terça-feira, 31 de março de 2009

Todo dia é dia de revolução na Usach

No final da semana passada nos avisaram que talvez fosse perigoso ir para a aula na segunda-feira. Isso porque seria um dia de protestos, que por aqui são comuns. Bom, chegou a segunda, fomos às aulas, passou a segunda e nada demais.

Mas hoje, enquanto eu estava na biblioteca com a Carla, intercambista da UFSCar, da Matemática, começou um tumulto na rua, pessoas correndo e os funcionários da biblioteca correram para fechar todas as janelas, grades e portas.

Vimos, pela janela, chegar os carabineros em seus mega camburões, caminhão de choque e tudo o mais que lembra uma operação de guerra, bem na esquina da biblioteca, de onde se via muita fumaça preta das bombas lançadas por manifestantes encapuzados. Eu estava sem minha câmera, mas munida de celular, resolvi sair para registrar de perto o evento. Que nada, ninguém podia sair, a menos que fosse para o lado oposto ao confronto. E isso não me servia muito bem.

Voltei para dentro e procurei uma janela bem localizada, mas nem na janela dava prá ficar. "Es peligroso", disse um funcionário informando que se as bombas atravessam a janela podem ferir pessoas. Muito decepcionada de estar perdendo toda a emoção, tirei uma foto da janela mesmo, mas só dá prá ver um busão da polícia e um carabinero que mandava as pessoas saírem da rua.

Mas, do jeito que a coisa anda, eu não vou embora sem pegar um desses protestos!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Minha janela

Esse post eu preparei antes de vir para o Chile.
_______
Fiz um videopoema. Não era minha intenção, eu só queria filmar minha janela porque ficar deitada olhando para ela é como uma meditação e eu gostaria de me lembrar dela quando estiver no Chile. Por acaso eu estava fazendo isso ouvindo Boléro de Ravel que tem o mesmo efeito meditativo. Aí saiu isso, botei no You Tube.


Essa é minha janela.
É só um buraco na parede com duas lâminas de madeira.
Mas é minha janela.
Minha janela pode não ser importante pra você, e quem liga?
Para mim é importante pois é minha janela.
Pode ser bizarra, pode ser estranha, pode ser comum, mas é minha.
E agora posso vê-la, mas até quando poderei?
Gosto tanto dessa janela e ela não pode me acompanhar.
Ela simplesmente é.
Nada mais, nada menos, uma janela, minha janela.
E só.

domingo, 29 de março de 2009

Reggaeton made in Chile

O reggaeton é um ritmo que arrasta multidões em vários países, latinos principalmente. Para mim soa meio Calipso, meio hip hop. Pode imaginar? Se não pode, veja no vídeo abaixo. Detalhe para as moças que guapas (tá, isso foi uma ironia).

sábado, 28 de março de 2009

No lugar certo no momento exato

Eu e mi hermana, Belén fomos ao centro onde ela precisava fazer um trabalho de fotografia para a facul de Publicidade e eu ía mosquear por aí, bem a la CQC, ou não tanto. Tirávamos as primeiras fotos quando de repente um tumulto. Mulheres com megafone parando o trânsito bem próximo ao Palácio de La Moneda. Chamei a Belén e corremos para registrar o acontecimento, por supuesto.

A imprensa já estava ao redor, devem ter sido avisados com antecedência pelos manifestantes. Me misturei no meio deles com minha câmera e fui registrando. Em meio segundo choveu carabineros em cima da manifestação e dispersou todo mundo na base do cacete. E fui registrando. Confiram na sequência de fotos abaixo com legendas.

A manifestação começou no semáforo, lá no fundinho. Em seguida os carabineros já começaram a perseguir os manifestantes. Levaram a aparente líder para a viatura.










E prenderam outros manifestantes. Que se jogaram no chão em protesto.

Logo chegou o camburão-ônibus e levou todo mundo pro xadrez. A imprensa registrou tudo.

A Belén pescou umas conversas e descobriu que os manifestantes só queriam mostrar seu desagrado por não terem casas para morar. Ela chegou bem perto e tirou essa foto ótima aí do lado.

Democracia, oras. Mas, a democracia não me parece assim tão democrática no Chile. Logo encostou um puta camburão-ônibus e foram metendo todos pra dentro. Só sobrou a imprensa que ia tentando entrevistar os policias. Eu, por minha vez, tentei me juntar a eles para apurar mais informações, só que os policias tavam verificando as credenciais e entao saimos de fininho escondendo as câmeras antes que viessem atrás de nós.

Depois de um começo de trabalhos tão emocionante, saímos pelas ruas fotografando até o Cerro Santa Lucia, as lojinhas de artesanato que ficam em frente e depois fomos até a praça em frente ao Palácio de La Moneda, onde uma empresa de publicidade estava preparando um comercial da Coca-Cola.

