Monumento Natural La Portada

Noche 18 a 19 de julio - albergue Casa El Mosaico
19 de julio - 9h bus para Calama

3. Antofagasta - Calama - 213 Km (4 horas) - 19 de julio - domingo
Um dia em Calama
Paseos: Minas de cobre y ciudad
A las 18h 30min - Bus para San Pedro -

4. Calama - San Pedro de Atacama - 95,3 km (1 hora 45 minutos)
Llega día 19 a las 20:30h
Hostal Casa del Sol Naciente nos busca en el rodoviario
Noches: 19, 20, 21, 22, 23,
Belén y Mariano vuelven a Santiago el viernes, 24 por la noche para Santiago
Yo: Noche, 24 en San Pedro,
25/ 7, sábado - Agencia de Viaje para Uyuni, Bolívia, tres dias, 25, 26 e 27 de julio, de tour por el Salar de Uyuni.



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PS: Não vou ter acesso sempre à internet, então pode ser que o blog fique sem atualizações.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Valparaíso e Viña del Mar

Antes de partir para o norte, não podíamos deixar de visitar Valparaíso e Viña del Mar, cidades que ficam a uma hora e meia de ônibus de Santiago. Viña é cidade de praia, ponto certo para veraneio, e Valpo é porto, uma grudadinha na outra. Fomos em sete: Belén, Mariano (namorado da Belén que chegou anteontem), Nath, Camila, Aitziber, Pauline e eu.

Percorremos as duas cidades a pé. Em Viña fomos ao Castillo Wollf, Reloj de Flores e vimos a praia Caleta Abarca, mas não rolou de molhar o pé porque tava frio e ninguém queria passar o dia com o pé molhado.

Em Valparaíso, enquanto as meninas almoçavam num restaurante de frutos do mar, Belén, Mariano e eu almoçamos na rua mesmo, com sanduíches que fizemos em casa, assim pudemos curtir o porto e um museu subterrâneo, onde se pode ver os primeiros molhes do porto, na Plaza Los Heroes.

Também deu prá pegar uma homenagem da Marinha Chilena a um marinheiro brasileiro, com direito a bandeira hasteada com hino nacional.

Também subimos o encensor Artilleria, um dos onze que tem na cidade, que sobre um morro do qual se tem uma ótima vista e o museu naval lá no alto. Depois de pegar um microbus e percorrer as ruazinhas íngremes e tortuosas de Valpo, encerramos o passeio na Casa La Sebastiana, uma das três casas de Pablo Neruda no Chile.

As casas do Neruda foram contruídas em formato de barco, com decks e decoração feita com partes de navios mesmo. A Belén gosta muito de coisas do mar, porque seu pai é marinheiro e ela convive com navios e histórias de mar desde criança.

Eu aprendi a gostar do mar em Imbituba, depois de grande mesmo, e gostei das casas, apesar de parecer tudo muito montado e artificial. Desde que visitou o La Chascona, a casa do Neruda aqui de Santiago, Belén duvida que ele tenha mesmo sido comunista.




segunda-feira, 6 de julho de 2009

Planejando vacaciones

Reservas feitas, passagens compradas, roteiro pronto, vamos mochilar! O roteiro é o seguinte:

En Chile:
Santiago - La Serena - Antofagasta - Calama - San Pedro

En Bolívia:
Uyuni - Potosí - Sucre - Santa Cruz - Puerto Quijarro

E finalmente, terrinha amada:
Corumbá - Campo Grande - Floripa

Detalhes só mais tarde que a parte da Bolívia ainda está meio desarrumada.

domingo, 31 de maio de 2009

Dia do Patrimônio Histórico

Hoje foi dia do Patrimônio Histórico no Chile, todos os museus e casas de culturas estavam abertas para visitação com entrada gratuita. E o povo corresponde, as ruas do centro, onde fica a maior parte dos prédios culturais estavam cheias de gente. Tinha até um palhaço controlando o trânsito na frente do Museu de Bellas Artes, olha só na foto.

