terça-feira, 10 de março de 2009

El vuelo

Como ceis sabem essa foi a primeira vez que viajamos de avião. É uma sensação esquisitíssima, bem diferente da primeira vez de barco, que foi um dos pavores mais espontâneos pelo qual já passei. Quando o avião começa a taxiar você olha pela janela e a asa tá sacudindo, parece de papel e você pensa que aquilo ali nao vai aguentar. Quando o avião aciona as turbinas e acelera, eu não sabia se chorava, se me agarrava no banco, na Foca ou no que, só sei que naquela pressão prá trás e depois prá baixo eu só pensava: devia ter ido de ônibus. É lento mas não sai do chão.

Depois que a decolagem apavorante passa, a vista é maravilhosa. Você olha prá baixo, vendo primeiro a cidade (vi o Estádio Beira Rio e o Olímpico de cima, Marco!) depois aqueles quadradinhos de campo em vários tons de verde e marrom e as nuvenzinhas que parecem mesmo de algodão. E você olha aquilo tudo lindo de um ângulo que não é todo dia e pensa: não pode ser que essa latinha de atum consiga ficar tão alto tanto tempo.

Depois do choque eu só queria descer. Gente é lindo, mas pára esse troço que eu quero descer! Não tá certo, essa turbina barulhenta e essa asa chacoalhando, isso é tudo de metal, é pesado e é pequeno e a janela não abre! Daí um instante e os comissários servem o lanche. E a última coisa que eu tava pensando era em comer. Aquelas caras tranquilas, sorridentes, com exceção de uma que parecia ter comido feijão estragado (justo a que disse que as máscaras de oxigênio cairão automaticamente!).

E foi rápido até Buenos Aires. Embora morresse de sono (acordei às 3h40 para pegar o voo às 6h30), não conseguia dormir. Quando o avião aterrisou para fazer a escala, eu aproveitei para ir ao toillete. Quase que não consigo decifrar aqueles botõezinhos todos. Parece que até para usar o banheiro precisa de manual. Voltei para minha poltrona, peguei minha câmera e comecei a sessão de fotos. Ao meu lado, depois do corredor, uma senhora dava olhadinhas furtivas e ria da minha foquice. Mas ela era veterana, decolou lendo tranquilamente sua revista.

Na segunda decolagem eu já não era tao foca, há, há. Logo que o avião nivelou, recomecei as fotos. Ver a cordilheira dos Andes do alto é incrível. Não parava mais de tirar fotos. Até fiz um filminho. Pelo auto falante, o piloto informa que a temperatura em Santiago está em 15 graus. Vou congelar, pensei, já me arrependendo de não ter trazido mais blusas para fechar os 23 Kilos (que deu incrivelmente cravado!!!). Mas, não foi tão frio. O ar é seco, o que deixa uma sensação térmica mais confortável. Depois do pouso, a vontade era de continuar voando.

Pequei uma van compartilhada que me deixou em frente à Morada Estudiantil, El Punto, mais barato que os táxis, mais cômodo e seguro que os ônibus, e listo! Acá quedo bién!

7 comentários:

Fernando disse...

Ju! Que maravilha!!!
Espero que aproveite demais mesmo!!!
Vai fazer sucesso 'en Chile' !!!
besos

DILSE disse...

Adorei os relatos de viagem. Sucesso aí, guria, beijos.

Lu disse...

Hahahahahaha!
Que engraçadinha!
Depois da primeira vez que voa, não se quer parar mais!
Beijuuuuu!

Anônimo disse...

Está lindo sua história/aventura.
Tenho certeza que você vai gostar muito dessa nova fonte de cultura, e que vai fazer diferença importante na sua profissão.
Beijos querida!!

Dimas disse...

O comentário anonimo foi meu, filha.
Dimas

Marco disse...

muito legal amor...
agora um dos dois já voou uma vez na vida hahaha...
deve ter sido realmente incrível ver os andes de cima, pois, para estar acima dos Andes, tem que se estar realmente alto. E numa caixinha de atum hehe..

bom, para finalizar, aposto que até do alto o Beira Rio é mais bonito que o olímpico hahaha..

beijoo...

te amo um tantaozao...

=*

JKishin disse...

É mozão, muito lindo mesmo!!! Tudo! Até o Beira Rio. : - )))
bjão
Obrigada a todos pelo carinho!!!