Fotografei tudo e atravessamos a rua. Quando estavamos fotografando um monumento, um carabineiro parou Belén e lhe perguntou porque tirávamos tantas fotos. Eu tirei foto do polícia também.

Depois a Belén me disse que o cara fez um monte de perguntas para verificar se a gente era terrorista(!). Em frente ao palácio novamente paramos para as fotos e outra vez, um carabinero nos interrompeu.

Puta que pariu, pensei, não se pode tirar fotos num ponto turistico? Conversei com o guardinha que, desconfiado, perguntou zilhões de coisas, inclusive por que eu precisava tirar tantas fotos se já estava no quarto ano de Jornalismo(!).

Para que parasse de nos incomodar dei uma de turista e perguntei sobre o Centro Cultural que funciona embaixo do La Moneda. O carabinero respondeu e descemos só pra nos livrar dele.

Com toda essa repressão agora eu entendo porque os cadernos sao quadriculados. É pra todos lembrarem desde crianças como é a prisão e não saírem das regras.
Há pouco me deparei com a seguinte notícia na página do jornal diário La Segunda:

Chilenos aumentaron un 4,2 % el consumo de cerveza en 2008

Por supuesto!

Agenda de hoje

Há, tô importante né? Que nada, só que tem muita coisa prá fazer e não posso esquecer. Hoje vou sair com mi hermana Belén para tirar fotos. Ela tem de fazer isso para um trabalho da facul de Publicidade e eu vou ajudar e também tiro fotos para botar no blog e preparar os trabalhos de volta de intercâmbio, dentre os quais se inclui uma exposição de fotografias.

Também tenho que redigir sobre como a crise econômica mundial está afetando a política no Brasil. Essa foi a parte que me tocou fazer do trabalho em dupla de Orden Economico Mundial. Tomara que o Noblat e o Nassif possam me ajudar. Soube pelo Noblat que o Lula está aqui no Chile em Viña del Mar. É, presidente não tem findi não.

Hoje tô mesmo com vontade de ter uma cabine de teletransporte e passar só o sábado em Imbituba com minha família e meu namorado. O sol e a praia já deixaram de me chamar, agora estao berrando nos meus ouvidos: Venha, sol, mar, surf, venha...

E eu aqui fazendo trabalho de economia...

Bons e maus negócios

Hoje estou feliz porque fiz um bom negócio, hehe. Aproveitei uma liquidação na loja da Adidas e comprei um tênis por $12.000. Isso dá impressionantes R$48,00! Nem os tênis de marca diabo no Brasil são tão baratos. Embora eu tenha uma tendência, por vezes irritante, de anti-consumo, dessa vez comprei mesmo. E não foi só isso.

Anteontem comprei dois livros, Don Quijote de la mancha e Mi Lucha. Os livros aqui são mais caros que no Brasil. Nesses dois livros, usados, paguei $5.000 (R$20). Isso porque na hora de pagar dei aquela choradinha bem brasileira e o vendedor descontou $500. Outro muito bom negócio aqui - por sinal - é o vinho. Lógico! O Chile é um dos países que produz dos melhores vinhos do mundo. E como é produtor, os vinhos são mega baratos.

Na foto que postei ontem, aparece uma caixinha de dois litros em cima da mesa. Aquilo não é leite não! É vinho e do bom. É um Santa Helena e aqui custa, no mercado, $1.700 (R$6,50). Vem na caixinha porque aqui se bebe vinho igual ou mais que leite, heheh.

A gente aproveita essas pechinchas fora de casa, mas também tem mau negócio aqui. O pior mesmo é pegar táxi (já estou ficando repetitiva). Todos os colegas do El Punto que pegaram táxi já foram logrados de alguma forma. Mesmo os que falavam bem espanhol, como mi hermana argentina, Belén.

Aqui só peguei táxi uma vez e em grupo para voltar de La Piojera. Como o pessoal já está vacinado, negociaram o preço antes de sair e ficaram bem de olho nas notas antes de entregá-las ao motorista. É regra geral: tem que negociar o preço antes ou insistir para que liguem o taxímetro. Mas com o taxímetro ligado é melhor saber o caminho por que senão o motorista vai te levar prá passear, hehe.

Antes de terminar, tenho que dizer uma coisa que não tem nada a ver com o resto do texto: hoje encontrei brasileiros no supermercado. Foi engraçado porque estavam tentando comprar azeite de oliva e não conheciam as marcas. Deviam estar a passeio. Já é a segunda vez que encontro brasileiros que não são do El Punto. Eh povo que se espalha!

quinta-feira, 26 de março de 2009

Cocinando la ceña

Hoje não tinha aulas na Usach, porque todos os alunos são dispensados para ir a Cartagena, uma praia próxima. Como metade do pessoal não quis ir, eu inclusive, fomos almoçar no Casino deserto.

A comida estava melhor hoje, acho que porque tinha pouca gente. Perguntamos se ía ter ceña e a senhora que coordena as coisas lá disse que não, mas que ía providencias umas coisas exquisitas para nós.