No El Mercurio: Día del Patrimonio atrajo a más de 200 mil personas

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Arte en metro

O trocadilho é válido porque aqui arte se vê em cada metro do metrô.

O metrô de Santiago concentra muita cultura. Tem painéis feitos por artistas plásticos, esculturas e centros culturais por todas as linhas. As obras de arte aparecem em cartões postais. E também rola eventos interessantes.

A passagem custa $460 no horário de pico (punta) e $400 no horário normal (vale), com várias conexões entre linhas. Dá prá ir longe de metrô.

No site do metrô se pode ver o mapa das rotas, os eventos culturais patrocinados pelo Metro, alguns deles realizados nos centros culturais que se espalham pelas estações.

Metro também é cultura!

sábado, 25 de abril de 2009

Tour Básico Santiago - turismo no Chile :)

Com a mama aqui, hoje fomos fazer o Tour Basic por Santiago. Ou melhor, parte dele, porque é muita coisa prá se ver nessa cidade. Almoçamos no Mercado Central, fomos até a Plaza de Armas, onde vimos os prédios antigos do Correio e da Catedral de Santiago, entramos na Catedral, que começou a ser construída em 1748 e é muuuito linda. Depois fomos andando por la calle até o Palácio del Gobierno, La Moneda. No caminho vimos a Bolsa do Comércio e outra carrada de prédios históricos, que aqui tem de monte.

Fechamos o tour no setor de artesanias do Cerro Santa Lucia, na etapa um do tour basic Santiago, hehe. Depois ponho as fotos e conto os detalhes. Hasta!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Passeio por las calles

Com o feriadão, as ruas ficaram desertas. Bom para um passeio por las calles. Fui de metro até a Estación Universidad de Chile e comecei meu passeio. Fui sem câmera, para não chamar muita atenção, as fotos ao lado são do celular (dá prá ver pela falta de qualidade, hehe). Subi o Cerro Santa Lucia, um morro de importância histórica, foi dali que Pedro de Valdívia fundou a cidade de Santiago em 12 de fevereiro de 1541.

As escadinhas vão até o topo, onde fica uma capela e o sepulcro de Benjamín Vicuña Mackenna, historiador e intendente de Santiago de 1872 a 1875, que realizou melhorias no cerro, como as escadinhas, as praças e a capela.















Como as escadinhas são dessa época, você imagine o quanto são difíceis de galgar. São irregulares, feitas de pedra e por isso muito lisas. Eu escorreguei uma três vezes e vi outros visitantes deslizando escada abaixo, hehe. Dá prá chegar de carro até uma das muitas pracinhas, mas o resto é no dedão mesmo. Em todo lugar se vê placas como essa ao lado, alertando do perigo de se seguir por determinado caminho.

A parte de baixo é muito bonita, eu já havia estado lá com a Belén para tirar fotos. Há uma caverna com tendas de artesãos de etnias indígenas. Em frente ao Cerro, do outro lado da Avenida Libertador Bernardo O`Higgins, fica uma feira de artesãos, com produtos locais variados, roupas de lã de alpaca, acessórios de couro, objetos e jóias de lápis lazuli, prata e cobre. Tem até uma lojinha abarrotada de mapas, livros e quinquilharias antigas.

Depois continuei meu caminho, decidida a ir até o Mercado Público. Não é tão longe, fui pela calle Ahumada, um passeio exclusivo para pedestres e bicicletas. Na Plaza de Armas, tinha dois carinhas de estátua viva fazendo palhaçadas com os transeuntes que se aglutinavam para ver.

Dali fui para o Mercado que é bem grande e estava lotado. Há vários restaurantes especializados em pescados e mariscos disputando lugar com as próprias peixarias, numa cena no mínimo, exótica. O cheiro, ou melhor dizendo, fedor de peixe, impregna na roupa, embora eu só tenha passado uns 10 minutos lá dentro.