Aí ela voltou com uma sacola cheia de comida! Tomates, maçãs, banana, bifes em embalagem a vácuo e pães. Muito gente fina a senhora. Nós fomos em nossas aulas de arte, eu na de Baille Folcórico Latinoamericano e as gurias na de desenho. Elas foram logo dispensadas porque não havia mais alunos e eu fiquei, porque logo que a professora soube que sou brasileira, quis conversar e me pediu para ensinar uns passos de frevo e forró. Topei, porque sei alguma coisa e acho que vai ser legal.

Depois fui prá casa e fizemos a janta. Prá completar compramos vinho Santa Helena de caixinha de dois litros. Não olhe feio não, porque aqui todos os vinhos são bons, até os de caixinha. Olha só na foto a cozinha do El Punto.

O pessoal que foi a Cartagena voltou a umas sete da noite e contaram que o lugar lá não é assim prá curtir como uma praia porque não pode entrar na água(!). Tem guardinhas cuidando e se a pessoa insiste pode até ir presa. Também não pode beber na rua, só na praia. Digo isso porque a idéia central do tal passeio é ficar bêbado na areia a tarde toda. Tem até uma folhinha de recomendações para os calouros. Amanhã coloco ela aqui prá vocês verem. Hasta!
Hoje foi um longo dia. Estudei, preenchi formulários, ouvi aulas e carreguei um livro que mais parece um tijolo na mochila o dia todo. Novidade bizarra do Chile no Universo Bizarro.

Amanhã vou às aulas de Bailes Folclóricos Chilenos e Latinoamericanos. Conto como foi ao voltar.
Hasta!

terça-feira, 24 de março de 2009

O que tem no mercado

Hoje fui retirar livros na biblioteca da Usach. O sistema é bem diferente do Brasil, os alunos não podem ir pegar os livros, tem que acessar o sistema, anotar o número da referência e entregar a um atendente no balcão. Aí a figura vai ao acervo buscar os livros. E são só quatro dias de empréstimo, podendo ser renovado para mais dois.

Aí eu peguei a referência de dois livros de economia e estratégia e fui lá. Pensei que a atendente tivesse trocado os livros porque um deles, El Proceso Estrategico, parece um livro de anatomia, tal o tamanho. Outro dia escrevo mais sobre os livros, tem muita coisa prá falar, hehe.

O almoço estava bem melhor hoje. Era sopa de feijão com macarrão, cenoura e umas salsichas boiando. Claro que as minhas salsichas passei todas prá Camila, que estava almoçando comigo. Também tinha salada de tomate com uma fatia de queijo branco e uvas de sobremesa.

Fui ao supermercado e comprei iogurtes que aqui são bem baratos. Também tirei umas fotos com o celular de certas coisas esquisitas que vi. Como o iogurte de Aloe Vera. Como pode alguém tomar Aloe Vera? Isso é babosa, uma planta que se tem que consumir com moderação. Ela tem toxidade elevada, ataca o fígado se consumida em excesso. Eu comprei uma folha de babosa aqui no mercado e vinha junto uma receita para suco. Meu, esse povo é doido de tomar suco de babosa.

Também tem iogurte de chirimóia. É bem gostoso e baratinho,
$125 pesos chilenos equivale a R$0,50. A fruta pode ser
encontrada em alguns lugares no Brasil.

E tem coisas que no Brasil estamos acostumados a ver bem baratinhos e aqui são muito caras. Como o açafrão, esse temperinho da foto abaixo. Custa $830 (R$3,25) o pacote com um tiquinho. A farinha de mandioca custa $1.398 (R$5,50) o pacote de 500 gr. Também tem pamonha! Pamonha, que eu pensei que só tivesse no Brasil. Aqui se chama Humitas e custa $2.350 (R$9,20) o pacote com quatro. Mi hermana argentina me disse que ao norte de seu país também tem pamonha, mas lá se chamam tamales.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Jornada Informativa na Usach

Hoje foi dia de Jornada Informativa para todos os estudantes estrangeiros na Usach. Os representantes dos centros estiveram lá para falar das coisas importantes que podemos fazer. Tipo as oficinas de arte. Eu me inscrevi na de Bailes Folclóricos Latinoamericanos e Chilenos.

Também tem esportes como o Andinismo, que é como chamam a escalada aqui. Eu gostaria muito de fazer, mas se choca com meu horário. Visitamos todos os centros pela manhã,

Ganhamos uns presentinhos, agenda, caderno, bóton de `cachorros` e um CD do Coral da Usach, tudo em uma sacolinha de papel bem charmosa. Uma Foca gostou do bóton.

Depois fomos almoçar no Casino. Hoje eu tirei fotos. Olha só a Vanessa e a Belén posando no bandejão. Hoje a comida não estava muito boa. O que eu comi foi isso aí: arroz e uva. A Vanessa ficou com dó e me deu as uvas dela, hehe. A sopa tava com gosto de frango, não consegui tomar.









Ao lado a foto do pátio interno do prédio de artes, com um povinho ao fundo fazendo exercício de teatro. Na foto abaixo os estrangeiros sendo muito bem recebidos na sala de dança, onde nos mostraram os trajes típicos do Chile confeccionados ali mesmo, pela dona Yolanda e outra senhora que não estava lá. E na outra abaixo, os estrangeiros guiados pelos centros. Note o jornal mural da Usach bem à direita da foto.

Um lugar para viver

Um colega do Jornalismo da UFSC pediu um auxílio a todos os colegas que conhecem Santa Catarina para indicar lugares legais de se visitar. Para ajudá-lo, enviei um pouco do que sei sobre a Zimba:

Imbituba tem vários lugares legais para ir. Começa pela trilha ecológica do Farol, no canto da praia da Vila, Centro, perto do porto. O projeto foi desenvolvido em parceria com a UFSC. É uma trilha leve, com alguns trechos pesadinhos, de mais ou menos 1h 30min contornando o morro do farol, de onde se tem uma vista esplendorosa do mar, do porto e arredores.

Também tem o Museu da Baleia na praia do Porto, no meio da vila dos pescadores. O Museu é um prédio antigo preservado exatamente como era na época da caça à baleia, inclusive com os instrumentos que se utilizava. Tem também fotos antigas dessa atividade e se der sorte se encontra algum dos pescadores antigos que viviam disso. Imbituba operou a última armação (lugar onde se descarnava as baleias para extrair o óleo) do Brasil.

No mesmo ramo da baleia tem o Projeto Baleia Franca que funciona o ano todo com um QG lá prás bandas de Itapirubá. Mas, é no inverno que a ação começa. Imbituba é a capital da Baleia Franca porque elas chegam no inverno para parir seus baleotes e isso bem pertinho da praia, um espetáculo que vale a pena guentar o frio e o vento pra assistir. Sai até no Jornal Nacional.

Também tem lugares interessantes de se visitar como a igreja da Vila Nova, contruída com óleo de baleia. Mas, as atrações de Imbituba estão mesmo ao ar livre. Tem a praia do Rosa, bem badalada, a Barra de Ibiraquera com a lagoa que se abre para o mar na época de defeso e forma uma corrente de água morna, onde os visitantes se banham tranquilamente.

Tem muita onda prá surf - o canto da praia da Vila recebe todo ano a etapa brasileira do campeonato mundial de surf, WCT; vento para windsurf - Ibiraquera recebe a etapa brasileira do campeonato mundial de windsurf e é apontada como a melhor praia do mundo para a prática, devido aos ventos constantes; e dunas na Ribanceira e em Itapirubá.

Se você acha que praia é qualquer lugar com areia e água salgada, nem venha prá Imbituba, porque as praias aqui são bem mais do que isso. São tranquilas, limpas, sem prédios horrorosos tapando o sol ao entardecer, sem poluição, nem barulho de baladeiros chatos. É um paraíso.

domingo, 22 de março de 2009

Ufa, como é bom falar com minha casa!

Engraçado como as coisas parecem se ampliar simplesmente por causa do silêncio. Silêncio é bom, mas às vezes preocupa. Basta um silenciosinho. Na hora errada significa tudo. Ou nada. E isso que é o pior: Não saber.

Quando fui à telefônica aqui perto ligar prá casa, sai chorando da cabine e embora tentasse disfarçar, o atendente percebeu e me deu um lenço. Esses chilenos são gente fina. Mas, quando a gente sente saudade de casa, não adianta muito.

Uma nota: As coisas bizarras já estão saindo no Universo Bizarro.

Vou colocar umas fotos que salvei do Orkut da Lara Rodrigues, nossa colega brasileira do El Punto. São de La Piojera, o barzinho. À esquerda, mi hermana, Belén, Michel, el cantante chileno Eliseo Guevara, Yo, Carla e o gaiteiro que não lembro o nome. Na segunda foto é parte da galera do El Punto que foi sacar qual era a do Terremoto. Na terceira, lá embaixo, o tiozinho do bar está preparando o Terremoto. Buenas foto Lara!
Apreciem sem moderação : - ).

















Fotos: Lara Rodrigues

Senso de brasilidade

É impressionante como sentimos as coisas de forma diferente quando estamos fora de nossa terra. Essa noção de pertencimento de que vários autores de livros esclarecem muito bem mas, que só vivendo é que se entende. Pode ser alguém não tão ligado à sua terra de origem, mas quando está em outro país e olha ao redor sem reconhecer sua gente, sua língua, seus costumes, sente-se mais pertencente à sua terra como jamais foi.