Quando peguei a calle San Pablo para voltar prá residência, lembrei que anteontem tinha visto um sebo na calle Compañia de Jesus. Passei por lá para dar uma olhada. O lugar lembra aquela livraria que aparece nos filmes de Harry Potter, apinhada de livros e outras quinquilharias antigas empoeiradas. Tem também um café, toca música folclórica o tempo todo e o dono é muito simpático. O sebo fica aberto de segunda a segunda e é perto da esquina com a calle Maturana, em frente a uma praça.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Viaje, viaje, viaje

Vamos aproveitar o feriado e ir para o sul conhecer um pouco da região dos Lagos, Araucania. Hoje a noite partimos em bando para Pucón, a 700 Km ao sul. Se dermos sorte conseguimos ver o vulcão Llaima ainda em erupção. No albergue que vamos ficar tem internet.

Na região onde está o volcán, foi declarada emergência nas áras agrícolas das localidades de Lonquimay e Curacautín, da Provincia de Malleco; de Cunco, Vilcún y Melipeuco, da Provincia de Cautín. O problema nao é a lava, são os sedimentos de neve, rocha e cinzas que aumentam o fluxo dos rios. As autoridades cercaram a área e não dá prá chegar muito perto.

Segundo o diário La Segunda, `en Chile hay más de 2.000 volcanes, de ellos unos 125 son considerados geológicamente activos y cerca de 60 han tenido algún tipo de actividad eruptiva histórica en los últimos 450 años´. (datos del estatal Servicio Nacional de Geología y Minería, Sernageomin)

segunda-feira, 23 de março de 2009

Um lugar para viver

Um colega do Jornalismo da UFSC pediu um auxílio a todos os colegas que conhecem Santa Catarina para indicar lugares legais de se visitar. Para ajudá-lo, enviei um pouco do que sei sobre a Zimba:

Imbituba tem vários lugares legais para ir. Começa pela trilha ecológica do Farol, no canto da praia da Vila, Centro, perto do porto. O projeto foi desenvolvido em parceria com a UFSC. É uma trilha leve, com alguns trechos pesadinhos, de mais ou menos 1h 30min contornando o morro do farol, de onde se tem uma vista esplendorosa do mar, do porto e arredores.

Também tem o Museu da Baleia na praia do Porto, no meio da vila dos pescadores. O Museu é um prédio antigo preservado exatamente como era na época da caça à baleia, inclusive com os instrumentos que se utilizava. Tem também fotos antigas dessa atividade e se der sorte se encontra algum dos pescadores antigos que viviam disso. Imbituba operou a última armação (lugar onde se descarnava as baleias para extrair o óleo) do Brasil.

No mesmo ramo da baleia tem o Projeto Baleia Franca que funciona o ano todo com um QG lá prás bandas de Itapirubá. Mas, é no inverno que a ação começa. Imbituba é a capital da Baleia Franca porque elas chegam no inverno para parir seus baleotes e isso bem pertinho da praia, um espetáculo que vale a pena guentar o frio e o vento pra assistir. Sai até no Jornal Nacional.

Também tem lugares interessantes de se visitar como a igreja da Vila Nova, contruída com óleo de baleia. Mas, as atrações de Imbituba estão mesmo ao ar livre. Tem a praia do Rosa, bem badalada, a Barra de Ibiraquera com a lagoa que se abre para o mar na época de defeso e forma uma corrente de água morna, onde os visitantes se banham tranquilamente.

Tem muita onda prá surf - o canto da praia da Vila recebe todo ano a etapa brasileira do campeonato mundial de surf, WCT; vento para windsurf - Ibiraquera recebe a etapa brasileira do campeonato mundial de windsurf e é apontada como a melhor praia do mundo para a prática, devido aos ventos constantes; e dunas na Ribanceira e em Itapirubá.

Se você acha que praia é qualquer lugar com areia e água salgada, nem venha prá Imbituba, porque as praias aqui são bem mais do que isso. São tranquilas, limpas, sem prédios horrorosos tapando o sol ao entardecer, sem poluição, nem barulho de baladeiros chatos. É um paraíso.