Eu nasci em Minas Gerais e morei em várias cidades da região sul-sudeste, não encontrando em nenhuma um sentido de pertencimento muito forte. Porém as tenho todas em conta como sendo parte de minha terra, Brasil.

Hoje completam apenas doze dias desde que cheguei aqui. Já fiquei mais tempo sem ver ou falar com minha família, meu namorado e amigos. Mas, parece que se sofre de saudades por antecipação. Quando me senti mal do estômago a única coisa que desejava era estar em casa, apesar de saber que logo estaria bem e que não precisava mesmo voltar prá casa por uma simples dor de estômago.

Quando fiquei bem e conclui que a comida daqui não me fazia bem, senti uma falta imensa do feijão brasileiro, o Tutu à mineira, um paõzinho de queijo, um simples, simples pão d`água. Sei que no Brasil já passei bem mais de doze dias sem feijão e muito mais sem Tutu, mas saber que não vou poder sentir o sabor da minha terra me fez sentir uma saudade imensa de tudo, tudo que hoje não posso mais ver e sentir, mas que agora tem um novo sentido prá mim.

Sempre valorizei muito as coisas simples da vida só que, nesse momento, é como se as tivesse subestimado todo esse tempo. Por mais que esteja gostando daqui, que esteja dando tudo certo, por mais legais que os novos amigos possam ser, alguma coisa está sempre faltando, um pedaço de seu coração que você não sabe onde encontrar. Ou talvez seja apenas porque nem minha família, nem meu namorado apareceram na internet para falar comigo nos últimos dois dias.

Tudo o que vejo, ouço e sinto aqui expande muito meus sentidos, minha noção de realidades e verdades. São muitas coisas e quero compartilhá-las todas nesse blog. Não sei porque, mas acho que cada uma dessas coisinhas, que muitas vezes não damos bola pode ter algum valor prá alguém em algum lugar. Ou podem simplesmente fazer parte de um registro que terá um imenso valor para mim no futuro.

Agora vou a uma telefônica aqui perto para saber notícias de casa.

Feira da Esperanza

Acabamos de chegar da feira na calle Esperanza, uma rua próxima da morada. A feira é enorme e além de frutas e verduras, tem também roupas e coisas das mais variadas. Tem objetos novos e usados, livros, casacos, sapatos, bolsas, potes de plástico, bichos de pelúcia, tudo o que se pode imaginar de vender na rua.

Os preços são melhores que os de supermercado e com a quantidade de tiendas, se pode pesquisar mais fácil. Meio quilo de morango sai a $350 (R$1,35), o quilo de pêssegos daqueles gigantes está a $300 (R$1,16), um maço de salsinha a $100 (R$0,40) e nectarinas a $400 (R$1,55). Assim podemos compramos frutas e verduras fresquinhas para a semana a um precinho muito bom. Vale lembrar que o bom é não deixar evidente que você é estrangeiro, porque o povo daqui é chegado em passar os forasteiros prá trás, infelizmente. No próximo domingo, tiro fotos prá vocês verem.

sábado, 21 de março de 2009

Terremoto!!!

Ontem fomos em La Piojera, um bar onde os chilenos costumam fazer sua happy hour. Um lugar interessante com recados nas paredes e gente de todo tipo e apesar do nome não foi encontrado registro de piolhos. A baladinha começa cedo, saímos daqui às oito de metrô até a Estação Santa Ana, o bar fica bem perto, uma leva de moradores do El Punto já estava lá. São os espanhóis, baladeiros convictos. Ao todo estávamos em uns 20 El Puntianos.

O bar não tem música, mas é muito agitado, apinhado de gente, alguns grupos com instrumentos fazem sua própria música. E a estrela principal é o Terremoto.

Uma bebida feita de vinho branco, licor de abacaxi, e sorvete de abacaxi, que cai feito um terremoto mesmo. Todos se embalam no Terremoto e quem supera chega no Maremoto, que troca o licor de abacaxi por creme de menta.

No bar lotado conhecemos gente de vários países e parece que todos gostam muito de brasileiros. O pessoal tirava muitas fotos e uma hora encontramos um gaiteiro e um senhor chileno com um sombrero e tiramos foto com eles.

O nome do gaiteiro não lembro, mas o outro se chama Eliseo Guevara, um cantor de músicas mexicanas e ator de filmes tipo faroeste. Uma figura! Me mostrou o DVD do filme que tinha feito e me presenteou com um CD de seu trabalho. Ele nos convidou para sua apresentação no domingo em um lugar chamado Herrera.

Quando retornamos ao El Punto, lá pelas 12 horas, ficamos na sala comum e escutamos o CD. E não é que o cara é bom? Descobri pelo meu amigo Google que Guevara é um cantor popular do Chile. Aqui dá prá escutar umas músicas dele. Tem um vídeo no You Tube. É esse aí embaixo.



E assim se vai conhecendo pessoas mundo afora, hehe.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Nosso lar

Sabe aquela frase: `Não há lugar melhor que o lar`? Pois é, demora a gente entender isso mas, quanto mais a gente viaja mais gosta da propria casa. Estava vendo o documentário Mar sem fim sobre as viagens do navegador Amyr Klink e ele responde isso quando perguntado do motivo dele ir pro Pólo Sul, Pólo Norte, atravessar o Atlântico num barquinho a remo ou circunavegar a Antártida numa volta ao mundo sem escalas, enfim por quê faz tudo isso:

- Não sei porque faço isso, mas quanto mais eu viajo mais gosto de Parati e quanto mais fico em Parati, mais quero viajar.

E é conhecendo coisas e pessoas diferentes, dormindo em tetos desconhecidos, vivendo os costumes de outros povos é que aprendemos a conhecer quem somos, de onde viemos e assim é que damos valor para isso. Moro, ou praticamente moro, em Imbituba há quatro anos apenas. Mas já gosto tanto dessa cidade que é dela que me lembro quando tenho saudade de morar no Brasil. Não é de Minas, nem de Erechim, por mais que goste muito desses lugares.

E enquanto estou em Santiago, percebo que vejo as coisas aqui como os estrangeiros devem ver as coisas lá. Se aqui estranho que a comida seja basicamente pão, que não é o francês, lá devem estranhar que se misture o feijão com arroz todos os dias. E que saudade do feijãozinho, uma comidinha mineira, um pão de queijo...

quinta-feira, 19 de março de 2009

A vista da sacada

Daqui da sacada do quarto se ve a piscina do El Punto. Essa aí que Uma Foca está admirando.
A água é muito gelada e tem muito cloro, por isso só consegui ir uma vez. Quem está acostumada com a praia estranha uma poça, haha.

Outra coisa que dá prá ver da janela é a Cordilheira dos Andes. Isso quando não tem muita fumaça da poluição, que aqui é grande. Os Andes dão aos habitantes da cidade um senso de direção, indica o oriente, ou leste. A Av. Libertador Bernardo O`Higgins, ou Alameda como é conhecida, `sobe` até a cordilheira. Assim, para saber se você vai subir ou descer a Alameda, tens de saber onde está a Cordilheira.

Olhando pela janela se vê à frente da Cordilheira o Cerro San Cristóbal, esse aí com as antenas. Isso eu soube só depois que fui até lá. Até então me referia ao cerro como `morro das antenas`, referência saudosa de Floripa. À esquerda uma foto da vista geral e à direita, o close no Cerro Sán Cristóbal.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Primeiro dia de almoço no Casino

Hoje fomos almoçar no Casino, que aqui não é o lugar onde se joga, mas onde se come, hehe. Mas, só na Usach o Restaurante Universitário tem esse nome. A comida não é ruim: pão, salada, pão, frango, pão e gelatina. Tirando o que não faz parte da minha dieta vegetariana, o que sobra é praticamente... pão. O ruim é que é bem aquele pão pesado que não me faz muito bem. Mas aí a salada quebra o galho.

Hoje pela primeira vez senti vontade de estar em casa, coloquei música brasileira no mp3 e saí cantando alto na rua. Ninguém me conhece mesmo. Cheguei atrasada na aula da tarde porque confundi os horários que são bem diferentes do Brasil. As matérias são ótimas, a responsável pelos intercambistas aqui é super prestativa e agilizada, ela resolve todos os problemas.

A Usach está em plena recepção aos `cachorros`, que é como chamam os calouros aqui. Eles rasgam a roupa deles, preparam uma piscininha de peixe podre com vinagre, ovo podre, tinta e farinha no qual todos tem que entrar e os fazem beijar uma cabeça de porco(!) e um polvo. E eles transitam pelas ruas próximas sem calçados, só de meias, com as roupas rasgadas e fedendo a tudo isso para pedir dinheiro. Acho que as pessoas dão só prá se verem livres do cheiro que é horrível! Logo que der posto uma foto pra vocês verem o estado em que os deixam. Sei que no Brasil estamos bem de trote.

terça-feira, 17 de março de 2009

El camiño


Esse é o caminho que o Marco traçou no Google Earth da casa dele até o El Punto. Pertin, pertin... ;-)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Primeiro dia de aula

Comecei cedo hoje com Inglés Especializado IV. É uma aula que não tem no currículo da UFSC e achei muito interessante porque prepara o aluno para redigir a partir de textos em inglês e ser correspondente. Imaginem o nó na minha cabeça. O profe fala em inglês e espanhol e na hora de anotar, eu anoto um pouco de cada e alguma coisa em português. É um nó triplo no cérebro.

A segunda aula era de Produção de Televisão, uma aula dividida em dois créditos de parte técnica e mais quatro de prática. Acho que é a mesma coisa que fiz na UFSC, mas aqui há menos tecnologia, o que achei interessante pois a maioria dos estúdios de TV também são assim. Almocei tortilla, um tipo de pão que fiz com molho de ervilha e champignon, mas não me caiu bem. O pão aqui é pesado.

À tarde fui à aula de Ordem Econômica Mundial. Foi mais difícil entender o professor que fala muito, mas muito prá dentro, como todo bom chileno. Estou gravando no mp3 todas as aulas para facilitar. Parece uma matéria puxadinha, mas é interessante. Temos que ler os três principais diários do Chile e fazer uma prova toda segunda sobre atualidades. Todas as matérias aqui tem prova, mas nenhuma até agora pediu livros para ler. É muito estranho. Na UFSC até as disciplinas mais práticas tem pelo menos 5 sugestões de livros.

Comprei um caderno chileno. Chileno porque aqui todo caderno é assim igual a foto. Pois é, um caderno de quadrinhos para matemática. Sei lá porque as pessoas escrevem em caderno assim, mas todos os usam.

Outro dia vou falar sobre as ruas de Santiago. Vou fazer uma série porque é muita coisa prá contar sobre as ruas. Hasta!

domingo, 15 de março de 2009

A vista mais linda de Santiago

Ontem fomos ao Cerro Sán Cristóbal, ponto turístico tradicional aqui de Santiago. Para chegar pegamos o metrô até a Estação Pedro Valdívia de onde seguimos a pé por 1,5Km até a entrada do Parque Metropolitano. As fotos começaram já no metrô. Tudo vira novidade em um grupo com sete brasileiros, uma francesa e uma argentina no Chile.

Antes da entrada para o Cerro, há o Parque de Las Esculturas, do qual vou falar mais tarde, já que sozinho dá um post. O Parque Metropolitano tem 712 hectares, a entrada é gratuita e de fora já dá prá ver o teleférico levando turistas até lá em cima.

Na entrada da Calle Pedro Valdívia, a opção clássica e menos cansativa para subir o morro é o teleférico. Há também bicicletas de aluguel e a opção de subir a pé, que dá uma boa caminhada. Quem chega pela Calle Pio Nono pode subir de Funicular (não, não é aquela musiquinha italiana). É tipo um bondinho puxado com cordas de aço que ficam no chão.

Os preços são assim: $900 para subir de teleférico; $1800 ida e volta; $2800 para ida e volta de Funicular e $2200 para subir de teleférico e descer de Funicular. Escolhemos esta última. A vista do teleférico é sensacional. Não conseguia tirar o dedo do botão da máquina.

Dá um medinho porque chacoalha quando passa pelos pilares e é bem alto, mas pela vista a gente supera tudo.

A estátua de Nossa Senhora da Concepción tem 14 metros de altura e está a 880 metros de altitude. O alto do morro é um santuário, com igreja, lugar de acender velas e lojinha de souvenirs.

A descida de Funicular é mais tranquila. Vou postar o vídeo depois. A vista também é muito bonita e o Funicular tem uma história muito interessante. Quando se desce há uma pequena esposição das fotos de sua história.

Entretanto, o passeio de teleférico é mais emocionante. Dentro do parque há outras atrações como o zoológico e as piscinas, mas não vimos. Bem, o zoo eu dispenso, porque sei que vou passar raiva de ver os bichos trancafiados, então melhor não passar raiva em espanhol, hehe. Mas, podemos voltar porque o passeio vale a pena!

Depois do cerro encontramos uma feirinha de artesanato na calle Pio Nono, com coisas bem interessantes porém meio distantes da nossa condição de estudantes bolsistas. Pegamos o metro na Estação Baquedano até em casa. A galera do El Punto tá aí na foto lá no alto do Cerro.

sábado, 14 de março de 2009

Sábado de sol y cerro

Não que seja novidade um dia de sol, porque acho que por aqui não chove nunca, o tempo é muito seco mesmo, mas hoje temos o dia livre e combinamos de ir ao Cerro Sán Cristóbal, onde tem um teleférico e uma vista, dizem, incrível. Saímos logo depois do almoço. Esse é o mapa do caminho que vamos fazer. A morada El Punto está marcada ali. Vamos andando até a Estação Quinta Normal aqui pertinho e pegamos o metro até a estação de Baquedano onde fazemos o transbordo até a Estação Pedro de Valdívia, de onde saímos a pé até a entrada do parque, dá 1, 5Km de caminhada até o B verde que tem no mapa. ali em cima. ->

sexta-feira, 13 de março de 2009

Por todo el metro

Hoje saí cedinho da morada para cumprir um trâmite obrigatório para quem tem visto de estudante: regularizar o visto. Fui sozinha para ter a oportunidade de fazer algo que nem todo mundo gosta, mas que eu não abro mão em qualquer cidade que possa. Passear por todas as linhas do metrô. Em Floripa, logo que cheguei eu fazia isso quando tinha tempo sobrando. Aproveitava os terminais de integração para passear por toda a cidade pagando apenas uma passagem.

Em Santiago não podia ser diferente. Logo que cumpri minha obrigação, vi que não ía dar tempo de cumprir o trâmite seguinte (o registro civil) antes das onze horas, quando eu deveria estar na Usach. Entonces, peguei meu mapinha das linhas do metrô e tracei um itinerário para passar o tempo até as 11h. Nas linhas subterrâneas, meu alvo de observação eram as pessoas. Em atitudes são iguais às pessoas de qualquer metrópole, porém algo mais educadas. Elas cedem lugar aos mais velhos, grávidas, crianças pequenas e mães com crianças pequenas.

Nas linhas de superfície eu pude ver parte da cordilheira que cerca Santiago, encoberta na maior parte do tempo pela poluição. Não dá prá perceber se é perto ou longe da cidade, de tanta fumaça, uma pena.

Nas estações entre um trem e outro, ía lendo os cartazes de eventos e descobri alguns bem interessantes e o principal: Gratuitos! Já tenho um jogo de Hóquei, um balé tailandês e uma exposição sobre a Índia para ir e convidei meus colegas daqui.

O mapa do metro está no site, bem completo para quem quiser saber mais.

Champignon, ameixa e vinho

Não é uma receita, se fosse seria muito esquisita : - ). São só alguns dos alimentos que encontro aqui mais baratos que no Brasil. O champignon fresco, aquele que vem numa bandejinha, custa $499 (R$1,96). No Brasil a mesma não sai por menos de 9 reais, isso quando você encontra para vender, pois o mais conhecido é aquele em conserva na salmoura. O cogumelo fresco é mais saboroso que o de conserva e nesse preço tá bom demais. Hoje fiz um macarrão gravatinha delicioso com molho de champignon. No Brasil eu ficava só namorando os cogumelos na prateleira, nunca tive coragem de comprar.

Outra coisa que no Brasil custa prá mais de nove reais o quilo é a ameixa preta. Aqui eles chamam de ciruela e encontrei por $389 o quilo (R$1,53). Nem preciso dizer que virei compradora assídua da ameixa.

De vinhos nem preciso falar, pois todo mundo conhece a fama dos chilenos aclamados por alguns especialistas como os melhores do mundo. No Brasil a gente paga a taxa dos importados que não é barata e aqui, ora, é a terra dos vinhos onde até aqueles de caixinha longa vida são bons. Nesse quesito, vocês vão ter de esperar a minha visita ao Concha y Toro, vinícola que está no programa de todo turista que baja em Santiago. Só então posso escrever com mais propriedade sobre o assunto. Hasta!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Cambia?

Hoje fui à Usach falar com a coordenadora do programa de intercâmbio e aproveitei para trocar dinheiro. A moeda chilena é muito diferente do padrão real, dólar, euro. É diferente até do peso argentino. Assim demora um pouco para a pessoa entender como funciona o dinheiro e quanto custam as coisas aqui no Chile.

Não sei em outras cidades, mas em Santiago é tudo muito caro. E ainda por cima tem alguma gente sacana querendo tirar vantagem de estrangeiros. Os taxistas estão em primeiríssimo lugar no hall dos picaretas.

Antes de vir eu já havia lido e ouvido relatos de pessoas que foram enganadas por taxistas de Santiago e me preveni de todas as formas, mas alguns colegas brasileiros aqui do El Punto puseram mais algumas estrelas no ranking da picaretice. O que eles fazem:
- Cobram mais caro que a corrida normal;
- Escondem o taxímetro;
- Tentam enganar na hora do troco dizendo que o passageiro deu notas erradas;
- Dão uma volta enorme ao invés de fazer o trajeto mais curto.

Para se prevenir, o estrangeiro tem de ser durão (:-). Só entre num táxi se tiver o preço da bandeira no párabrisa, dá prá ver de longe. Negocie o preço antes de tomar o táxi e tente baixá-lo. Se você achar abusivo, troque de táxi. Fique de olho no taxímetro, ele deve estar visível, peça ao motorista. E se você perceber que ele está mesmo tentando passar você prá trás, deixe bem claro que entendeu isso. E troque de táxi.

Voltando ao câmbio de dinheiro, as moedas chilenas que você vê na foto ao lado equivalem a um Real na cotação de hoje ($256). A moeda maior, de 100 pesos tem um índio da etnia Mapuche estampado. Essa etnia compõe a maioria do povo, pelo menos em Santiago e tem muito peso na História do Chile.

Na moeda de 10 pesos e nas menores é o perfil de um cara muito famoso na história chilena, Libertador Bernardo O`Higgins, que inclusive dá nome à avenida principal de Santiago.

As notas de papel são a partir de mil pesos, que compra aqui um pacotinho de café em pó solúvel, ou 1 quilo de arroz ou um quarto de queijo (250 gr), dos mais baratos é claro, tudo depende do supermercado e da marca. Para o dinheiro render tem de escolher muito bem o que comprar.